segunda-feira, março 31, 2008

PostHeaderIcon Saudade

Palavra estranha e cheia de mistérios.

Noutro dia ouvi alguém dizer que essa palavra só existe em Português e em outro idioma e acho que é árabe ou talvez num daqueles falados no leste europeu... de fato, não me lembro!

Ela sintetiza a ausência, o vazio e o amor por algo ou alguém distante, seja por morte ou por qualquer outro motivo.

Ela vai se instalando e, de repente, deparo-me com a saudade sentada no meu colo pedindo providências.

Trato dela e a acomodo para dormir por mais um tempo.

Preciso viver.

A danada volta, às vezes, com intensidade redobrada e aí a coisa se complica.

Ela começa a dar sinais se sua existência ao penetrar nos meus pensamentos sem autorização. Traz imagens de dias vividos e pessoas idas; sons que um dia tiveram significado especial; paladares e odores que renascem outras lembranças.

Ela não chega a incomodar e não machuca, mas é quase palpável de tão forte.

Esmaece e se acalma conforme é tratada. Nada de muito dengo ou atenções, senão gruda e consegue fazer estragos. Precisa ser tratada com respeito, carinho e atenção, mas com distância.

Ela tem que aprender seu lugar! Tem que se acostumar com as mudanças que o tempo exerce em nós que ficamos aqui.

A saudade não pode e não deve ser a mesma o tempo todo para preservação da sanidade física e psíquica das pessoas. Ela vai diminuindo e se tornando numa simples nostalgia, sob controle, transmudada, com o transcorrer dos tempos, caso contrário, ninguém seria feliz.

Posso ficar aqui o dia inteiro dando tratos à bola e escrevendo um monte de besteiras, mas, confesso, hoje, a saudade está bem pertinho de mim.

Sinto que me aperta o coração.

Abriu a torneira que tenho nos olhos.



Bjkª. Elza
sábado, março 29, 2008

PostHeaderIcon Boa memória


Meu Pai nos deixou em dezembro de 1.995. A partir dessa data, maridão e eu passávamos na casa de minha Mãe, jantávamos com ela, conversavamos e vinhamos para casa, ao menos duas vezes por semana. Tanto ela como eu estávamos deprimidas e essa ritual acalmava o vazio. Eu morei com eles até julho de 1994, quando me casei.

Eu tinha um Chevette com trava. Era um pininho que, inserido no painel do carro ligava todos os comandos. Retirado, o carro não dava sinal de vida.

No chaveiro do carro existia uma chapinha com um burado para ser acoplada a peça.

Quando chegamos em casa, naquela noite, o telefone tocava insistentemente:

- Filha, não consigo encontrar ...
- O que vc perdeu, Mãe?
- Na verdade, eu não perdi nada, mas estou tentando encontrar a cabeça do seu marido. O resto eu já achei: o relógio, a aliança, os óculos, a carteira de dinheiro e a placa da trava do carro... A cabeça está no pescoço dele?

Assim, descobri que meu marido não tirava o segredo do carro na porta do prédio de minha Mãe e que a qualquer hora eu ficaria a pé...

Pensa que ele mudou? Eu aprendi catar as coisas dele, pois, mais de uma vez voltamos a restaurantes para buscar algum perdido dele.

Claro que quando ele viaja sempre sobra algo para traz. Faz umas 3 semanas ele foi para BH e ao me avisar que já aportara nos Buritis:

- Beeeeemmmmmmmmm, eu não tenho lençol e nem fronha! Eu não peguei ... Vou dormir sobre o protetor de colchão e usar a colcha de piquê como lençol!

Noutra feita ele chegou em casa um um cinto esquisito e que eu jamais vira.

- É do Nelson. Esqueci de levar e ele me emprestou ...

Quando ele está na porta se despedindo para embarcar nalgum avião confiro a lista: aliança, relógio, carteira, dinheiro, óculos, chave de casa, telefone e carregador, notebook e carregador ...

Sou humana e erro, como todos. Na manhã daquele dia fatídico, quando ele saiu em viagem, eu ainda dormia e não chequei a lista. Além de não conferir a lista de coisas "esquecíveis", ao sair para a Justiça, não me ocorreu deixar chave de casa na portaria, especialmente porque ele me dissera que só voltaria no dia imediato!

- Beeeeeeeeeeemmmmmmmmmmmm, você vai demorar? Acabei de chegar de viagem e não posso entrar em casa porque esqueci a chave!!!!!!

Ele esperou pelo menos uma hora além do necessário porque resolvi lavar minha honra e corri atras de uma doida que quase acabou com meu carro!

Hoje eu fui ao cabeleireiro e ele estava na rua com a moto, sem chave, é claro! Deixei a chave na portaria ... Nada como ser prevenida!

Bjkª. Elza
quarta-feira, março 26, 2008

PostHeaderIcon Aborrecimento no trânsito



Eu me encontrava no meio de uma curva, em velocidade.

Trata-se da única curva perfeita que temos pelas ruas de São Paulo. Quando o motorista entra nela, de tão perfeita que é, o carro aumenta de velocidade e se mantém estável no seu lugar. É incrível a sensação de piloto de Formula I que se tem ao percorrer aqueles metros de asfalto.

Onde fica: na Av. Pacaembu ou seja lá o nome que tenha no término do estádio, vindo da Barra Funda para a Av. Doutor Arnaldo. Finda a curva tem aquele subidão enorme do Cemitério do Araçá.

Pois bem, uma doida de pedra, falando ao celular e na direção de um Mercedez Benz cortou minha frente no meio da curva e precisei colocar o pé no freio, caso contrário, ela bateria no meu carro e possívelmente na porta do motorista!

Claro que meu carro saiu do prumo e começou a dar cavalo de pau! Claro que eu sei que não se freia numa curva e em especial em velocidade! Claro que soltei todas as imprecações que conheço! Claro que fui imprudente e sai atras daquele ser do outro mundo que correu como uma louca por dentro do bairro do Pacaembu e chegou na porta de sua casa e só então soube que era uma mulher.

Falei o diabo para ela que se escondia dentro dos vidros escuros e nem me lembrei que ela poderia ter uma arma ou coisa assim. Ela me xingou e entrou na casa.

Anotei a placa do carro e o endereço. Telefonei para 190 e denunciei a cretina por direção perigosa.

O que eu ganhei com isso? Um monte de adrenalina no sangue, risco de vida desnecessário e alguns quilômetros percorridos à toa!

Ah, o telefone da belezura é 11 6751-7367. Obtive pela Telefonica por que o endereço dela é Rua Principado de Mônaco, 79. Esqueci uma letra da placa do carro, mas era, CS? 0019.

Motoristas de São Paulo que circulam pela região do Pacaembu, cuidado com essa doida!

Ela se sentiu corajosa na porta da casa e desceu do carro. Trata-se de uma figura de televisão, mas não consigo me lembrar quem é, pois, vi a fisionomia rapidamente. A voz eu conheço, mas não me arrisco a acusar quem eu associo à ela. Deve ter 1,55 de altura, é mulata bem clara com cabelos alisados. Magra. A voz é gutural, rouca e desafina. Ela tenta ser cantora e atriz, mas jamais teve destaque. Acho que posou nua numa dessas revistas especializadas.
Meu carro não sofreu qualquer arranhão e eu não me machuquei. Só me aborreci.
Taí o alerta. Elza
segunda-feira, março 24, 2008

PostHeaderIcon Aprendendo Inglês via net


Three things in life that, once gone, never come back

1. Time
2. Words
3. Opportunity

- life - vida
- once gone - uma vez que se foram
- never come back - nunca voltam

Three things in life that can destroy a person

1. Anger
2. Pride
3. Unforgiveness

- destroy - destruir
- anger - raiva
- pride - orgulho
- unforgiveness - incapacidade de perdoar

Three things in life that you should never loose

1. Hope
2. Peace
3. Honesty

- loose (loose, lost, lost) - perder
- hope - esperança
- peace - paz
- life – vida

Three things in life that are most valuable

1. Love
2. Family & Friends
3. Kindness

- most valuable - mais valiosas
- friends - amigos
- kindness – gentileza

Three things in life that are never certain

1. Fortune
2. Success
3. Dreams

- fortune - boa sorte, fortuna
- dream - sonho

Bjkª. Elza
domingo, março 23, 2008

PostHeaderIcon Fui publicada

Semana passada saiu na Revista da Folha reportagem sobre as calçadas de São Paulo.

Sou vítima delas.

Enviei e.mail para redação.

Saiu, hoje, minha mensagem, na última folha da revista, um tanto deturpada, mas saiu.

"Tenho tornozelos frágeis devido aos inúmeros tombos pelas calçadas de São Paulo. O mais recente foi na Rua Divino Salvador, em Moema, onde moro. Tenho vontade de tirar fotos e mais fotos das calçadas irregulares. Sabe porque não vou ao judiciário pedir indenização aos donos dos terrenos e à prefeitura? Por que o judiciário é espelho das calçadas: não funciona. Parabéns pela reportagem."

Bjkª. Elza
sábado, março 22, 2008

PostHeaderIcon Estou chegando no meu limite

Qualquer hora eu expludo!
Estou adiando e adiando mas a coisa não vai continuar assim.
Sem bjkª. Elza
sexta-feira, março 21, 2008

PostHeaderIcon Sexta-feira




- Amanhã é dia 12? perguntou a mocinha, loura artificial.


- É sim, por que?


- Amanhã é meu aniversário. Estarei completanto 14 anos.


- Onde será o bolo?


- Ah, não tem bolo não. Nós não comemoramos aniversário, não.


- Uai! Não comemoram o Natal e não comemoram aniversário? Posso saber porque?


- Natal nós não comemoramos porque não é a verdadeira data de nascimento de Jesus...


- Ora, todos nós sabemos que não é a verdadeira data de nascimento de Jesus! Isso não é privilégio de vocês...


- Aniversário, também não, porque devemos comemorar todos os dias!


- Nós comemoramos todos os dias! Nós estamos juntos, passeamos, comemos, tomamos sorvete, falamos da vida e da morte. Isso é comemorar a vida!


- Não, não é!


- Quando vocês fazem festa e comemoram alguma coisa?


- No dia da morte de Jesus. Nós fazemos festa por que ele morreu para nos salvar!


Depois dessa, desisti de entender a religião dessa mocinha.

Bjkª. Elza

quarta-feira, março 19, 2008

PostHeaderIcon Claudemira ataca, de novo




Noutra noite, houve festa na casa de uma pessoa alegre e sempre muito arrumada. As vezes tem gosto duvidoso para se vestir, mas aceita conselhos e reparos. Adora sapatos, bolsas, bijuterias. Nunca se viu a perua sem esmalte nas unhas. Assume que é perua e que gosta de olhar vitrines para tirar idéias de como se enfeitar.

Conversavam sobre assuntos variados. Muita risada e pouca cerveja. Ninguém do grupo bebia e ninguém era religioso, também.
Claudemira, aquela crioula de peitos fartos, cabelos indomados, saias minúsculas, inteligência curta e muito metida estava entre os convidados e, sem mais nem menos, comenta que seria muito fácil limpar as paredes daquela casa:

- É fácil. Pegue Limpol neutro e passe com pano. Sai tudinho! A tinta é óleo e facilita a limpeza. Essa mancha deixada pela saída do quadro desaparece. Aqui na porta dá para tirar essas manchas de nicotina. Se fosse mais cedo eu mesmo fazia ... Na porta é a mesma coisa. Veja que a nicotina se acumula e até escorre ... O teto ... nesses lugares que não tem mancha é porque a nicotina não grudou, ainda.
Falava e apontava para a sujeira, já notória ao grupo e que ninguém comenta.

Ingenuidade dela ou se ele se sentiu dona da situação?
Ela continuou, sem perceber o silêncio constrangido que se formou:

- Você paga salário para sua empregada? Ela é uma porca pois jamais limpou essas paredes. Dê só uma olhada aqui! Esse lustre nunca viu um pano! O vidro da janela tá manchado e cheio de pó! Tem certeza que ela merece o salário que recebe?

Para piorar, a dona da casa retruca:

- Tá vendo esse plástico na parede, atrás da gaiola? Ela percebeu que o passarinho sujava a parede e teve a brilhante idéia de colocar o plástico para proteger, só que não o limpa!

Bjkª. Elza
segunda-feira, março 17, 2008

PostHeaderIcon Aniversário

Hoje é meu aniversário e estou escolhendo o restaurante para comemorar. Aceito sugestões.
Bjkª. Elza
quarta-feira, março 12, 2008

PostHeaderIcon Garça


Era 1.947. Julho. Dia frio. Sem médico, sem maternidade, sem encubadora, sem pediatra, ela deu à luz um menino de menos de 45 cm e com apenas 1.200gr. Primeiro filho só sobreviveu porque a Mãe dela o enrolava em algodão e o mantinha aquecido com bolsas de água quente.

Trata-se de fato real e aconteceu em Garça, cidade do interior de São Paulo que hoje tem uns 30.000 habitantes.

Meu irmão nasceu lá por que meu Pai era delegado de polícia naquela cidade. Esse é o meu irmão mais velho, aquele que ficou doente e que está em casa, saudável e bem.

Era época da Shindo Remei contada pelo Fernando Moraes no livro de alguns anos atrás. O livro é chato e cita nomes e mais nomes e se perde da história principal. Narra com minúcias histórias paralelas ao tema central, mas para quem não conhece, vale a pena saber o que aconteceu com os japoneses do Brasil que não acreditavam que o Imperador se rendera.

Meus Pais moraram em Lucélia e em Garça nessa época. Contavam muitas histórias desses japoneses que lutavam pela glória da pátria distante e matavam todos os que aceitaram a derrota do Japão. Era época de perigo pelas ruas e muito violência entre os orientais onde a colônia era muito grande, como nos locais que citei.

Por falar em guerra, um filho de japoneses me disse para assistir RAN, filme do Kurosawa, que fala das perdas da guerra e mostra que ninguém vence. Fiquei curiosa. Gosto de indicações assim. Conversamos a respeito da Shindo Remei, também.

Estive em longas e interessantes conversas com esse filho de japoneses porque fui com ele para Garça, à serviço. Duas audiências em dias imediatos. Uma loucura de cansaço. Pudera! O corpo maltratado por causa do tombo!!!

Contei para meu irmão que eu iria para a terra dele. Perguntei se queria alguma coisa de lá e ele nem ligou. Ele não sente falta de raiz sob os pés como eu.

Chuva e estrada me trouxeram para casa ontem à noite. Inteira, porque eu conduzi o carro por mais de 4 horas. Ainda bem que trata-se da Castelo Branco. Tapete perfeito e muito bem sinalizada e nenhum acidente ou contatempo no caminho.

Quando cheguei, ontem, o Baltazar já descera do apartamento da madrinha e a minha empregada me devolvera Thelma Louise. Ambos fizeram festa e nos aconchegamos. Como é bom voltar para casa!

Levantei tarde e trabalhei como uma moura a tarde toda, hoje.

Vou dormir com ele que acabou de chegar de BH. A familia está reunida, de novo.

Bjkª. Elza Ah ... claro que existiam muitas garças por lá e a cidade tomou esse nome.

domingo, março 09, 2008

PostHeaderIcon Outro tombo




Andava eu pela calçada com o Baltazar na coleira a cheirar todos os buraquinhos de piso e molhando os postes, quando me vi estatelada no chão, de novo!


Bati o joelho esquerdo e o ralei na calça jeans que vestia, ralei o cotovelo direito no chão duro e irregular a ponto de sangrar. O meu pé esquerdo estalou.


Fiquei igualzinha a uma pamonha no chão, sem conseguir me mover. Baltazar sentou-se ao meu lado e ficou apreciando a humana dele espatifada e sem ação.

Um senhor veio me ajudar. Pequenino e com forte acento português na fala mansa, muito solicito, de pouca valia, pois, sou maior do que ele e, possívelemnte mais pesada.

Mesmo assim, o apoio moral foi grande e ele me levou até o posto de gasolina da esquina, de onde telefonei para meu marido vir nos buscar.

Esse agradável senhor, que pensei ser muito mais velho do que eu, me disse: - É ... na nossa idade temos que tomar muito cuidado!!! Na mesma hora ele perdeu o status de meu salvador kakakakak

Claro que estou de molho com gelo no pé, gelo no cotovelo e mais gelo no joelho... Já tomei um comprimido para dor e agora, esperar que tudo cicratize.

Algumas lágrimas de desapontamento misturadas com as de tristeza porque ele despencaria para BH, de novo, como já o fez...

Na hora em que caí estava pensando no post do dia internacional da mulher e nas coisas que deixei de dizer. Ao mesmo tempo, tanta gente falando sobre o mesmo tema, eu acabaria por repetir alguém ...

Estou aqui, mais uma vez na retaguarda, o que muito me incomoda.


Bjkª. Elza
sábado, março 08, 2008

PostHeaderIcon Dia internacional da Mulher


O simples fato de a mulher ter recebido um dia internacional só para si pode ser considerado avanço na luta pela valorização?

Sinceramente, não penso assim, pois, desde que esse dia foi instituiído, as mulheres do oriente médio não deixaram a burca e as meninas chinesas continuam a ser vendidas como escravas; as adolescentes africanas ainda tem extirpados os clitoris e por aí afora.

No entanto, sou ocidental. Nunca vi uma burca ao vivo e a cores; não fui vendida como escrava e tenho todos os meus apetrechos femininos e por isso engrosso a corrente pela valorização da mulher e em especial, a brasileira.

Acredito que somos produto do nosso meio e nossa origem não é das mais edificantes. Quem veio povoar essa terra de ninguém? Prostitutas e degredados. Gente sem moral, sem educação, sem limites, sem escrúpulos. Gente que veio para cá para não morrer nas prisões de Portugal. Gente que não tinha a menor formação moral, religiosa ou política. Analfabetos, mortos de fome, sujos e corruptos foram os primeiros habitantes dessa terra.

Esse povo, ao se deparar com os nativos nús e ingenuos, com ele se miscigenou.

Mais tarde, esse povo miscigenado acabou por misturar-se a outro povo nú e ignorante que veio para cá como se não fosse humano pelo fato de ser negro. O que temos? Essa panela de pressão formada por povo pardo que não aceita sua negritude; um povo parvo porque não tem origem ou não sabe de onde veio, habitando esse imenso país chamado Brasil.

Numa conversa com uma jovem amiga, surpreendi-me com uma colocação belíssima: nosso povo tem origem em povos que andavam nus e por isso a exposição do corpo para nós é natural. Povos que ouvem batuques e que rebolam sem inibição.

Pouca roupa, grandes decotes, exposição dos íntimos são apenas demonstração da desinibição e da ingenuidade, da ignorância e ausência de pudor de nosso povo. Talvez as pessoas que se exibem com tanta naturalidade não tenham sequer a idéia do quanto fazem mal a si e do quanto prejudicam outras, mais recatadas. Estou no terreno das hipóteses, apenas.
Observação: Os homens também se expõem. Tambpém ousam, mas a midia prefere as mulheres. O poder do dinheiro ainda veste calças e eles se deliciam com a nudez.

Gostaria de ter resposta para essas perguntas que me atormentam: por que as mulheres se desvaorizam tanto? Por que se expõem? Por que rebolam e requebram e atraem os machos lúbricos com tanta veemência? Por que ensinam suas filhas a rebolarem e requebrarem esde pequenas? Por que expõem os corpos, nem sempre bonitos e harmoniosos com tanta facilidade? Por que tem tantos filhos indesejados?

Acredito que muitas respostas estejam exatamente na nossa origem: prostitutas e degredados que se misturaram a povos nus e ignorantes. Ignorância gera ignorância. Povo ignorante, analfabeto e não politizado não exige, não cobra. Aceita a corrução como coisa da vida. Aceita a invasão do bem comum porque também é invasor e nem sabe disso.

Nós, mulheres ocidentais, com consciência, temos obrigação de instruir e orientar jovens que conosco convivam, desde as filhas, sobrinhas e amigas delas, como empregadas de todas as espécies. Compete a nós, que conseguimos sair o paternalismo e do tacão do sapato do marido, para obter crescimento pessoal e respeito próprio, o incentivo à valorização da mulher.

Devemos mirar os exemplos das mulheres que se destacaram nessa vida sem exposição da pele do corpo, sem rebolar, sem usar da sexualidade como apelo para ser reconhecidas. Estou falando de Lygia Fagundes Telles, Cora Coralina, Dorina Nowill, Rachel de Queiroz e tantas outras que nos honraram por terem sido brasileiras. Mulheres anônimas que deram seus bens e seu tempo para acompanharem combatentes nos campos de batalha, como Dª Elisa de Arruda Botelho; outras, que lutaram por ideais como Anita Garibaldi e tantas que me escapam.

Podemos falar também nas batalhadoras sem nome que dirigem taxis, ascendem elevadores, tocam teares, lubrificam veículos e por aí afora...

É tão possível ser mulher digna que basta pegar qualquer livreto e plano de saúde e verificar a quantidade de médicas que temos nos dias de hoje. Praticamente a totalidade dos professores é do sexo feminino e no judiciário, também as saias e os sapatos altos tem se destacado e muitas tornam-se presidentes dos Tribunais, com louvor.

Claro que existem degraus imensos para nós subirmos e sermos tratadas como seres de primeira linha, mas, não será com batuque e rebolado que vamos conseguir respeito e salários dignos.


Deixei de postar o selinho da blogagem coletiva devido minha crassa e conhecida igorância.

Bjkª. Elza O OUTRO BLOG DO BEAGLE ADERIU À POSTAGEM COLETIVA.
quinta-feira, março 06, 2008

PostHeaderIcon Redução de estomago







Conheço quem já operou o estômago. Com ele reduzido emagreceu quase 50 quilos. Ficou elegante.


Deixou o vício de comer.


Assumiu o vício de comprar tudo o que lhe passa pela frente.


Em outras palavras, continua compulsivo.


Será que valeu?




Bjkª. Elza


quarta-feira, março 05, 2008

PostHeaderIcon Sem assunto

Tá quente demais!
Sai com o Baltazar pela manhã.
Fui à Justiça para resolver coisinhas de clientes. Resolvi.
Abasteci o carro antes de ficar no meio fio sem combustível.
Falei com meu irmão mais velho e pedi que ele redigisse para mim porque estou com preguiça. Ele disse que sim. ÔBA!!!
Minha sobrinha linda, maravilhosa, iluminada, educada, inteligente, simpática, extrovertida, e todos os elogios que alguém possa merecer me ligou: -Tia quero assistir audiência criminal ... Outro advogado na familia!
Jantamos carne seca desfiada com salada de alface e tomates e pão francês quentinho. H2O para acompanhar e banana prata de sobremesa.
Saí com o Baltazar, outra vez.
Estou cansada, com sono e sem assunto.
Êta post besta!!!!!!!!!!!!!!!!!

Repare que não usei "um" ou "uma" ... basta atenção para derrotar o vicio!

Bjkª. Elza
domingo, março 02, 2008

PostHeaderIcon Educação





Noutro dia, um certo escritório que me devia honorários profissionais me mandou um e.mail, sem assinatura, solicitando os dados de minha conta bancária para efetuar depósito. Esses dados eu já entregara para a sócia ao menos 3 vezes, inclusive no e.mail por meio do qual não apenas cobrara o pagamento, mas também agradecera e recusara o convite para integrar a equipe. Reconheci o destinatário pelo cabeçalho, mas não tinha assinatura.

Fiquei ensimesmada e cheguei à conclusão que deveria responder, mesmo sem saber o desnatário, para receber meus honorários.

Suponho que tenha sido a sócia a me enviar o e.mail porque o sócio, não sabe lidar com o computador e a primeira parte dos honorários quem me pagou foi ela, em cheque de emissão dela. Como sou muito polida, assinei a resposta que enviei. Só pra cutucar eu coloquei o meu nº de inscrição na OAB.

Alguém respondeu, ainda sem assinar, que faria o depósito naquele mesmo dia.

Agradeci, polidamente e, mais uma vez, assinei e me identifiquei pelo nº de inscrição na OAB. Recebi meus honorários naquela tarde.

Esse episódio me fez pensar no quanto esquecemos a polidez e gentileza para com as pessoas que nos cercam. Esquecemos, também que nossos atos tem significados e que às vezes, dizem mais do que nossas palavras.

Bjkª. Elza

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