sábado, janeiro 31, 2009

PostHeaderIcon Sorte ou competência?


Naquele tempo ninguém falava em condominio fechado, até porque, não existia portão para vedar a passagem de estranhos, mas, ninguém de fora entrava na vilinha de 12 casas.


Eram 12 casinhas iguais, com sacada, 3 dormitórios, quintalzinho e um único banheiro no andar de cima. Copa-cozinha ampla e sala pequena como era padrão.


Todos os moradores daquela vilinha se conheciam e os filhos brincavam no espaço comum com floreiras arrumadas. Uma ou outra familia possuia carro e eram os que socorriam os demais nas doenças, nos funerais e nos casamentos.


Numa das casas residia uma familia completa: marido, professor de Inglês; mulher, dona de casa e 3 filhos "em escadinha". O mais velho já tinha 8 anos, o segundo 6 e a menina,4 anos.


Todos os dias ela distribuia os filhos pela vizinhança em busca de comida e assim, alimentava a todos com as cenouras, cebolas, batatas, ovos, bananas pedidas por empréstimo e jamais devolvidos. Era motivo de chacota dos demais vizinhos que, sempre compravam algo a mais porque sabiam que haveria pedidos de empréstimo.


O marido tinha poucos alunos e o que ganhava não era o suficiente para manter a familia apesar da escola pública em que estudavam os filhos, os postos de saude do governo que utilizavam para cuidar da saude e os famosos empréstimos de alimentos.


Ela era exímia costureira.


- Mulher minha não trabalha para fora, Terezinha. Desista de me pedir! Não consinto e não permito! bradava o professor que, comprou um violão e estava estudando por meio de um método muito popular nas bancas de revistas.


A pedido das vizinhas ela começou a fazer pequenos consertos nas roupas: uma barra que se soltara, botões que precisavam de reforço, um ajuste aqui e outro ali. O dinheiro começou a aparecer.


Aos poucos, ela estava costurando para o bairro. Varava a noite cortando, chuleando, alinhavando, montando os vestidos para prova e pregando botões. As mãos inchavam de tanto pregar alfinetes. Os ouvidos doiam de tanta conversa fútil ouvida no quartinho de costura lá no fundo da casa.


- Viu só? A Terezinha matriculou os filhos na escola particular, comentou uma.


- Isso não é nada, ela estava procurando uma casa ou uma loja para colocar a oficina, disse a outra.


- Oficina? Imagine, é atelier!!!


- Pudera, com os preços que ela está colocando nas roupas!


- Vem a mulherada lá dos Jardins para fazer roupa com ela.


- Você viu os figurinos importados que ela comprou?


- Eu soube que ela foi lá no Afonso e mandou pintar uma placa escrita "Madame Terê" para por na porta.


- O quê??? Virou Madame Terê??? Quem diria que ela teria tanta sorte!


- Ela contratou duas ajudantes. Disse que não pode perder tempo fazendo barra e pregando ziper.


Os comentários continuaram por dias até a inauguração do atelier, com coquetel e tudo. Todas as vizinhas e freguesas foram convidadas e o marido tocou violão para fazer fundo musical, já que não tinha mais qualquer aluno e não se preocuva em desenvolver qualquer atividade lucrativa. Com muito custo ia entregar uma peça de última hora na casa de uma freguesa.


- Eu incentivei minha mulher a desenvolver seu talento para costura, vivia dizendo o professor violonista. Fui eu quem criei a placa que está pendurada lá fora.


- Dona Florinda, a senhora é professora de Inglês? Poderia dar aula para meus filhos? Gostaria tanto que eles falassem outro idioma. É tão importante para a vida profissional deles, disse Terê para uma de suas freguesas...

Bjkª. Elza
terça-feira, janeiro 27, 2009

PostHeaderIcon Cauby, de novo



Em dezembro de 2006 fui assistir ao show do Cauby Peixoto no Bar Brahma e escrevi um post. Minha ignorância me impede de colocar link para facilitar sua busca. Querendo saber o que eu disse, clique em dezembro de 2007 para se localizar.

Outras amigas quiseram assistir ao espetáculo e repeti minha experiência. Fui ao Bar Brahma que está reformado, mas bonito, com banheiros limpos e arrumados. O serviço é bom e os pastéis, ótimos.

Cauby está mais frágil do que nunca. Magérrimo, precisa de ajuda para andar e subir escadas. Usa maquiagem pesada e uma peruca muito volumosa para aquele rosto pequeno.

A figura é quase patética, mas essa impressão negativa desaparece quando ele abre a boca e solta a voz! Veludo com potência e às vezes, leve desafinação.

No tempo em que eu era mocinha ele era o "Rei das Empregadinhas". Era "cafona" e as músicas que interpretava, fora de moda. Boleros e sambas canções com letras pesadas e dramáticas estavam entrando em desuso. Ele se arriscava a cantar bossa nova ou Roberto Carlos, mas era um desastre por causa do vozeirão que estava em descompasso com aquelas melodias sutis e delicadas letras.

Hoje ele é o ícone do pós-modernismo!

Fenomenal.

Plena segunda feira após tormentosa chuva que alagou a cidade, o Bar estava lotado. Jovens e velhos se misturavam na platéia eclética, formada por pessoas de diversas origens, que tem em comum o carinho pelo mestre de voz de veludo, mas potente.

Cauby esquece as letras das músicas e não consegue encontra-las no marcador ao seu lado, pede os óculos e os devolve a cada momento; implica com alguém da platéia e chama o segurança para manter ordem e, o principal, é que canta.

Muitas das melodias são cantadas pelo público, mas são a voz dele e o carisma sobre o palco que encantam a todos. O "professor" que toca teclado conhece todas as melodias e todas as letras, já que, estão na estrada há 37 anos, juntos. Não entendi porque ele não dá espaço para o Cauby encontrar as letras e enxugar o nariz, como ocorreu ontem.

Os títulos "professor" e "maestro" soam firmes e perfeitos naquela simpatia que canta divinamente e domina a cena com seu terno branco, sapatos impecáveis e camisa toda bordada.

Chamou um outro cantor para levar adiante duas músicas cujas letras não sabia e nem quis procurar no marcador. Aplaudiu o outro que, por sua vez, é ótimo e, se não me engano, se chama Ênio.
Visivelmente cansado, mas feliz por ter sido mais uma vez alimentado pelos aplausos e flashs das câmeras fotográficas, cantou um clássico, atendendo aos pedidos insistentes da platéia, cuja letra está a seguir:


Bastidores

Chorei, chorei, até ficar com dó de mim. E me tranquei no camarim, tomei um calmante, um excitante e um bocado de gim. Amaldiçoei, o dia em que te conheci. Com muitos brilhos me vesti, depois me pintei, me pintei, me pintei, me pintei, cantei, cantei. Como é cruel o cantar assim, e num instante de ilusão, te vi pelo salão à caçoar de mim. Não vi, troquei, voltei correndo ao nosso lar. Voltei pra me certificar, que tu nunca mais vais voltar, vais voltar, vais voltar. Cantei, cantei, nem sei como eu cantava assim, só sei que todo cabaré, me aplaudiu de pé quando cheguei ao fim. Mas não, bisei, voltei correndo ao nosso lar, voltei pra me certificar, que tu nunca mais vais voltar, vais voltar, vais voltar. Cantei, jamais cantei tão lindo assim, e os homens lá pedindo bis, bêbados e febris a se rasgar por mim. Chorei, chorei até ficar com dó de mim.

Não consegui descobrir o autor dessa música.

No site http://www.cifras.com.br/ tem um filme que está veiculado no YouTube que não faz justiça ao grande Cauby Peixoto, mas, para quem nem imagina como seja a melodia dessa letra acima, é possível ter uma pálida idéia. Sugiro buscar pelo nome do cantor.


Bjkª. Elza

segunda-feira, janeiro 26, 2009

PostHeaderIcon Estou cheia de atividades

Já trabalhei muito, hoje.
Falei com o consultório do dentista e marquei hora para mim e para o marido.
Mandei e.mail para outro dentista para saber de problema do meu marido.
Liguei para uma terceira dentista para resolver uma incrustação da minha boca que caiu...
Haja dentistas!!!!!!!!!!!!!!!
Haja dinheiro!!!!!!!!!!!!!!!

Estou esperando noticias do Zé Neto a respeito dos Embargos de Terceiro que impetramos lá no Rio de Janeiro para liberação do nosso apartamento. A primeira noticia que ele me deu foi alvissareira, mas quero ver essa segunda. Estamos brincando de sol e lua. Ele me liga e eu não estou e assim por diante.

Tem alguém ligando a cobrar aqui para minha casa, todos os dias, por volta das 9h da manhã. Fiquei brava e comprei um detector de chamadas. As ligações acabaram...

Vou comer alguma coisa e sair para a Justiça do Trabalho.

Bjkª. Elza
sexta-feira, janeiro 23, 2009

PostHeaderIcon Eu e a máquina



- Olhe, não adianta reclamar e nem brigar. Eu quis economizar uma folha de papel e coloquei um pedacinho pequeno aí na impressora e ...

- Atolou! Agora precisa mandar para a autorizada para desatolar o papelzinho...

- E ficará muito mais caro do que uma folha de papel. Para você ver que economia porca, é porca! Além disso, ficarei dias sem impressora e me dirigindo à sala da OAB para imprimir meus escritos!
- Posso saber o que deu em você para cometer essa besteira?
- Toda morena tem seu dia de loira. O meu foi hoje!

Essa foi a brilhante conversa que mantive com meu marido divertiu-se à larga quase morreu de rir com essa trapalhona aqui! Tentou ficar bravo e desistiu, não sei porque.

- Doutora, aqui não tem papel atolado. Eu abri as duas portas da máquina e não dá para ver papel algum.

- Meu caro técnico, eu também abri as duas portas e fiz, exatamente, o que o fabricante ensinou e o papel não saiu daí.

- Mas não tem papel aqui. Quando tem, basta abrir a porta e dá para ver.

- Tem papel, sim senhor. Eu coloquei um pedaço pequeno, do tamanho de uma folha de cheque e ele não saiu!!! Você é mágico? Fez algum passe e o papel evaporou? Faça essa mágica para encher minha carteira de dinheiro, por favor!

- Doutora, eu não sou mágico, mas não tem papel atolado aí. Tem algum outro problema porque sua máquina não está imprimindo.

- Vamos mandar para a HP e ver no que dá?

Dois dias depois ele me liga:

- Doutora, tinha diversos tipos e tamanhos de papel atolados na sua máquina. Também tinha uma pecinha quebrada que não deixava o papel sair de dentro dela.Já está pronta e ficou em R$ 45,00.

Instalei a máquina em casa.

Deixei recado na secretaria eletrônica do técnico:

- Por que minha máquina fica me pedindo papel para alinhar os cartuchos? Já mandei alinhar 3 vezes. A tinta está acabando e ela não alinha... Isso já acontecia antes e você me disse que era por causa do papel atolado que não estava atolado! Estou atolada em dúvidas. Por favor, ligue para mim.

Depois eu conto o que aconteceu. Estou alimentando a máquina com diversas ordens para imprimir, mesmo sem alinhar os cartuchos pois, preciso trabalhar.


Bjkª. Elza

Eu sei que estou sendo cabotina, mas preciso contar que meu blog do UOL foi indicado como blog legal, pela segunda vez. Achei o máximo!!! O link está ai do lado.
segunda-feira, janeiro 19, 2009

PostHeaderIcon Óculos

O oculista mexeu no grau de minhas lentes para leitura e o ótico escolheu uma lente pananic não sei das quantas para confeccionar as multifocais.

Os sinos tocaram e voltei a ter prazer na leitura prolongada!

Para melhorar ainda mais, o ótico me fez uma armação só com lentes para leitura. Mais cômodo, ainda!

Pego o jornal de leio os artigos ao invés de ficar nos cabeçalhos que tem letras grandes. Leio revistas e me enterro em artigos interessantes. Busco informações na net e leio com prazer!

Tanto é assim que, embora tenha começado "A menina que roubava livros" acabei deixando-o de lado para ler "O Livreiro de Cabul". Tem resenha minha aqui.

Só não li numa sentada porque meu marido não me deixa em paz e fica chamando e pedindo coisas! Gostei e recomendo. Não é triste como "O caçador de Pipas" e trata da vida no Afganistão após a queda do Talibã, peçla ótica de uma jornalista norueguesa. Gostei!

Estou ensaiando começar "Deu no New York Times", mas, por tratar-se de leitura mais pesada e mais séria, preciso de tempo e de concentração. Isso significa que só depois que meu ilustre marido for para BH é que poderei começar. Pelo que entendi ele passará essa semana do 19 aqui e a semana do 26 em viagem, mas não em BH.

Aquela ladrazinha vai esperar mais um pouco. Estou querendo a resposta do livreiro de Cabul ...

Post besta, né? Falta de assunto dá nisso. Esse calor está me matando!!!!!!!!!!

Bjkª. Elza
quinta-feira, janeiro 15, 2009

PostHeaderIcon Calote Estadual

- Minha filha, você já se inscreveu no IPESP? Você precisa se inscrever e aproveitar esse beneficio que a Ordem dos Advogados nos dá! Você terá duas aposentadorias: uma do INSS e outra do Estado. É vantajoso!

Essa ladainha eu ouvi do Dr. Parente inúmeras vezes. Bastava ele me encontrar na porta do meu escritório, em frente do Restaurante Itamaraty e lá vinha ele buzinar nos meus ouvidos.

Um dia, cedi e fui até o IPESP e me inscrevi na Carteira dos Advogados e passei a recolher, todos os meses a garantia da minha aposentadoria.

- Você fez muito bem, minha filha! Não vai se arrepender. Estou aposentado faz muito tempo e recebo os caraminguás mensais que ajudam nas despesas, disse-me meu mentor.

Pois bem, o Estado de São Paulo extinguiu com o IPESP; criou o SPPREV e deixou a carteira dos advogados do lado de fora. Diz o Estado de São Paulo que essa carteira compete à OAB. Diz a OAB que a Carteira perdeu fonte de renda quando o Estado acabou com os recolhimentos judiciais por procuração; que a responsabilidade é do Estado e não assume.

Essa discussão vem sendo travada faz muito tempo e eu, por ainda não ter atingido a idade e nem o tempo de recolhimento necessários para aposentadoria, sou obrigada a recolher, mensalmente, para entidade que não mais existe e sem saber quem me pagará, no futuro!

Tenho vontade de encontrar meu amigo Dr. Parente e lhe cobrar essa errada! Gosto demais dele e jamais faria essa desfaçatez, até porque, ele teve a melhor das intenções. Além disso, ele está muito velhinho e cansado.

Entrei em contato com a OAB e com a AASP, hoje e perguntei se não posso pleitear meu dinheiro de volta e assim, me aposentar por conta própria! Tou cansada demais!

Bjkª. Elza
segunda-feira, janeiro 12, 2009

PostHeaderIcon Premio


Pessoal, recebi esse Prêmio aqui e estou toda feliz da vida.
A bem da verdade nem sei porque a Anny me distinguiu com essa honraria, mas confesso que estou envaidecida.
Deixo de indicar 15 blogs pois, todos os que frequento merecem esse prêmio. Sou chata e crítica.
Anny, obrigada pela distinção e pela referência.
Bjkª. Elza


sexta-feira, janeiro 09, 2009

PostHeaderIcon Trio Ternura

Foto feita por mim. Thelma Louise xeretando.


Hoje é aniversário da Miriam, a mais nova do trio e a que adora comemorar a passagem do tempo.

Na quarta-feira Cris e eu saímos juntas para comprar o presente.

- Que tal esse?

- Muito pequeno. Ela gosta de peças mais pesadas. Olhe esse aqui, falei para a Cris.

- Não gostei. E esse? Olhe aqui, tem lugar para fotos!

- kakakaka a sua e a minha kakakaka

- Vejam que esse para fotos em outros modelos. Tem maior, redondo, envelhecido, pedras coloridas, disse a vendedora.

- Posso mexer por aí? perguntei já tocando nos anéis e experimentando-os. Vixe, cada brinco mais bonito que o outro!

- Claro, fiquem à vontade.

- Cris, qual é a cor do signo dela?

- Não ligo para isso não. Mera convenção! O que vale são os trânsitos, as quadraturas e por aí.

- A Cris é astróloga e das boas, disse eu à vendedora.

- Nossa, que legal! Você me deixa seu telefone? Quando eu tiver coragem faço o meu mapa! Passei por uma péssima experiência da primeira vez que fiz e fiquei impressionada. O astrólogo disse que meu marido ficaria muito doente e eu estou esperando essa doença até hoje!

- Você é a artista que desenvolve essas peças lindas? Na hora certa vc me telefonará, esteja tranquila.

- Sou sim e obrigada pelo elogio.

- Menina, você é inspirada e tem uma criatividade ímpar, disse a Cristina que, é artista plástica, além de astróloga.

- Olhe esse anel, aqui! Lembra-se daquele que a Miroca usa? É enorme e cheio de cores...

- Não reparei, disse a Cris mexendo nos colares. Essa flor está linda!

- Cris, você não reparou na jarra que ela usou, nos pratos combinando com a argola de guardanapo, nem no anel... Vc não olha pros lados, neguinha?

- Sou leonina...

- Tá bom! Essa flor é a sua cara! Preenche esse decote.

- Faz anos que deixei de usar essas coisas. Desisti, disse-me a Cris.

- Como? Deixou de usar enfeites? Com esse bom gosto que vc tem? Disse a artista/vendedora.

- Eu adorei esse anel aqui. Enorme, cheio de brilhos e cores. Para mim, é esse o presente, disse eu.

- Menina, veja esse patuá aqui! Olhe só que coisa mais rica! Tem o casco da tartaruga, a folha de uva, um coração, uma borboleta, um laçarote e esse olho estilizado e diversos elos com pedrinhas! Você não disse que ela gosta de peças pesadas?

- Essa peça está maravilhosa, disse eu. Podemos separar o que achamos de interessande naquela mesa?

Mexemos aqui e ali. Experimentamos todos os aneis, namorei um par de brincos, a Cris conferiu a beleza de todas as pulseiras e ficamos na loja por mais de hora. A conversa fluiu e a Cris acabou dizendo o preço do mapa estral e nos metemos na vida da artista e pedimos para ela fazer um evento de inauguração.

- Vou levar esse anel para minha filha. É aniversário dela dia 16, disse Cris.

- Faz seis meses que abri essa loja ... ainda vale uma inauguração? Eu estava na Rua Inhambu e vim para cá pois, lá, não tinha estacionamento.

- Claro que vale! Passo por aqui quase todos os dias e sempre olho distraída para sua vitrine. Nós íamos noutra comprar o presente da Miriam, pois, eu nem me lembrava de você aqui, ao meu lado. Clareie sua vitrine e faça um evento para ser lembrada. Coloque gancho para amarrarmos cachorro lá na porta, disse eu.

- Mostre-se, menina. Vc tem o que dizer ao mundo! disse Cristina.

- Conheço a galeria onde vc estava e lá, é complicado, sim. Perto de hospital e na frente da farmácia. Muito trânsito!

- Quando vocês entregarão o presente? Preciso fazer o cartão de troca e só dou 7 dias. Conheço umas e outras que vem aqui, compram, usam e depois vem trocar a peça.

- Não queremos os dias de troca.

- É que preciso fazer pois, se minha funcionária estiver aqui e não eu, ela não poderá trocar...

- Claudia, você não entendeu! Nós não damos para a Miriam o direito de troca! Ganhou de nós e ficará com ele kakakakakakak, disse eu. E tem mais: ela terá que usar nosso presente kakakaka

- Você tem site? Perguntou a Cris.

- Tenho site, sim!

Pagamos e continuamos a conversar, mas saímos correndinho, em seguida, pois, outras freguesas chegaram.

O café com bolo que tomamos no Starbuck completou nossa tarde.

Já entregamos o presente sem direito a troca. Miriam comentou que nós deveríamos usar camafeus com fotos umas das outras. Quase morremos de rir!

Bjkª. Elza
quarta-feira, janeiro 07, 2009

PostHeaderIcon Israel x Palestina

Tem um post muito sério e interessante aqui.
Acredito que quem frequenta esse blog saiba que não me envolvo em política, não exprimo minhas opiniões a respeito desse ou daquele personagem, mas todos sabem que faço severas restrições ao noço prisidenti.
Minha amiga Celia, cujo link está acima é judia e tem sérios motivos para estar revoltada e apreensiva com os rumos da guerra.
Na verdade todos nós devemos nos preocupar não apenas com as bombas e projéteis e com a vida humana. Todos devemos nos preocupar com a bestialidade dos dirigentes e com o fanatismo ou ignorância do povo.

Sem bjkª porque o assunto é sério. Boa leitura. Elza
terça-feira, janeiro 06, 2009

PostHeaderIcon Amigo Secreto da Meiroca


- Você quer participar do Amigo Secreto desse ano? O que vc sugere como presente?

Toda animada, tratei de responder para a Meire o mais depressa possível:

- Claro que quero! Sugiro uma caneca.

Depois de algumas idas e vindas chegou-se à conclusão que a caneca poderia quebrar no transporte e uma camiseta seria mais aconselhável.

- Que seja a camiseta! Vamos à brincadeira.

Dada a largada, aos poucos a turma foi aumentando e as conversas no mural tornaram-se divertidas. Muita conversa engraçada, trocas de receitas, fofocas, personagens lindos e em especial o Zé do Boné que tem um bicho no pé.

Os "meninos" não conseguiram ultrapassar a barreira de tantas linguas femininas batendo ao mesmo tempo e só uma ou outra vez, quando a sala estava um pouco tranquila é que eles apareceram. Devem ter se sentido isolados e me penitencio por não ter dado atenção a eles.
Acabei instituindo um prêmio participação que, gerou muita atividade no mural e passei a fazer a "contabilidade" das presenças e, por conta disso, eu li todas as manifestações.

Chegou o dia do sorteio e fiquei mais feliz porque o sorteio me presenteou com uma pessoinha linda, alegre, muito divertida e participativa. Eu sorteei a Adriana e tratei de enviar o presente dela rapidinho porque a danada não me dava sossego e queria porque queria descobrir quem eu era!

Quem me sorteou me deu um balão, pois, de cara eu suspeitei de uma e depois eu matei a charada e ... o Zé do Boné entrou no circuito e me confundiu kakakakaka

A GRACE me sorteou e me enviou a camiseta lindona que estou usando naquela foto ali, batida pelo marido. Observem que meus fieis escudeiros lá estão: Baltazar que captou a luz da máquina, a Thelma Louise lutando para sair do meu colo e o bordado que estou terminando para presentear minha cunhada no colo.


O boné da Lys está aqui comigo e não o entreguei porque ela não correu a São Silvestre por motivos alheios à vontade, como ela me relatou por e.mail.

Eu participo do amigo secreto da Meiroca porque é alegre, divertido, prazeiroso, educativo e sempre nos identificamos com novos amigos virtuais que acabam incorporados nos nossos blogs.

No curso da brincadeira eu passei por momento muito difícil e quase saí do grupo, mas, um trem da alegria passou pelo meu blog e me entendeu e, me estendeu a mão com muito carinho, atenção e respeito. Ajudou na minha recuperação e reencontro da alegria.

Por todos esses motivos eu já participei de dois Amigos Secretos da Meiroca e já me considero parte integrante do próximo e espero que mais rapazes participem para que eles consigam espaço no meio das matracas que nós, meninas, somos.

Já estou com saudade do mural.

Para não perder o hábito, bjkª da Elza

FUUUUUUUUUUIIIIIIIIIIIIIIII
quinta-feira, janeiro 01, 2009

PostHeaderIcon Primeiro do ano

Cachorro desconhecido. Foto obtida na net.

O ano novo já está alto e lindo. Dia abençoado com céu azul e muita paz pelas ruas.

Saio com o Baltazar. Encontro uma amiga com sua samoieda. Juntas andamos com nossos bichos, conversamos, encontramos outros cachorreiros e a manhã transcorreu tranquila, até eu chegar na porta do elevador do meu prédio.

- Nossa, acabei de cuidar de uma cachorrinha igual ao seu, disse-me a moça magrela, de pernas finas, cabelos crespos e óculos.

- Cuidou da Nara? disse eu.

- Você conhece? Ela é tão boazinha. Venho uma vez por dia e troco a água dela, coloco ração e limpo o espaço dela. A dona está viajando. O filho dela volta dia 6, mas ela vai demorar mais um pouco.

- Quer me dizer que é por isso que tenho ouvido essa cadela ganir e chorar? Eu moro no apartamento embaixo do dela e tenho ouvido essa coitadinha chorar e latir. Ela está sozinha?

- Pois é, a dona dela não conseguiu encontrar hotel para deixar a cachorra. Ela foi visitar os parentes dela. Eu venho uma vez por dia.

Fiquei cega! Enquanto a moça falava a Nara chorava e gania lá no apartamento.

- Você está ouvindo? É a Nara chorando! Ela não pode ficar sozinha todos esse tempo. Beagle é cachorro de matilha e precisa viver em grupo. Ele fica feliz no meio de outros animais. Quer me contar que ela está presa na área de serviço?
- Não, não estou ouvindo, não Estou com o ouvido tapado! De fato, a cachorra não pode entrar na cozinha e no resto do apartamento.

- Ela está numa jaula. Esse apartamento é pequeno! Você ao menos tem saído com ela? A Nara está acostumada a andar com a menina e se ficar trancada começará a roer as patas e a ter caimbras.

- A dona dela me disse para vir, trocar a água, limpar a sujeira e dar ração. Até estou preocupada porque ela come a ração de uma vez e fica sem comer o resto do tempo ... Será que eu podia combinar com voce ... enquanto eu arrumo tudo aqui você sai com ela e o seu ???

- Eu não tenho hora para sair com o meu, mas é possível, sim. Para falar a verdade, eu ficaria com a Nara em casa se fosse amiga da dona, mas, além disso, tenho gata em casa. Eu tenho o telefone da dona dela. Vou ligar, conversar e quem sabe a cachorra fica comigo até ela voltar. Dou um jeito com minha gata, não sei como, mas eu me viro! Assim como está não vai dar certo. Os vizinhos começarão a voltar de viagem e a reclamarão dos uivos da Nara! Ela está sofrendo e eu não posso aceitar, disse eu.

Pedi o telefone dessa "cuidadora" umas 3 ou 4 vezes e a moça disse que me daria, mas foi embora sem me fornecer meios de entrar em contato.

Subi com muito dó da Nara. Revoltada com essa dona que é médica e não tem sentimentos! De mãos atadas eu podia fazer nada. Não posso invadir o apartamento da outra e resgatar a cadela... Contei ao meu marido o que estava acontecendo e ele, na mesma hora, pegou o telefone e tentou falar com a dona da Nara, via celular. Deixou recados no telefone desligado. Pedi ao porteiro o telefone da tal "cuidadora" e descobri que se chama Claudia.

Meu marido ligou para ela e fez o maior barulho. Só faltou falar que iria chamar a policia para libertar a cadela. Claudia voltou ao prédio com uma amiga e foram, os 3, libertar a Nara, que, se jogou nos braços do meu marido assim que o viu. Abanou-se inteira e o lambeu.

A amiga da Claudia ficou revoltada com a situação, com as condições em que a cachorra estava e com o tamanho do espaço a ela destinado para ficar. A tal da Claudia, uma tola, obediente, nem pensou que poderia estar prejudicando o animal.

As moças pegaram os pertences da coitadinha e a levaram daqui, com meu marido no encalço. Prometeram falar com a dona e verificar se a cachorra pode vir aqui para mim. Cuido dela e se facilitar, não devolvo. Fico com o casal de beagle.

Ainda estou esperando noticias, mas não acredito que a Nara venha para mim. O que sei é que ela foi para a casa da tal Claudia e por lá deverá permanecer até o retorno de alguém da familia. Lá ela terá companhia de outros animais e das pessoas que residem na casa. Por pior que seja, aposto que é melhor do que a solidão que enfrentou por 2 dias seguidos!

Posse responsavel deve ser o lema de quem quer animal em casa!

FELIZ ANO NOVO PARA TODOS!!!!!!!!!!!!!!!!

Bjkª. Elza

Thelma Louise

Thelma Louise
Minha gatinha querida

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Elza Maria sempre em busca de respostas. Paradoxal, curiosa, inteligente, crítica, observadora, sentimental, habilidosa, amorosa, sensível, disciplinada e um montão de outras coisas. Ser humano normal, comum, mediano, mas que gosta de escrever e está no quarto blog.

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