sexta-feira, julho 20, 2012

PostHeaderIcon Ordem na casa

Os dias pasam voando. Muita coisa para fazer. Cabeça ainda avoada.
Misturo coisas; esqueço algumas e me atrapalho com outras.
O buraco está sendo preenchido com muito carinho, saudade e respeito, ou seja, minhas formas de externar amor ao que se despediu de nós.
Faz dias que não choro, mas muito me emociono ao me lembrar daquele irmãozão.
Adoro o transcurso tempo. Ele coloca tudo no lugar!

Elza
terça-feira, julho 17, 2012

PostHeaderIcon Nada como o tempo


Aquela dor esmagadora, imensa e descontrolada está cedendo ao bom senso.
Claro que a tristeza não se esvai assim, num picar de olhos, e a sensação de perda e de vazio não desaparece porque choveu, mas, as coisas tendem a se acalmar, entrar nos eixos e tomar suas verdadeiras proporções.
Adoro o transcurso do tempo, mesmo sabendo que ele me deixa mais velha e enrugada.
Elza
sábado, julho 14, 2012

PostHeaderIcon Thelma Louise

Consegue ser a mais chata e mais doce das gatas.
Quando ela quer atenção começa a miar e  andar em círculos.  Vem até mim e mia, mia, mia... Sobe na minha mesa, coloca o queixo sobre meu teclado e fica me olhando com aquela cara de "Mamãefazfavor ...!!!" O rabo abana de um lado para outro e varre o que for leve, de cima da mesa. Fica me olhando insistentemente e, de repente, do nada, miiiiiiiiiiiaaaaaaaaaaaaaaaa. Desce da mesa e sai pela casa miando. Vou atras. Ela e enrosca nas cadeiras da sala, senta e mia. Ameaço andar e ela corre em direção ao banheiro. Para me olha, mia e volta para a sala. Assim fica por um tempão.
Eu sei o que ela quer: ME ATORMENTAR!!!!
Quando ela quer água corrente, corre em direção ao banheiro, sobe no lavatório e me espera. Quando quer comida, vai para o pratinho e me espera. Quando quer ser escovada, sobe na bancada e empina o rabo. Quando quer brincar, sobe na cama e me espera para o esconde-esconde predileto.
Tem hora que ela não quer nada disso, mas precisa de atenção e então, me atormenta!
Nesse minuto ela está aqui do meu lado. Placidamente, lambe a pata dianteira.
A mais recente novidade é que ela se encosta o Baltazar para dormir e se aquecer. Ele deixa, o que em encanta. Ela adora as camas dele e se apossou das duas, mas, durante a noite, ela gosta dos meus pés. Ele também, o que é um problema enorme.
Ainda bem que tenho esses dois para companhia.
Elza
quarta-feira, julho 11, 2012

PostHeaderIcon Colhemos o que plantamos

Sem cabotinismo, sem falsa modéstica, sem vergonha eu afirmo que plantei e colhi.
Minha e só minha a competência para saber que o solo era bom e as sementes de primeira categoria.
Reguei e cuidei das sementes. Adubei com muito respeito, carinho e dedicação aquele solo desconhecido.
Resultado: nesses dias difíceis que enfrento, tenho recebido as mais lindas e calorosas demonstrações de afeto, compreensão, solidariedade e amor. Muito carinho, muita atenção, mãos me acariciando e lábios me dizendo sábias palavras de amor e de conforto.
Acho que superei minha enorme dificuldade de ser amada.
Obrigada amigos blogueiros, amigos virtuais, amigos pessoais, colegas e até parentes,
Vocês são um esteio para mim.
Bjs. Elza
segunda-feira, julho 09, 2012

PostHeaderIcon Alivio

A dor da perda é imensa.
Dói de verdade, mas não machuca; não derruba, não destrói.
Apenas dói, e muito.
Saber que quem se foi parou de sofrer abusos hospitalares é imenso alivio, que dá prazer.
A passagem não dá alivio, e, sim, a libertação de quem deixou de sofrer.
A ausência até minha passagem será sentida, mas aos poucos, o sentimento transmuta e traz o alivio.
Compreender e aceitar os caminhos do espírito, desde a escolha primeira, até o término de missão ajuda muito. Isso não é religião, é filosofia.
Espírito, alma, energia pura ou seja lá o nome que tenha essa essência, deixou o corpo físico e juntou-se à essência informe que nos move nesse mundo material, sem o entrave do corpo.
Aceito todas as teorias, verdades, criações ou sei lá o quê, mas, o buraco dentro do meu coração existe, é meu e pretendo, aos poucos preenche-lo com muito amor ao que se foi e a todos os que me amparam nesse momento de angustia.
Choro a perda e ao mesmo tempo sorrio para ela.
Elza
quinta-feira, julho 05, 2012

PostHeaderIcon Perdas


Já disse e repito que trabalho com dificuldade as perdas que a vida me impõe.
Sofro, choro, me deprimo, mas ao mesmo tempo entendo e procuro ser racional.
Perder ascendentes é muito dificil, pois, acabam as referências.
Perder irmão é perder parte de si mesmo.
Irmão é continuação de nós; é aquela figura que sempre está lá. Nós sempre perdoamos os deslizes e eles sempre perdoam os nossos.
Caso não seja assim o problema é de comunicação.
Irmão e primo irmão é para ser parte integrante de cada um de nós.
Tenho um buraco no peito.
Buraco imenso e que levou para dentro de si um braço, ou, uma perna, ou um olho ... sei lá qual parte do meu organismo.
Preciso recuperar essa perda para seguir em frente,
Dói, dói muito perder um irmão.
Elza

PostHeaderIcon Acabou

Meu irmão descansa em outra dimensão.
Consegui enviar um reiki para ele antes da passagem.
Estou triste, mas em paz.

Elza
terça-feira, julho 03, 2012

PostHeaderIcon Reclamando comigo - desabafo

Não aprovo o que está sendo feito. 
Não concordo em prolongar a vida de uma pessoa de maneira forçada e artificial.
Não aceito essa tortura lenta gradual e contínua naquele corpo doente, ferido, que já perdeu o controle de si mesmo numa cama curta para sua altura.
A insanidade e a confusão mental tomaram conta de quem deveria ser cuidadora do paciente. A cuidadora e responsavel por ele age de forma incoerente e obtusa. De pessoa inteligente e capaz transformou-se, por causa da dor, em ser inacessível, tapado e até perigoso. Ao mesmo tempo que tem planos pessoais para depois do passamento e, já decidiu pela cremação e ausência de velório, chega na beira da cama, acorda o paciente e diz para ele que o levará para casa.
Deixa de usar de sua capacidade de parar com essa tortura e permite que o paciente receba carga absurda de medicamentos que não tem qualquer efeito sobre aquele corpo, ou está cega e surda e não ouve o que o médico diz?
Interpreta o que lhe é dito como pode, na sua confusão mental?
Tornou-se obsessiva e ilógica. Diz para o paciente que morrerá junto dele e, ao mesmo tempo, que ele está melhor...
Eu não posso fazer nada. Ela está com o cunhado e 2 filhos e, aparentemente, todos tem esperanças, apesar do que o médico disse. Eles me contaram o que o médico falou e, não entenderam nada.
Isso me põe louca. Já vi isso acontecer por ocasião do passamento de meu Pai. Na véspera dele se desligar, o grupo estava fazendo planos para comemorar o Natal com ele em casa... ninguém se liga na realidade e isso me consome! Estou doente de angustia por não poder fazer nada. O doente não é meu, embora, eu seja irmã.
Qualquer atitude minha resultará num rompimento final de algo que é tênue e sutil.
Os envolvidos nessa perversidade agem como se o paciente fosse sair daquela maldita UTI andando e sorrindo e contando piadas e isso está acabando comigo.
Tudo tem limite. Tudo tem inicio, meio e fim.


Pai Amado, luz,  por favor, envie muita luz para o cuidador e que ele entenda que não adianta manter o corpo aqui, sem a menor dignidade e com dores.
Pai Eterno, eu peço luz, muita luz para o doente e para que o corpo físico possa descansar enquanto o corpo espírital se eleva.


Elza

Thelma Louise

Thelma Louise
Minha gatinha querida

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Elza Maria sempre em busca de respostas. Paradoxal, curiosa, inteligente, crítica, observadora, sentimental, habilidosa, amorosa, sensível, disciplinada e um montão de outras coisas. Ser humano normal, comum, mediano, mas que gosta de escrever e está no quarto blog.

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