sábado, fevereiro 14, 2009

PostHeaderIcon A irritação me levou a esses passos



1.) E. mail dirigido para a coluna A cidade é sua do jornal Folha de São Paulo, no dia 10 de fevereiro de 2009


Assunto: TVA


Essa empresa não é séria!

Trata os coitados de seus assinantes com desprezo de desconsideração.


Infelizmente não posso me livrar dela por causa da situação física do condominio em que resido.


O aparelho de tv de alta tecnologia instalado em meu apartamento jamais funcionou a contento. O controle remoto está com defeito.


Cansada de contornar os problemas do controle e também, do aparelho de alta tecnologia, busco a TVA há dias e obtive os seguintes protocolos: 19353338 e19381589 nas últimas tentativas de ser atendida.


A TVA descobriu o meio de atormentar os assinantes que, antes de qualquer atendimento devem digitar o nº de assiante. O meu é x-x-x-.


Após, é preciso ouvir o menu inteiro para chegar ao atendente de suporte que, pedirá a confoirmação dos dados cadastrais...


Para quê??????????


Já digitei o nº de assinante!!! Quem mais teria esse número e para qual finalidade???


É preciso declinar o CPF do titular da assinatura, o que me fez decorar o nº do meu marido... Caso não seja declinado esse nº não há atendimento!


Depois dessas confirmações o atendente fica nos "gerundismos" sem dizer coisa alguma e sem solucionar o problema.


Solicitei visita técnica por causa do controle remoto que não atende aos comandos. Falei com o Edmilson no dia 09/02/2009 e ele me prometeu a visita do técnico para hoje, 10/2/2009 entre 12 e 13 horas. Até agora o técnico não apareceu. Voltei a ligar para a TVA e me recusei a passar por todo o setor de torturas e números a serem confirmados e cobrei a visita do técnico. Resposta: A VISITA ESTÁ AGENDADA PARA HOJE ENTRE 17 E 20 HORAS!


Cada um diz o que quer.


A informação vem para o consumidor com erro.


Diz a TVA que grava todas as conversas. Então, basta ouvir a conversa que mantive com o Edmilson, ontem para confirmação do que acabei de relatar: a visita estava marcada para hoje, das 12 às 13 horas.


Já tentou falar com algum gerente? Algum supervisor? O atendente coloca sua ligação na espera e dá-lhe musiquinha até cair a linha ou o consumidor desistir, ou, passa a ligação para o colega do lado que fica sem dizer nada e enrolando o coitado do consumidor que, paga a conta na data certa!


A mais recente novidade da TVA é que desliga os telefones e coloca a gravação: ESSE SERVIÇO ESTÁ INDISPONÍVEL por qualquer probleminha.


Já tentou o site? Mande mensagem para o suporte para ver se há retorno! Nem aviso de recebimento existe.


A conta da liberação do sinal está paga e é esse serviço que recebo!


Quer mais?


Quando compramos a TV de alta tecnologia pedimos a instalação do serviço e a atendente fez tamanha confusão que não liberou sinal dos canais "étnicos" muito embora solicitado. Para evitar maiores aborrecimentos deixamos de lado esses canais...


Ficam registrados meus protestos, pois, desmarquei reunião pré agendada para receber o serviço da TVA e fiquei plantada! Não tenho os canais étnicos e o serviço tanto por telefone como pelo site é desprezível.

Atenciosamente,



No dia 11 a TVA me ligou para saber o que estava acontecendo e eu repeti tudo e fui mais longe. Disse que eu não era ninguém e que poderia esbravejar o quanto fosse que a TVA não estava nem aí ... Autorizei resposta ao jornal dizendo que o técnico comparecera e resolvera o problema.
Recebi e.mail da TVA logo após.


2. ) Carta ao plano de saúde:



São Paulo, de fevereiro de 2009

À
Amil Assistência Médica Internacional Ltda
Aos c/ Diretoria
Em mão

Elza x-x-x-x-x-x, brasileira, casada, advogada, portadora de Cédula de Identidade RG x-x-x-x-x-, inscrita no CPF/MF sob nº x-x-x-x-x- e na OAB/SP sob nº x-x-x-x-x-, residente na x-x-x-x-x-x São Paulo, vem, a V. Sª SOLICITAR O CANCELAMENTO DO PLANO no qual sou inscrita, pelos seguintes motivos:

Nos anos 90 eu contratei a Porto Seguro Companhia de Seguros Gerais para cuidar de minha saúde e, escolhi o plano Global l, que me servia na qualidade e no preço.

Em decorrência da necessidade de vender a carteira, a Porto Seguro não me deu oportunidade de me manifestar e de escolher sucessora para meu atendimento.

Caso assim procedesse, eu jamais optaria pela AMIL.

Recebi mera comunicação da AMIL dizendo que meu plano Global l da Porto Seguro seria respeitado em todos os seus termos e que eu não sentiria mudança de operadora, para o que, enviou carteira com nº -x.

O Orientador médico eu só obtive quando de minha visita à loja da Av. Europa em janeiro de 2009, muito embora tenha solicitado via telefone por diversas vezes!

No início tive atritos e desavenças com essa empresa, mas procurei me adaptar à situação. Impossível, todavia! Fui jogada dentro dessa empresa como mercadoria e como mercadoria fui tratada.

A Amil não cumpriu com as promessas de manutenção do serviço no mesmo padrão da Porto Seguro e, jamais deu atenção aos meus reclamos.

Os médicos que me atendiam na Porto Seguro não pertencem ao quadro da Amil porque recusaram-se a receber a ínfima importância paga por consulta e pela demora que essa empresa imprime à liberação dos pagamentos.

Hospitais e prontos socorros foram reduzidos.

Na atualidade, para eu obter atendimento preciso pagar a Amil, pagar ao médico e buscar reembolso de despesa, não apenas pela razão acima, mas devido ao preconceito existente com os egressos da Porto Seguro, o que não posso aceitar.

Considero um desaforo a forma como venho sendo atendida por essa empresa que, aliado ao pouco caso que mereci, originam esse desabafo e a solicitação de cancelamento do plano a partir dessa data.

Informo que não pagarei a fatura que vence em 12 de fevereiro de 2009 uma vez que efetuarei pagamento para a empresa que me acolheu.

Anexo à presente encontram-se a carteira original da Amil e cópia de minha Cédula de Identidade Profissional.

Atenciosamente,




Elza



O funcionário que me atendeu quis tentar me mostrar que eu estava errada.

Levantei, um micro, o tom de minha voz para ser ouvida por outras pessoas e V O M I T E I todo o meu desencanto.

Contei para qual empresa já me transferira e a ausência de fé nas promessas, mas que, ao menos, estarei ligada à OAB que me dará respaldo em caso de problemas.

Para a Amil eu era um nada, um coisa alguma e isso, eu não aceito!

Disse para ele que só médicos recem formados ou que estudaram nas faculdades de Nª Sª do Deus me Livre ou então em Xiririca da Serra é que aceitariam trabalhar nos termos propostos pela Amil e por aí afora!

Lavei minha alma!


E aviso aos navegantes: NÃO ME AMOLEM! Cansei de não exercer meus direitos e de só cumprir com minhas obrigações.

O síndico desse condomínio que ande na linha!!!!!!!!!!!!!!!!

Sem bjkª. Elza
quarta-feira, fevereiro 11, 2009

PostHeaderIcon Terceira Idade


Quando eu encontrava uma pessoa com visíveis traços de ter entrado para a terceira idade, imediatamente, pensava que ela estaria em paz, sem angústias, sem preocupações. Eu achava que os únicos pensamentos a afligir essa pessoa seriam o bem estar dos filhos e netos, pois, já estaria realizada e sem expectativas.

Será que sou diferente do modelo? Será que é esse o modelo?

Estou para entrar, oficialmente, na terceira idade, mas, com angústias, expectativas, indecisões e um mar de pensamentos que me deixam doida e irritada. Imagine que tenho a exata sensação de estar usando roupa um número menor do que o meu e o incômodo que é.

Já me realizei profissionalmente e já enjoei de exercer minha atividade. Estou encerrando essa página da minha vida e não pego nenhum processo novo, nem de cliente antigo. Vou tentar encerrar tudo o que estiver em andamento e acabar com essa tortura.

Essa decisão tomada, abrem-se as portas para o vazio.

O que farei daqui para diante? Como poderei ganhar meu sustento?

Depois de ler a manifestação do Zeca a respeito do "inferno astral" fui correndo conversar com minha amiga astróloga.

Ela me disse que, estou num trânsito que me traz todos esses sentimentos e pensamentos, mas não se trata de inferno astral, não. Urano está numa determinada posição que, em função da localização do sol no meu mapa, causa essa irritação. No dizer dela: é muita provocação junta. Disse-me que estou no momento dos rompantes e que a sensação de não pertencer a lugar algum é característica.

Mais fundo ela foi e me deu elementos para repensar muita coisa e repaginar minha vida.

Repaginar a vida no início da terceira idade?!?

Começar algo quando se está mais perto do fim do que do início do tempo aqui nessa terra?!?... Que baita ironia! Eu, que achava que os cabelos brancos e as rugas troxessem paz ...

Que paz, que nada! Angústias, ansiedades, idéias, desejos, vontades como se meu espírito não soubesse que o corpo às vezes não responde a contento! O espírito não envelhece, isso eu já sabia, mas que ele agita e é espirituoso, traquinas, e cheio de energia que não consigo controlar, eu nem imaginava!

Como vou ganhar meu sustento? Ainda não sei, mas garanto que o dinheiro virá. Enquanto trabalhei pelo direito o dinheiro veio. Vou continuar a trabalhar pelo direito, mas sem processos e sem leis e sem juízes e sem papeladas. De que forma? Depois eu conto, pois, eu ainda não sei como será.

Estou de ressaca emocional, mas confesso que mais tranquila.

Quem se lembra a música que eu coloquei nesse blog logo no início? Ivan Lins: Começar de novo!!! Minha história? Talvez.

Esse desabafo e ao mesmo tempo justificativa é dedicado, a todos que tem a paciência de me aturar e em especial ao grupo AS da Meiroca.

Pessoas maravilhosas desse grupo: minhas formais desculpas pelo rompante injustificado e meu agradecimento pelo carinho e atenção de todos.


Bjkª da Elza
segunda-feira, fevereiro 09, 2009

PostHeaderIcon Estou cansada




Estou muito cansada.




Estou intolerante.




Repensando a vida.




Momento de pausa.




Voltarei?




Talvez, quem sabe?




Bjkª. Elza
sexta-feira, fevereiro 06, 2009

PostHeaderIcon Claudemira, outra vez










Noutro dia a Claudemira pegou carona com um conhecido.

Toda formosa, lá foi ela com seu decote indecente, saia curtinha e cabelos ao vento de conversa com o motorista. A viagem, ou corrida, ou ainda, passeio demoraria por volta de uma hora, com o trânsito pesado como estava.

O colega mais do que arrependido de oferecer condução para a peça rara que estava ao seu lado ligou o rádio.

Ela, mais do que depressa, colocou na estação de sua preferência e dá-lhe música sertaneja, em alto e bom som.

Logo depois desse desastre musical ouviu-se os acordes iniciais de "O Guarani" pois, a Voz do Brasil iria começar.

- Não desliga, não, por favor.

- Claudemira, você ouve a Voz do Brasil?

- Claro que ouço, sempre que posso. Adoro quando o locutor fala que foram liberados tantos milhões para isso, tantos bilhões para aquilo ... sinto que moro num pais rico. Eu não posso tocar nesse dinheiro mas só de ouvir falar fico contente.

Bjkª. Elza
quarta-feira, fevereiro 04, 2009

PostHeaderIcon Desvirtualização

Tem pessoas que conheço via blog há muito tempo e converso com elas como se fossem amigas de berço.

Tem outra que de amiga de berço ficou amiga de blog.

Tem aquelas que do blog viraram pessoa de carne e osso; sentimentos e cabelos; comedoras de iscas de peixes acompanhadas de Campari; ou, simplesmente, pessoas lindas e educadas, inteligentes e cultas com quem tive o prazer de dividir mesa para ouvir e aplaudir Cauby Peixoto.

Estou falando da Miriam que é minha amiga de infância e montou um blog, um tanto abandonado, mas está
aqui.

Ela e eu fomos ao Bar Brahma para encontro às escuras, já que, eu só conhecia a Lys por meio de nossos blogs e por causa do Amigo Secreto da Meiroca e a Odette, sogra da Lys, por meio do blog.

Como localizá-las? Fácil, eu entrei com o boné amarelinho do Amigo Secreto que seria transferido para a cabeça da Lys. Ela nos localizou antes mesmo de eu me situar naquela barafunda de mesas e cadeiras, som alto, garçãos passando e por aí afora.

Conversamos o que foi possível, já que, logo após nossa chegada triunfante, Cauby entrou e dominou a platéia.

Tiramos fotos e mais fotos e todas permaneceram na super máquina japonesa da Lys, mas ela me prometeu remete-las por e.mail. Ela ainda está em mudança e reformando o apartamento, sem internet, no emprego novo ... momento dificil e delicioso para quem aprecisa desafios.

Odette postou a ida do Bar Brahma e conversou muito com Miriam, pois, sentaram-se lado a lado.

Findo o espetáculo, pagamos a conta e prometemos repetir, em lugar mais calmo, onde pudessemos conversar mais.

Só posso acrescentar que é uma delicia estar no meio de pessoas inteligentes e sensíveis. Amei desvirtualizar mais duas blogueiras.

Bjkª. Elza
terça-feira, fevereiro 03, 2009

PostHeaderIcon Aniversario da Meire









Estou contente por participar de um grupo muito descontraído, alegre e amigo que está interagindo desde o final do ano passado.

Trata-se do Amigo Secreto da Meiroca que, tem motivo extra para estar alegre e unido, hoje.
A nossa mentora, moderadora e amiga Meire Gomide completa mais um aninho de vida.

Tem festa preparada pela Rosa e comemorações diversas os blogs ligados pela brincadeira saudável.
Envio essa coleção de flores e os presentes virtuais para minha querida Meire, com os votos de muita felicidade, que as comemorações sejam a contento e que a crise financeira mundial não a alcance.

Dentro dessas caixinhas estão todos os sonhos e todas as alegrias que me ocorreram lhe enviar.

Bjkª. Elza
sábado, janeiro 31, 2009

PostHeaderIcon Sorte ou competência?


Naquele tempo ninguém falava em condominio fechado, até porque, não existia portão para vedar a passagem de estranhos, mas, ninguém de fora entrava na vilinha de 12 casas.


Eram 12 casinhas iguais, com sacada, 3 dormitórios, quintalzinho e um único banheiro no andar de cima. Copa-cozinha ampla e sala pequena como era padrão.


Todos os moradores daquela vilinha se conheciam e os filhos brincavam no espaço comum com floreiras arrumadas. Uma ou outra familia possuia carro e eram os que socorriam os demais nas doenças, nos funerais e nos casamentos.


Numa das casas residia uma familia completa: marido, professor de Inglês; mulher, dona de casa e 3 filhos "em escadinha". O mais velho já tinha 8 anos, o segundo 6 e a menina,4 anos.


Todos os dias ela distribuia os filhos pela vizinhança em busca de comida e assim, alimentava a todos com as cenouras, cebolas, batatas, ovos, bananas pedidas por empréstimo e jamais devolvidos. Era motivo de chacota dos demais vizinhos que, sempre compravam algo a mais porque sabiam que haveria pedidos de empréstimo.


O marido tinha poucos alunos e o que ganhava não era o suficiente para manter a familia apesar da escola pública em que estudavam os filhos, os postos de saude do governo que utilizavam para cuidar da saude e os famosos empréstimos de alimentos.


Ela era exímia costureira.


- Mulher minha não trabalha para fora, Terezinha. Desista de me pedir! Não consinto e não permito! bradava o professor que, comprou um violão e estava estudando por meio de um método muito popular nas bancas de revistas.


A pedido das vizinhas ela começou a fazer pequenos consertos nas roupas: uma barra que se soltara, botões que precisavam de reforço, um ajuste aqui e outro ali. O dinheiro começou a aparecer.


Aos poucos, ela estava costurando para o bairro. Varava a noite cortando, chuleando, alinhavando, montando os vestidos para prova e pregando botões. As mãos inchavam de tanto pregar alfinetes. Os ouvidos doiam de tanta conversa fútil ouvida no quartinho de costura lá no fundo da casa.


- Viu só? A Terezinha matriculou os filhos na escola particular, comentou uma.


- Isso não é nada, ela estava procurando uma casa ou uma loja para colocar a oficina, disse a outra.


- Oficina? Imagine, é atelier!!!


- Pudera, com os preços que ela está colocando nas roupas!


- Vem a mulherada lá dos Jardins para fazer roupa com ela.


- Você viu os figurinos importados que ela comprou?


- Eu soube que ela foi lá no Afonso e mandou pintar uma placa escrita "Madame Terê" para por na porta.


- O quê??? Virou Madame Terê??? Quem diria que ela teria tanta sorte!


- Ela contratou duas ajudantes. Disse que não pode perder tempo fazendo barra e pregando ziper.


Os comentários continuaram por dias até a inauguração do atelier, com coquetel e tudo. Todas as vizinhas e freguesas foram convidadas e o marido tocou violão para fazer fundo musical, já que não tinha mais qualquer aluno e não se preocuva em desenvolver qualquer atividade lucrativa. Com muito custo ia entregar uma peça de última hora na casa de uma freguesa.


- Eu incentivei minha mulher a desenvolver seu talento para costura, vivia dizendo o professor violonista. Fui eu quem criei a placa que está pendurada lá fora.


- Dona Florinda, a senhora é professora de Inglês? Poderia dar aula para meus filhos? Gostaria tanto que eles falassem outro idioma. É tão importante para a vida profissional deles, disse Terê para uma de suas freguesas...

Bjkª. Elza
terça-feira, janeiro 27, 2009

PostHeaderIcon Cauby, de novo



Em dezembro de 2006 fui assistir ao show do Cauby Peixoto no Bar Brahma e escrevi um post. Minha ignorância me impede de colocar link para facilitar sua busca. Querendo saber o que eu disse, clique em dezembro de 2007 para se localizar.

Outras amigas quiseram assistir ao espetáculo e repeti minha experiência. Fui ao Bar Brahma que está reformado, mas bonito, com banheiros limpos e arrumados. O serviço é bom e os pastéis, ótimos.

Cauby está mais frágil do que nunca. Magérrimo, precisa de ajuda para andar e subir escadas. Usa maquiagem pesada e uma peruca muito volumosa para aquele rosto pequeno.

A figura é quase patética, mas essa impressão negativa desaparece quando ele abre a boca e solta a voz! Veludo com potência e às vezes, leve desafinação.

No tempo em que eu era mocinha ele era o "Rei das Empregadinhas". Era "cafona" e as músicas que interpretava, fora de moda. Boleros e sambas canções com letras pesadas e dramáticas estavam entrando em desuso. Ele se arriscava a cantar bossa nova ou Roberto Carlos, mas era um desastre por causa do vozeirão que estava em descompasso com aquelas melodias sutis e delicadas letras.

Hoje ele é o ícone do pós-modernismo!

Fenomenal.

Plena segunda feira após tormentosa chuva que alagou a cidade, o Bar estava lotado. Jovens e velhos se misturavam na platéia eclética, formada por pessoas de diversas origens, que tem em comum o carinho pelo mestre de voz de veludo, mas potente.

Cauby esquece as letras das músicas e não consegue encontra-las no marcador ao seu lado, pede os óculos e os devolve a cada momento; implica com alguém da platéia e chama o segurança para manter ordem e, o principal, é que canta.

Muitas das melodias são cantadas pelo público, mas são a voz dele e o carisma sobre o palco que encantam a todos. O "professor" que toca teclado conhece todas as melodias e todas as letras, já que, estão na estrada há 37 anos, juntos. Não entendi porque ele não dá espaço para o Cauby encontrar as letras e enxugar o nariz, como ocorreu ontem.

Os títulos "professor" e "maestro" soam firmes e perfeitos naquela simpatia que canta divinamente e domina a cena com seu terno branco, sapatos impecáveis e camisa toda bordada.

Chamou um outro cantor para levar adiante duas músicas cujas letras não sabia e nem quis procurar no marcador. Aplaudiu o outro que, por sua vez, é ótimo e, se não me engano, se chama Ênio.
Visivelmente cansado, mas feliz por ter sido mais uma vez alimentado pelos aplausos e flashs das câmeras fotográficas, cantou um clássico, atendendo aos pedidos insistentes da platéia, cuja letra está a seguir:


Bastidores

Chorei, chorei, até ficar com dó de mim. E me tranquei no camarim, tomei um calmante, um excitante e um bocado de gim. Amaldiçoei, o dia em que te conheci. Com muitos brilhos me vesti, depois me pintei, me pintei, me pintei, me pintei, cantei, cantei. Como é cruel o cantar assim, e num instante de ilusão, te vi pelo salão à caçoar de mim. Não vi, troquei, voltei correndo ao nosso lar. Voltei pra me certificar, que tu nunca mais vais voltar, vais voltar, vais voltar. Cantei, cantei, nem sei como eu cantava assim, só sei que todo cabaré, me aplaudiu de pé quando cheguei ao fim. Mas não, bisei, voltei correndo ao nosso lar, voltei pra me certificar, que tu nunca mais vais voltar, vais voltar, vais voltar. Cantei, jamais cantei tão lindo assim, e os homens lá pedindo bis, bêbados e febris a se rasgar por mim. Chorei, chorei até ficar com dó de mim.

Não consegui descobrir o autor dessa música.

No site http://www.cifras.com.br/ tem um filme que está veiculado no YouTube que não faz justiça ao grande Cauby Peixoto, mas, para quem nem imagina como seja a melodia dessa letra acima, é possível ter uma pálida idéia. Sugiro buscar pelo nome do cantor.


Bjkª. Elza

segunda-feira, janeiro 26, 2009

PostHeaderIcon Estou cheia de atividades

Já trabalhei muito, hoje.
Falei com o consultório do dentista e marquei hora para mim e para o marido.
Mandei e.mail para outro dentista para saber de problema do meu marido.
Liguei para uma terceira dentista para resolver uma incrustação da minha boca que caiu...
Haja dentistas!!!!!!!!!!!!!!!
Haja dinheiro!!!!!!!!!!!!!!!

Estou esperando noticias do Zé Neto a respeito dos Embargos de Terceiro que impetramos lá no Rio de Janeiro para liberação do nosso apartamento. A primeira noticia que ele me deu foi alvissareira, mas quero ver essa segunda. Estamos brincando de sol e lua. Ele me liga e eu não estou e assim por diante.

Tem alguém ligando a cobrar aqui para minha casa, todos os dias, por volta das 9h da manhã. Fiquei brava e comprei um detector de chamadas. As ligações acabaram...

Vou comer alguma coisa e sair para a Justiça do Trabalho.

Bjkª. Elza
sexta-feira, janeiro 23, 2009

PostHeaderIcon Eu e a máquina



- Olhe, não adianta reclamar e nem brigar. Eu quis economizar uma folha de papel e coloquei um pedacinho pequeno aí na impressora e ...

- Atolou! Agora precisa mandar para a autorizada para desatolar o papelzinho...

- E ficará muito mais caro do que uma folha de papel. Para você ver que economia porca, é porca! Além disso, ficarei dias sem impressora e me dirigindo à sala da OAB para imprimir meus escritos!
- Posso saber o que deu em você para cometer essa besteira?
- Toda morena tem seu dia de loira. O meu foi hoje!

Essa foi a brilhante conversa que mantive com meu marido divertiu-se à larga quase morreu de rir com essa trapalhona aqui! Tentou ficar bravo e desistiu, não sei porque.

- Doutora, aqui não tem papel atolado. Eu abri as duas portas da máquina e não dá para ver papel algum.

- Meu caro técnico, eu também abri as duas portas e fiz, exatamente, o que o fabricante ensinou e o papel não saiu daí.

- Mas não tem papel aqui. Quando tem, basta abrir a porta e dá para ver.

- Tem papel, sim senhor. Eu coloquei um pedaço pequeno, do tamanho de uma folha de cheque e ele não saiu!!! Você é mágico? Fez algum passe e o papel evaporou? Faça essa mágica para encher minha carteira de dinheiro, por favor!

- Doutora, eu não sou mágico, mas não tem papel atolado aí. Tem algum outro problema porque sua máquina não está imprimindo.

- Vamos mandar para a HP e ver no que dá?

Dois dias depois ele me liga:

- Doutora, tinha diversos tipos e tamanhos de papel atolados na sua máquina. Também tinha uma pecinha quebrada que não deixava o papel sair de dentro dela.Já está pronta e ficou em R$ 45,00.

Instalei a máquina em casa.

Deixei recado na secretaria eletrônica do técnico:

- Por que minha máquina fica me pedindo papel para alinhar os cartuchos? Já mandei alinhar 3 vezes. A tinta está acabando e ela não alinha... Isso já acontecia antes e você me disse que era por causa do papel atolado que não estava atolado! Estou atolada em dúvidas. Por favor, ligue para mim.

Depois eu conto o que aconteceu. Estou alimentando a máquina com diversas ordens para imprimir, mesmo sem alinhar os cartuchos pois, preciso trabalhar.


Bjkª. Elza

Eu sei que estou sendo cabotina, mas preciso contar que meu blog do UOL foi indicado como blog legal, pela segunda vez. Achei o máximo!!! O link está ai do lado.
segunda-feira, janeiro 19, 2009

PostHeaderIcon Óculos

O oculista mexeu no grau de minhas lentes para leitura e o ótico escolheu uma lente pananic não sei das quantas para confeccionar as multifocais.

Os sinos tocaram e voltei a ter prazer na leitura prolongada!

Para melhorar ainda mais, o ótico me fez uma armação só com lentes para leitura. Mais cômodo, ainda!

Pego o jornal de leio os artigos ao invés de ficar nos cabeçalhos que tem letras grandes. Leio revistas e me enterro em artigos interessantes. Busco informações na net e leio com prazer!

Tanto é assim que, embora tenha começado "A menina que roubava livros" acabei deixando-o de lado para ler "O Livreiro de Cabul". Tem resenha minha aqui.

Só não li numa sentada porque meu marido não me deixa em paz e fica chamando e pedindo coisas! Gostei e recomendo. Não é triste como "O caçador de Pipas" e trata da vida no Afganistão após a queda do Talibã, peçla ótica de uma jornalista norueguesa. Gostei!

Estou ensaiando começar "Deu no New York Times", mas, por tratar-se de leitura mais pesada e mais séria, preciso de tempo e de concentração. Isso significa que só depois que meu ilustre marido for para BH é que poderei começar. Pelo que entendi ele passará essa semana do 19 aqui e a semana do 26 em viagem, mas não em BH.

Aquela ladrazinha vai esperar mais um pouco. Estou querendo a resposta do livreiro de Cabul ...

Post besta, né? Falta de assunto dá nisso. Esse calor está me matando!!!!!!!!!!

Bjkª. Elza
quinta-feira, janeiro 15, 2009

PostHeaderIcon Calote Estadual

- Minha filha, você já se inscreveu no IPESP? Você precisa se inscrever e aproveitar esse beneficio que a Ordem dos Advogados nos dá! Você terá duas aposentadorias: uma do INSS e outra do Estado. É vantajoso!

Essa ladainha eu ouvi do Dr. Parente inúmeras vezes. Bastava ele me encontrar na porta do meu escritório, em frente do Restaurante Itamaraty e lá vinha ele buzinar nos meus ouvidos.

Um dia, cedi e fui até o IPESP e me inscrevi na Carteira dos Advogados e passei a recolher, todos os meses a garantia da minha aposentadoria.

- Você fez muito bem, minha filha! Não vai se arrepender. Estou aposentado faz muito tempo e recebo os caraminguás mensais que ajudam nas despesas, disse-me meu mentor.

Pois bem, o Estado de São Paulo extinguiu com o IPESP; criou o SPPREV e deixou a carteira dos advogados do lado de fora. Diz o Estado de São Paulo que essa carteira compete à OAB. Diz a OAB que a Carteira perdeu fonte de renda quando o Estado acabou com os recolhimentos judiciais por procuração; que a responsabilidade é do Estado e não assume.

Essa discussão vem sendo travada faz muito tempo e eu, por ainda não ter atingido a idade e nem o tempo de recolhimento necessários para aposentadoria, sou obrigada a recolher, mensalmente, para entidade que não mais existe e sem saber quem me pagará, no futuro!

Tenho vontade de encontrar meu amigo Dr. Parente e lhe cobrar essa errada! Gosto demais dele e jamais faria essa desfaçatez, até porque, ele teve a melhor das intenções. Além disso, ele está muito velhinho e cansado.

Entrei em contato com a OAB e com a AASP, hoje e perguntei se não posso pleitear meu dinheiro de volta e assim, me aposentar por conta própria! Tou cansada demais!

Bjkª. Elza
segunda-feira, janeiro 12, 2009

PostHeaderIcon Premio


Pessoal, recebi esse Prêmio aqui e estou toda feliz da vida.
A bem da verdade nem sei porque a Anny me distinguiu com essa honraria, mas confesso que estou envaidecida.
Deixo de indicar 15 blogs pois, todos os que frequento merecem esse prêmio. Sou chata e crítica.
Anny, obrigada pela distinção e pela referência.
Bjkª. Elza


sexta-feira, janeiro 09, 2009

PostHeaderIcon Trio Ternura

Foto feita por mim. Thelma Louise xeretando.


Hoje é aniversário da Miriam, a mais nova do trio e a que adora comemorar a passagem do tempo.

Na quarta-feira Cris e eu saímos juntas para comprar o presente.

- Que tal esse?

- Muito pequeno. Ela gosta de peças mais pesadas. Olhe esse aqui, falei para a Cris.

- Não gostei. E esse? Olhe aqui, tem lugar para fotos!

- kakakaka a sua e a minha kakakaka

- Vejam que esse para fotos em outros modelos. Tem maior, redondo, envelhecido, pedras coloridas, disse a vendedora.

- Posso mexer por aí? perguntei já tocando nos anéis e experimentando-os. Vixe, cada brinco mais bonito que o outro!

- Claro, fiquem à vontade.

- Cris, qual é a cor do signo dela?

- Não ligo para isso não. Mera convenção! O que vale são os trânsitos, as quadraturas e por aí.

- A Cris é astróloga e das boas, disse eu à vendedora.

- Nossa, que legal! Você me deixa seu telefone? Quando eu tiver coragem faço o meu mapa! Passei por uma péssima experiência da primeira vez que fiz e fiquei impressionada. O astrólogo disse que meu marido ficaria muito doente e eu estou esperando essa doença até hoje!

- Você é a artista que desenvolve essas peças lindas? Na hora certa vc me telefonará, esteja tranquila.

- Sou sim e obrigada pelo elogio.

- Menina, você é inspirada e tem uma criatividade ímpar, disse a Cristina que, é artista plástica, além de astróloga.

- Olhe esse anel, aqui! Lembra-se daquele que a Miroca usa? É enorme e cheio de cores...

- Não reparei, disse a Cris mexendo nos colares. Essa flor está linda!

- Cris, você não reparou na jarra que ela usou, nos pratos combinando com a argola de guardanapo, nem no anel... Vc não olha pros lados, neguinha?

- Sou leonina...

- Tá bom! Essa flor é a sua cara! Preenche esse decote.

- Faz anos que deixei de usar essas coisas. Desisti, disse-me a Cris.

- Como? Deixou de usar enfeites? Com esse bom gosto que vc tem? Disse a artista/vendedora.

- Eu adorei esse anel aqui. Enorme, cheio de brilhos e cores. Para mim, é esse o presente, disse eu.

- Menina, veja esse patuá aqui! Olhe só que coisa mais rica! Tem o casco da tartaruga, a folha de uva, um coração, uma borboleta, um laçarote e esse olho estilizado e diversos elos com pedrinhas! Você não disse que ela gosta de peças pesadas?

- Essa peça está maravilhosa, disse eu. Podemos separar o que achamos de interessande naquela mesa?

Mexemos aqui e ali. Experimentamos todos os aneis, namorei um par de brincos, a Cris conferiu a beleza de todas as pulseiras e ficamos na loja por mais de hora. A conversa fluiu e a Cris acabou dizendo o preço do mapa estral e nos metemos na vida da artista e pedimos para ela fazer um evento de inauguração.

- Vou levar esse anel para minha filha. É aniversário dela dia 16, disse Cris.

- Faz seis meses que abri essa loja ... ainda vale uma inauguração? Eu estava na Rua Inhambu e vim para cá pois, lá, não tinha estacionamento.

- Claro que vale! Passo por aqui quase todos os dias e sempre olho distraída para sua vitrine. Nós íamos noutra comprar o presente da Miriam, pois, eu nem me lembrava de você aqui, ao meu lado. Clareie sua vitrine e faça um evento para ser lembrada. Coloque gancho para amarrarmos cachorro lá na porta, disse eu.

- Mostre-se, menina. Vc tem o que dizer ao mundo! disse Cristina.

- Conheço a galeria onde vc estava e lá, é complicado, sim. Perto de hospital e na frente da farmácia. Muito trânsito!

- Quando vocês entregarão o presente? Preciso fazer o cartão de troca e só dou 7 dias. Conheço umas e outras que vem aqui, compram, usam e depois vem trocar a peça.

- Não queremos os dias de troca.

- É que preciso fazer pois, se minha funcionária estiver aqui e não eu, ela não poderá trocar...

- Claudia, você não entendeu! Nós não damos para a Miriam o direito de troca! Ganhou de nós e ficará com ele kakakakakakak, disse eu. E tem mais: ela terá que usar nosso presente kakakaka

- Você tem site? Perguntou a Cris.

- Tenho site, sim!

Pagamos e continuamos a conversar, mas saímos correndinho, em seguida, pois, outras freguesas chegaram.

O café com bolo que tomamos no Starbuck completou nossa tarde.

Já entregamos o presente sem direito a troca. Miriam comentou que nós deveríamos usar camafeus com fotos umas das outras. Quase morremos de rir!

Bjkª. Elza
quarta-feira, janeiro 07, 2009

PostHeaderIcon Israel x Palestina

Tem um post muito sério e interessante aqui.
Acredito que quem frequenta esse blog saiba que não me envolvo em política, não exprimo minhas opiniões a respeito desse ou daquele personagem, mas todos sabem que faço severas restrições ao noço prisidenti.
Minha amiga Celia, cujo link está acima é judia e tem sérios motivos para estar revoltada e apreensiva com os rumos da guerra.
Na verdade todos nós devemos nos preocupar não apenas com as bombas e projéteis e com a vida humana. Todos devemos nos preocupar com a bestialidade dos dirigentes e com o fanatismo ou ignorância do povo.

Sem bjkª porque o assunto é sério. Boa leitura. Elza
terça-feira, janeiro 06, 2009

PostHeaderIcon Amigo Secreto da Meiroca


- Você quer participar do Amigo Secreto desse ano? O que vc sugere como presente?

Toda animada, tratei de responder para a Meire o mais depressa possível:

- Claro que quero! Sugiro uma caneca.

Depois de algumas idas e vindas chegou-se à conclusão que a caneca poderia quebrar no transporte e uma camiseta seria mais aconselhável.

- Que seja a camiseta! Vamos à brincadeira.

Dada a largada, aos poucos a turma foi aumentando e as conversas no mural tornaram-se divertidas. Muita conversa engraçada, trocas de receitas, fofocas, personagens lindos e em especial o Zé do Boné que tem um bicho no pé.

Os "meninos" não conseguiram ultrapassar a barreira de tantas linguas femininas batendo ao mesmo tempo e só uma ou outra vez, quando a sala estava um pouco tranquila é que eles apareceram. Devem ter se sentido isolados e me penitencio por não ter dado atenção a eles.
Acabei instituindo um prêmio participação que, gerou muita atividade no mural e passei a fazer a "contabilidade" das presenças e, por conta disso, eu li todas as manifestações.

Chegou o dia do sorteio e fiquei mais feliz porque o sorteio me presenteou com uma pessoinha linda, alegre, muito divertida e participativa. Eu sorteei a Adriana e tratei de enviar o presente dela rapidinho porque a danada não me dava sossego e queria porque queria descobrir quem eu era!

Quem me sorteou me deu um balão, pois, de cara eu suspeitei de uma e depois eu matei a charada e ... o Zé do Boné entrou no circuito e me confundiu kakakakaka

A GRACE me sorteou e me enviou a camiseta lindona que estou usando naquela foto ali, batida pelo marido. Observem que meus fieis escudeiros lá estão: Baltazar que captou a luz da máquina, a Thelma Louise lutando para sair do meu colo e o bordado que estou terminando para presentear minha cunhada no colo.


O boné da Lys está aqui comigo e não o entreguei porque ela não correu a São Silvestre por motivos alheios à vontade, como ela me relatou por e.mail.

Eu participo do amigo secreto da Meiroca porque é alegre, divertido, prazeiroso, educativo e sempre nos identificamos com novos amigos virtuais que acabam incorporados nos nossos blogs.

No curso da brincadeira eu passei por momento muito difícil e quase saí do grupo, mas, um trem da alegria passou pelo meu blog e me entendeu e, me estendeu a mão com muito carinho, atenção e respeito. Ajudou na minha recuperação e reencontro da alegria.

Por todos esses motivos eu já participei de dois Amigos Secretos da Meiroca e já me considero parte integrante do próximo e espero que mais rapazes participem para que eles consigam espaço no meio das matracas que nós, meninas, somos.

Já estou com saudade do mural.

Para não perder o hábito, bjkª da Elza

FUUUUUUUUUUIIIIIIIIIIIIIIII
quinta-feira, janeiro 01, 2009

PostHeaderIcon Primeiro do ano

Cachorro desconhecido. Foto obtida na net.

O ano novo já está alto e lindo. Dia abençoado com céu azul e muita paz pelas ruas.

Saio com o Baltazar. Encontro uma amiga com sua samoieda. Juntas andamos com nossos bichos, conversamos, encontramos outros cachorreiros e a manhã transcorreu tranquila, até eu chegar na porta do elevador do meu prédio.

- Nossa, acabei de cuidar de uma cachorrinha igual ao seu, disse-me a moça magrela, de pernas finas, cabelos crespos e óculos.

- Cuidou da Nara? disse eu.

- Você conhece? Ela é tão boazinha. Venho uma vez por dia e troco a água dela, coloco ração e limpo o espaço dela. A dona está viajando. O filho dela volta dia 6, mas ela vai demorar mais um pouco.

- Quer me dizer que é por isso que tenho ouvido essa cadela ganir e chorar? Eu moro no apartamento embaixo do dela e tenho ouvido essa coitadinha chorar e latir. Ela está sozinha?

- Pois é, a dona dela não conseguiu encontrar hotel para deixar a cachorra. Ela foi visitar os parentes dela. Eu venho uma vez por dia.

Fiquei cega! Enquanto a moça falava a Nara chorava e gania lá no apartamento.

- Você está ouvindo? É a Nara chorando! Ela não pode ficar sozinha todos esse tempo. Beagle é cachorro de matilha e precisa viver em grupo. Ele fica feliz no meio de outros animais. Quer me contar que ela está presa na área de serviço?
- Não, não estou ouvindo, não Estou com o ouvido tapado! De fato, a cachorra não pode entrar na cozinha e no resto do apartamento.

- Ela está numa jaula. Esse apartamento é pequeno! Você ao menos tem saído com ela? A Nara está acostumada a andar com a menina e se ficar trancada começará a roer as patas e a ter caimbras.

- A dona dela me disse para vir, trocar a água, limpar a sujeira e dar ração. Até estou preocupada porque ela come a ração de uma vez e fica sem comer o resto do tempo ... Será que eu podia combinar com voce ... enquanto eu arrumo tudo aqui você sai com ela e o seu ???

- Eu não tenho hora para sair com o meu, mas é possível, sim. Para falar a verdade, eu ficaria com a Nara em casa se fosse amiga da dona, mas, além disso, tenho gata em casa. Eu tenho o telefone da dona dela. Vou ligar, conversar e quem sabe a cachorra fica comigo até ela voltar. Dou um jeito com minha gata, não sei como, mas eu me viro! Assim como está não vai dar certo. Os vizinhos começarão a voltar de viagem e a reclamarão dos uivos da Nara! Ela está sofrendo e eu não posso aceitar, disse eu.

Pedi o telefone dessa "cuidadora" umas 3 ou 4 vezes e a moça disse que me daria, mas foi embora sem me fornecer meios de entrar em contato.

Subi com muito dó da Nara. Revoltada com essa dona que é médica e não tem sentimentos! De mãos atadas eu podia fazer nada. Não posso invadir o apartamento da outra e resgatar a cadela... Contei ao meu marido o que estava acontecendo e ele, na mesma hora, pegou o telefone e tentou falar com a dona da Nara, via celular. Deixou recados no telefone desligado. Pedi ao porteiro o telefone da tal "cuidadora" e descobri que se chama Claudia.

Meu marido ligou para ela e fez o maior barulho. Só faltou falar que iria chamar a policia para libertar a cadela. Claudia voltou ao prédio com uma amiga e foram, os 3, libertar a Nara, que, se jogou nos braços do meu marido assim que o viu. Abanou-se inteira e o lambeu.

A amiga da Claudia ficou revoltada com a situação, com as condições em que a cachorra estava e com o tamanho do espaço a ela destinado para ficar. A tal da Claudia, uma tola, obediente, nem pensou que poderia estar prejudicando o animal.

As moças pegaram os pertences da coitadinha e a levaram daqui, com meu marido no encalço. Prometeram falar com a dona e verificar se a cachorra pode vir aqui para mim. Cuido dela e se facilitar, não devolvo. Fico com o casal de beagle.

Ainda estou esperando noticias, mas não acredito que a Nara venha para mim. O que sei é que ela foi para a casa da tal Claudia e por lá deverá permanecer até o retorno de alguém da familia. Lá ela terá companhia de outros animais e das pessoas que residem na casa. Por pior que seja, aposto que é melhor do que a solidão que enfrentou por 2 dias seguidos!

Posse responsavel deve ser o lema de quem quer animal em casa!

FELIZ ANO NOVO PARA TODOS!!!!!!!!!!!!!!!!

Bjkª. Elza

domingo, dezembro 28, 2008

PostHeaderIcon O Natal de Claudemira




- Gente, nós foi convidado pra passar o Natal na casa do meu chefe.

- O que é para gente levar, Mãe?

- Nada. Ele disse que oferece tudinho.

Na véspera de Natal Claudemira e os filhos foram pra a casa do chefe, com sacolas de presentes nas mãos, muita fome e sede.

- Chefe, onde eu ponho os presentes?

- Ah ... onde você quiser, Claudemira. Ali ...

- Chefe, presente a gente põe embaixo da árvore, disse ela rindo e não entendendo o embaraço dele.

- Não fazemos árvore aqui em casa.

Ela deixou os presentes num canto da sala para não atrapalhar o trânsito das demais pessoas.

- Chefe, sai uma cervejinha gelada?

- Sinto muito, minha cara, nós não bebemos álcool no Natal.

Sucos e refrigerantes a vontade e um balde de água fria nas pretensões daquela mulata fogosa e de seios fartos.

A televisão estava desligada. Nada de especiais da TV e nada de música profana. Ao fundo, música erudita que aos ouvidos da ignorante Claudemira pareceu religiosa.

Um presépio tomava conta de canto nobre da sala, sem o menino Jesus.

Os filhos dela encontraram outros jovens para conversar e desapareceram da sala.

Claudemira ficou só, consigo mesma, pois, não conseguiu acompanhar a conversa das outras pessoas presentes. Eles falavam sobre a história da igreja, os mitos que envolviam o Natal; as festas profanas que derem origem à comemoração do nascimento de Cristo e, falaram muito a respeito desse nascimeto e das dúvidas a respeito da data real em que teria ocorrido.

- Não tem Papai Noel na decoração, pensou ela. Por que esse povo discute tanto? Jesus nasceu no dia 25 e nós trocamos presentes, ora! Cadê a ceia? Tou com fome! Ficar aqui a seco não é mole!

O jantar foi servido e Claudemira espantou-se por não ver aquele festival de iguarias sobre a mesa. Oraram antes de ser servido o bacalhau o que pareceu um absurdo naquela cabecinha de vento.

- Chefe, cadê os outros pratos? Eu não sou muito amiga de bacalhau, não!

Rindo, ele disse:

- Como não? Já vi você comer bacalhau lá no bar do Tião, perto do escritório! Esse é o único prato, minha cara!

- Chefe, comi bacalhau lá por outros motivos. Num gosto não! Disse ela revirando os olhos com malícia.

A sobremesa foi servida. Frutas frescas e secas, além de um pavê de chocolate.

Após a ceia, todos voltaram às conversas que não eram familiares à Claudemira e ela foi ficando incomodada. Ninguém trocou presentes, a música aos ouvidos dela continuavam fúnebres e os filhos se divertindo com os outros jovens.

Perto da meia noite a dona da casa se levantou e pegou a figura do Menino Jesus e levou ao presépio, colocou no berço de palha, acendeu uma lâmpada pequena que initava uma vela e orou. Convidou os demais para orar e iniciou rápida preleção sobre o sentido daquela festa.

- Devemos deixar que Jesus entre em nossos corações, na nossa casa, no nosso bairro, na nossa cidade e assim, até atingir todos os seres viventes, comemorando o dia de hoje, deixando as mágoas e as tristezas lá no passado. Nossa ceia foi perfeita, sem desperdícios, sem sobras, para nos lembrarmos que nosso Jesus nasceu em local simples, inóspito e frio. Não devemos esbanjar ou desperdiçar para comemorar o nascimento de Jesus. O melhor presente que você pode oferecer não é isto, nem aquilo, mas é a sua disposição de servir, é o seu acolhimento, é a sua bondade, é a sua ternura, é o seu amor.

O queixo de Claudemira caiu. Ela se sentiu estranha no meio daquele povo diferente que não entendia o que era o Natal e que ficava orando e falando bonito.

Após a manifestação da dona da casa ela se despediu, pegou os filhos e os presentes e foi embora para a casa de sua comadre que estava no meio da ceia, com tender, pernil, lombo de porco, chester, arroz com passas, muita cerveja e pagode. Comeu a não mais poder e distribuiu os presentes adquiridos para o chefe e esposa para a comadre e marido.

Divertiu-se até altas horas e no dia seguinte, de ressaca, ajudou a lavar os pratos e copos.

- Tive um Natal inesquecível! Conheci um negão musculoso e com uma linda tatuagem, lá ... !

Bjkª. Elza

Em tempo: Para quem não sabe, Claudemira é um personagem que criei para viver histórias diversas e, geralmente cheias de gafes e imprecisões. Trata-se de uma mulata metida a besta, que acha que sabe de tudo. É sem educação, fogosa, não se lembra que já passou dos 40 e que tem netos. Usa saias curtíssimas, decotes enormes, cabelos revoltos e maquiagem carregada.

Em tempo 2: a preleção a respeito do Natal e do significado foi retirada do blog Evangelizar, da Tetê, cujo link está ali ao lado.

sábado, dezembro 27, 2008

PostHeaderIcon Natal


Quando eu era menina o Natal era comemorado na casa de minhas avós. Um ano com a italiana Concetta e no outro com a brasileiríssima, Maria. Cidades diferentes e hábitos diversos.

As crianças recebiam presentes simples e comia-se frutas secas. Ninguém falava em Papai Noel como se fala hoje. Ele era uma linda figura abstrata que servia para justificar as lembranças que os Pais presenteavam os pimpolhos. Os adultos bebiam vinho e conversavam. Os presentes eram abertos no dia 25 pela manhã.

O Pai de minha Mãe morreu em 26 de dezembro de 1959 e a partir daí a coisa ficou meio complicada e triste, mas com os anos, a dor diminuiu e o Natal voltou a brilhar. Aos poucos os avós foram se despedindo de nós e minha Mãe tornou-se a matriarca e competia a ela fazer a festa, a ceia e a decoradora da casa. Eu ajudava, até me casar.

Com a chegada da namorada do meu irmão e hoje, sua esposa há 35 anos, o Natal virou uma festança de roupas, presentes e muita farra. Deixou de ser aquela coisa intima e bonita para ser comercial e fútil. Alegre, todavia!

Fazia anos e mais anos que eu não apreciava o Natal. Sentia-me um peixe fora da água na festa que obrigatóriamente eu frequento. Desde que me casei meu Natal mudou. Meu marido não gostava de ir à casa de minha Mãe e sempre buscou me tirar de lá. Cedi, é claro!

Para mim, um sofrimento saber que os meus estavam juntos e eu, no meio de estranhos, com quem não tinha a menor ligação.

Os meus se despediram. Primeiro meu Pai e muitos anos depois, minha Mãe. Sobramos 3 irmãos sem muita liga por conta de fatos outros que não vem ao caso e estão, confusamente, contados no outro blog do Beagle, com link ali do lado.

Antes mesmo de minha Mãe ir-se eu me via no meio daqueles estranhos para comemorar o Papai Noel, já que, eles não tem a mais mínima religiosidade e nem ligam para o nascimento de Jesus.

O pior é que, na distribuição dos presentes eu via minha insignificância para eles. Cheguei a receber uma correntinha quebrada, que joguei na calçada, em frente ao prédio, tamanha a humilhação. Não me dessem nada!

Apesar disso, os anos foram passando, as encrencas para Natal e Ano Novo entre eles foram enormes e eu, de camarote, observando, sem dar palpite.

Minha toalha de Natal passou a ser requisitada, assim como meus préstimos culinários. Ora uma torta, ora o tender...

Nesse Natal eu resolvi não cozinhar. Sirvam-me, pensei comigo. Emprestei minha toalha, mais uma vez. Comprei uma torta numa doceira por aqui.

Preparei-me para receber um sabonete ou uma toalhinha de mão bordada, mas, de propósito, levei bons presentes. Sou humana e adoro provocar!

A surpresa maior veio do filho do meu marido que me presenteou com um livro. Por meio desse livro ele reconheceu que sou inteligente e bem informada. Ele mostrou que tem respeito pelo meu intelecto e algum carinho, já que se lembrou de mim. Por meio desse livro ele me demonstrou que não mais resiste à idéia de eu ter me casado com o Pai dele. Demonstrou que podemos conversar, o que acho ótimo!

Ele me presenteou com "Deu no New York Times" de Larry Rohter, Ed. Objetiva, que, por sinal, já comecei a ler.

A esposa me presenteou com outra correntinha de qualidade discutível, mas, desta vez, inteira. O que significa a correntinha? Tenho minha teoria, mas prefiro me calar.

Almocei com meu irmão no dia 25 e ele está muito frágil.

Como foi o Natal de quem o comemora?

Bjkª. Elza
segunda-feira, dezembro 22, 2008

PostHeaderIcon Li no UOL

22/12/2008 - 10h33
Cidade alemã 'proíbe Papai Noel'
Marcio DamascenoDe Berlim para a BBC Brasil
Uma pequena cidade no sul da Alemanha decidiu banir o Papai Noel da paisagem natalina. A câmara municipal de Fluorn-Winzeln, lugarejo com pouco mais de 3 mil habitantes localizado às margens da Floresta Negra, declarou a região uma "zona livre de Papai Noel".

Cidade da Alemanha decide criar uma "zona livre de Papai Noel"

O objetivo é prestigiar as tradições natalinas do país e São Nicolau
De acordo com o prefeito local, Bernhard Tjaden, o objetivo é preservar as tradições do Natal, segundo ele freqüentemente esquecidas nessa época do ano em favor do consumismo. A idéia é incentivar os cidadãos a substituir o "bom velhinho" pela figura histórica de São Nicolau. "O Papai Noel é um personagem artificial" argumenta Tjaden. "Ele não lembra em nada São Nicolau, que ajudava pessoas carentes e era um amigo das crianças", explica. CampanhaAs escolas e os comerciantes da região aderiram ao apelo, retirando as decorações com Papai Noel das vitrines e colando adesivos com um sinal de "proibido" em seus estabelecimentos. Cartazes com o rosto do personagem atravessado por uma faixa vermelha adornam não só o interior de lojas e repartições públicas, mas os avisos, que se parecem com uma placa de trânsito, foram pendurados também na fachada do prédio da prefeitura e até junto à sinalização que marca as entradas do município. Nas salas de aulas, professores ensinam às crianças o significado do Natal e contam histórias de São Nicolau, bispo de Mira no século IV, que serviu de inspiração para o ícone natalino. Os alunos são orientados a diferenciar o "original" da "cópia" e desenhos no quadro negro mostram as diferenças entre os trajes de ambos, destacando a mitra episcopal no lugar do gorro vermelho e o cajado substituindo o saco de presentes. A campanha "Zona livre de Papai Noel" foi criada por uma entidade assistencial ligada Confederação dos Bispos da Alemanha para resgatar São Nicolau como símbolo original das festas natalinas e combater o "consumismo" nas festas de fim de ano. A renda obtida na venda de cartazes, adesivos e outros produtos será destinada à entidades que prestam ajuda a crianças com doenças terminais. Esta é a primeira vez que a idéia é apoiada oficialmente pela administração de um município.


Engraçado ter lido essa noticia, pois, eu não fiz árvore de natal esse ano e meu papai noel que sempre fica numa poltrona está me incomodando.

Vou fazer um presépio esse ano, hoje, ainda.

Bjkª. Elza
domingo, dezembro 14, 2008

PostHeaderIcon Prato vazio


- Meninos, quase não chego! Eita chuva chata!


- Olhem lá, a Jussara e a Maria Rachel chegando ...


- Tudo bem, agora somos 6 mulheres e um homem.


- João vc é o mais velho dessa mesa, portanto comporte-se. Você já passou dos setenta...


- Meu Pai comportar-se? Ele é o mais moleque de todos, aqui. Está feliz da vida porque reuniu a familia.


- É muito importante estarmos juntos porque nossa familia está acabando. Ninguém encontra ninguém e não há comunicação entre nós. Temos o mesmo sangue, embora não o mesmo sobrenome.


- Sirva essa pizza e vamos pedir outra. Tá todo mundo com fome?


- Eu quero um chopp, bem gelado.


- Vou de coca-cola.


- Quero H2O de maçã.


- Convidei meu irmão para vir, mas ele ainda está em recuperação. Trincou uma costela.


- Agua mineral sem gas e sem gelo.


- Pizza? Ah ... de queijo é melhor. Pode ser margheritta.


- Prefiro calabresa.


- Não minha avó era irmã da mãe dele. O João é primo do meu Pai.


- Sou parente pelo lado do Pai dele. Meu Pai e seu Pai eram muito amigos e se corresponderam a vida inteira.


- Eu sei, li as cartas que ele guardou.


- Nossa, meu Pai guardava as cartas, também.


- Meu Pai era irmão do João e primo do seu Pai. Eu me lembro do meu Pai contando histórias do seu.


- Eu me lembro do meu Pai falando do seu, também. Minha Mãe já se despediu de nós.


- Pois eu dei o maior fora quando encontrei seu irmão no clube... eu não sabia e perguntei por ela ... fiquei tão passada quando ele me disse que já fazia mais de 3 anos ...


- Sua Mãe está viva?


- Ela mora em Brotas e passarei o Natal com ela. Lá é uma confusão danada. Junta todo mundo, inclusive os parentes dela para cear.


- Imagine que você já tem tudo isso de idade. Eu sou mais novo que você, então kakakakaka


- João, vi você lá na maternidade kakakakakaka de fraldinha e cueiros kakakakaka


- Quero outra água, por favor.


- Dessa pizza não quero, prefiro calabresa.


- Minha Mãe ainda mora na mesma casa e deixou as coisas do meu Pai intactas.


- O Olavo não se conformou até hoje com a despedida da Neusa. Está na casa do filho e não voltou para a dele. Está com mais de 80 anos!


- Ganhei R$ 400,00 no bingo! Para sustentar a greve os policiais receberam propina dos bingos e tem um monte deles funcionando. São clandestinos, mas tem policiamento kakakakaka


- Prima, sua Mãe não vem mesmo para São Paulo? Eu queria conversar mais com ela.


- Nossa familia tem muito câncer, é melhor você ir ao médico para conferir essa pinta aí.


- Pois eu vou contar que apareci com um grosseiro na pele no dia 6, e procurei hora no dermato e a recepcionista me disse que só teria para o dia 16. Implorei e ela arrumou um encaixe para mim e o Sergio me deu as amostras gratis para combater a alergia.


- Sergio? Qual Sergio? Não acredito!!!!!!!!!! Ele é meu dermato, tb!!!!!!!!!


- Vocês estão brincando? Como é possível? Numa cidade tão grande e vocês não se conheciam ...


- Tenho um comunicado para fazer e é coisa séria: foi descoberto um melanoma aqui, no meu braço. Fui operado, retirado material para biópsia e não precisarei nem fazzer quimio porque o gânglio sentinela estava limpo.

- Quero sorvete.
- Prefiro papaia com cassis.
- Tem torta holandesa?
- Outra água, por favor.
- João, vamos dividir essa conta? Deixe de ser antipático, somos muitas e ...
- Já sei, vamos marcar uma pizza e ele será nosso convidado. Hoje não adianta tentar demove-lo da idéia. Ele ganhou no bingo !
E por aí afora. Nós estivemos juntos das 20:30 às 24:00 horas. A conversa rolou solta.

Do grupo somente o João ainda é meu parente, tecnicamente. Ele estava acompanhado da filha, muito querida, Maria Alice.

As demais já são filhas de um irmão dele, já falecido e, portanto, duas das convivas eram filhas de outro primo do meu Pai. Delas, eu já conhecia uma, da outra pizza que comemos.

Duas delas nem isso. São parentes do João mas não do meu Pai. Uma delas eu já conhecia desde os tempos que eu frequentava o mesmo clube que ela, mas jamais tive amizade. O Pai dela era amigo do meu Pai e ambos se corresponderam a vida inteira. A outra, conheci naquela noite e nem sei qual o parentesco dela com o João.

Apesar do comunicado que o João fez a respeito do melanoma que foi retirado do braço dele no mês de outubro, a noite foi de muita alegria e ele fez questão de pagar a conta com o dinheiro que recebeu no bingo.

Já decidimos nos reunir em janeiro e o João será nosso convidado.

Em azul, coisas que eu disse.
Em vermelho, o João disse.

Bjkª. Elza
quinta-feira, dezembro 11, 2008

PostHeaderIcon Pizza


- Elza Maria, você quer comer uma pizza comigo e com a Maria?


Fiquei em transe.
Quem me chama pelo meu nome duplo e que poucas pessoas conhecem? Meus irmãos usam Mana. Essa não é a voz do Tio Predileto e nem dos primos mais próximos.


De quem é essa voz morna e macia, com leve acento caipira?


Maria? E eu sei quem é Maria?


- Aposto que você não está reconhecendo minha voz.


De fato, não estava. Pedi que falasse mais um pouco para reavivar a memória e o engraçadinho repetiu a última fala. Em nada me ajudou, é claro.


- Elza Maria, aqui é o João!


Agora, sim! João, primo de meu Pai e que adotei como amigo querido. Maria é a filha dele que detesta ser chamada só pelo primeiro nome. Ela é Maria Alice, muito especial, diga-se de passagem.


- Quero que você conheça as filhas do meu irmão, amanhã, na mesma pizzaria da última vez, lá pelas 19:30h. Olhe, eu confirmo, tá bom?


Já me animei, pois, marido está fora e eu muito só. Chamei meu irmão para conhecer as filhas do primo do papai, mas ele não pode ir. Ainda está com dores por causa da costela fraturada e se cansa à toa.


- Elza Maria, então está confirmado, amanhã, depois das 20h por causa do rodizio, tá bom? Por que só você irá? Cadê o marido? De novo em Belo Horizonte? Puxa vida, você fica muito sozinha!


Hoje comerei pizza com parentes distantes e estou toda feliz.


Bjkª. Elza
segunda-feira, dezembro 08, 2008

PostHeaderIcon SOS animais


Ficou pequena a imagem e não sei como aumentar para leitura dos dizeres, então, resolvi resumir:
Luisa Mell, apresentadora de programa televisivo dedicado a animais está encabeçando campanha de donativos para comida e medicamentos destinados aos bichos que se perderam de seus donos por causa da catastrofe que abateu Santa Catarina.
Ela fez parceria com a rede Pet Shop Marginal que tem diversas lojas onde as doações poderão ser entregues: Marginal do Tietê, Alphaville, Ipiranga e nas cidades de Mogo das Cruzes, São Bernardo do Campo e Campinas. Os endereços estão no cartaz, mas tão miudinhos ... quem quiser, me diga, que eu tenho o cartaz em ponto maior e posso transmitir o endereço solicitado.
Os animais estão sofrendo o abandono, doenças e fome, pois, como todos sabemos, os domésticos tem dificuldade de sobreviver sem seus parceiros humanos.
Esse é o recado de hoje.
Bjkª. Elza
quinta-feira, dezembro 04, 2008

PostHeaderIcon Está tenso? Descanse, ora!















- Você não imagina o que eu fiz hoje, me disse a amiga cachorreira, ao telefone.
- Nem imagino, mia fia. Conte.
A linha do celular caiu naquele minuto. Fiquei sem sinal porque estava dentro do shopping, embaixo de muitas toneladas de concreto. Na hora fiquei curiosa, mas acabei esquecendo, pois, andei por lá com o marido por muito tempo.
Muitas horas depois:
- Conte, agora, onde vc andou e o que fez.
- Fui para aquele motel perto da Justiça, sozinha.


A primeira vez que ouvi história semelhante foi por um amigo e cliente, muitos anos atras. Ele estava muito cansado, cheio de tudo e de todos, enfrentando todo tipo de problemas, inclusive familiares.

- Elzinha, eu comi um sanduiche na cama e deixei cair migalhas por todos os lados. Bebi uma cerveja e deixei o copo no chão e a lata suada sobre a mesa de madeira. Deitei de sapato. Tomei banho de banheira e cantei feito um louco, espalhei água pelo banheiro inteirinho. Fumei no quarto com a janela fechada. Larguei a toalha molhada sobre o colchão. Liguei a TV num programa de esportes e deixei o som bem alto. Andei pelado pelo quarto e depois dormi como um anjo! Sai de lá novinho em folha. Deixei todas as restrições que enfrento em casa limpas! Todas as tensões e preocupações ficaram na água que usei. Eu me soltei. Entrei e saí sozinho e os recepcionistas não entenderam nada.

Eu quase morri de tanto rir com a ênfase que ele dava a cada palavra. Cheguei a pensar em fazer o mesmo para sentir o prazer de não ter restrições além das paredes que me rodeariam. Ficou na vontade.

- A recepcionista me perguntou se eu estava esperando alguém. Disse que tirara o dia para relaxar e descansar, sozinha. Pedi desconto. Ela me deu 20%.

Enquanto eu ria, ela continuou:
- Menina, eu peguei os sais de banho e a espuma, joguei na banheira e liguei a hidromassagem. Fez mais de 30 centímetros de espuma e eu fiquei lá, lutando para respirar e não deixar que entrasse nos meus olhos. Controlei o tempo para não ter queda de pressão. Usei aquela água quente e forte nos pontos de dor das costas. Valeu como massagem !!! Espalhei água pelo banheiro inteirinho e até me preocupei de ela escorrer pelo quarto. Deitei na cama e liguei a TV para desligar em seguida e ouvir o silêncio. Que coisa boa! Não tive minha mãe e meu filho me chamando e me pedindo coisas. Não tive que resolver questões com o pedreiro e nem com a empregada. Desliguei os celulares depois de avisar meu chefe que eu estava com sinusite e que iria ao médico. Descansada, sem barulhos, num lugar limpo e bonito, eu me deitei e dormi. Fazia muito tempo que eu não dormia em paz, sem medicamentos e tranquila. Estou renovada!

Taí a sugestão para descansar e encontrar algumas horas de bom sono.

Bjkª. Elza

Thelma Louise

Thelma Louise
Minha gatinha querida

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Elza Maria sempre em busca de respostas. Paradoxal, curiosa, inteligente, crítica, observadora, sentimental, habilidosa, amorosa, sensível, disciplinada e um montão de outras coisas. Ser humano normal, comum, mediano, mas que gosta de escrever e está no quarto blog.

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