Trio Ternura
Foto feita por mim. Thelma Louise xeretando.Hoje é aniversário da Miriam, a mais nova do trio e a que adora comemorar a passagem do tempo.
Na quarta-feira Cris e eu saímos juntas para comprar o presente.
- Que tal esse?
- Muito pequeno. Ela gosta de peças mais pesadas. Olhe esse aqui, falei para a Cris.
- Não gostei. E esse? Olhe aqui, tem lugar para fotos!
- kakakaka a sua e a minha kakakaka
- Vejam que esse para fotos em outros modelos. Tem maior, redondo, envelhecido, pedras coloridas, disse a vendedora.
- Posso mexer por aí? perguntei já tocando nos anéis e experimentando-os. Vixe, cada brinco mais bonito que o outro!
- Claro, fiquem à vontade.
- Cris, qual é a cor do signo dela?
- Não ligo para isso não. Mera convenção! O que vale são os trânsitos, as quadraturas e por aí.
- A Cris é astróloga e das boas, disse eu à vendedora.
- Nossa, que legal! Você me deixa seu telefone? Quando eu tiver coragem faço o meu mapa! Passei por uma péssima experiência da primeira vez que fiz e fiquei impressionada. O astrólogo disse que meu marido ficaria muito doente e eu estou esperando essa doença até hoje!
- Você é a artista que desenvolve essas peças lindas? Na hora certa vc me telefonará, esteja tranquila.
- Sou sim e obrigada pelo elogio.
- Menina, você é inspirada e tem uma criatividade ímpar, disse a Cristina que, é artista plástica, além de astróloga.
- Olhe esse anel, aqui! Lembra-se daquele que a Miroca usa? É enorme e cheio de cores...
- Não reparei, disse a Cris mexendo nos colares. Essa flor está linda!
- Cris, você não reparou na jarra que ela usou, nos pratos combinando com a argola de guardanapo, nem no anel... Vc não olha pros lados, neguinha?
- Sou leonina...
- Tá bom! Essa flor é a sua cara! Preenche esse decote.
- Faz anos que deixei de usar essas coisas. Desisti, disse-me a Cris.
- Como? Deixou de usar enfeites? Com esse bom gosto que vc tem? Disse a artista/vendedora.
- Eu adorei esse anel aqui. Enorme, cheio de brilhos e cores. Para mim, é esse o presente, disse eu.
- Menina, veja esse patuá aqui! Olhe só que coisa mais rica! Tem o casco da tartaruga, a folha de uva, um coração, uma borboleta, um laçarote e esse olho estilizado e diversos elos com pedrinhas! Você não disse que ela gosta de peças pesadas?
- Essa peça está maravilhosa, disse eu. Podemos separar o que achamos de interessande naquela mesa?
Mexemos aqui e ali. Experimentamos todos os aneis, namorei um par de brincos, a Cris conferiu a beleza de todas as pulseiras e ficamos na loja por mais de hora. A conversa fluiu e a Cris acabou dizendo o preço do mapa estral e nos metemos na vida da artista e pedimos para ela fazer um evento de inauguração.
- Vou levar esse anel para minha filha. É aniversário dela dia 16, disse Cris.
- Faz seis meses que abri essa loja ... ainda vale uma inauguração? Eu estava na Rua Inhambu e vim para cá pois, lá, não tinha estacionamento.
- Claro que vale! Passo por aqui quase todos os dias e sempre olho distraída para sua vitrine. Nós íamos noutra comprar o presente da Miriam, pois, eu nem me lembrava de você aqui, ao meu lado. Clareie sua vitrine e faça um evento para ser lembrada. Coloque gancho para amarrarmos cachorro lá na porta, disse eu.
- Mostre-se, menina. Vc tem o que dizer ao mundo! disse Cristina.
- Conheço a galeria onde vc estava e lá, é complicado, sim. Perto de hospital e na frente da farmácia. Muito trânsito!
- Quando vocês entregarão o presente? Preciso fazer o cartão de troca e só dou 7 dias. Conheço umas e outras que vem aqui, compram, usam e depois vem trocar a peça.
- Não queremos os dias de troca.
- É que preciso fazer pois, se minha funcionária estiver aqui e não eu, ela não poderá trocar...
- Claudia, você não entendeu! Nós não damos para a Miriam o direito de troca! Ganhou de nós e ficará com ele kakakakakakak, disse eu. E tem mais: ela terá que usar nosso presente kakakaka
- Você tem site? Perguntou a Cris.
- Tenho site, sim!
Pagamos e continuamos a conversar, mas saímos correndinho, em seguida, pois, outras freguesas chegaram.
O café com bolo que tomamos no Starbuck completou nossa tarde.
Já entregamos o presente sem direito a troca. Miriam comentou que nós deveríamos usar camafeus com fotos umas das outras. Quase morremos de rir!
Bjkª. Elza
Israel x Palestina
Acredito que quem frequenta esse blog saiba que não me envolvo em política, não exprimo minhas opiniões a respeito desse ou daquele personagem, mas todos sabem que faço severas restrições ao noço prisidenti.
Minha amiga Celia, cujo link está acima é judia e tem sérios motivos para estar revoltada e apreensiva com os rumos da guerra.
Na verdade todos nós devemos nos preocupar não apenas com as bombas e projéteis e com a vida humana. Todos devemos nos preocupar com a bestialidade dos dirigentes e com o fanatismo ou ignorância do povo.
Sem bjkª porque o assunto é sério. Boa leitura. Elza
Amigo Secreto da Meiroca

Chegou o dia do sorteio e fiquei mais feliz porque o sorteio me presenteou com uma pessoinha linda, alegre, muito divertida e participativa. Eu sorteei a Adriana e tratei de enviar o presente dela rapidinho porque a danada não me dava sossego e queria porque queria descobrir quem eu era!
Quem me sorteou me deu um balão, pois, de cara eu suspeitei de uma e depois eu matei a charada e ... o Zé do Boné entrou no circuito e me confundiu kakakakaka
A GRACE me sorteou e me enviou a camiseta lindona que estou usando naquela foto ali, batida pelo marido. Observem que meus fieis escudeiros lá estão: Baltazar que captou a luz da máquina, a Thelma Louise lutando para sair do meu colo e o bordado que estou terminando para presentear minha cunhada no colo.
O boné da Lys está aqui comigo e não o entreguei porque ela não correu a São Silvestre por motivos alheios à vontade, como ela me relatou por e.mail.
Eu participo do amigo secreto da Meiroca porque é alegre, divertido, prazeiroso, educativo e sempre nos identificamos com novos amigos virtuais que acabam incorporados nos nossos blogs.
No curso da brincadeira eu passei por momento muito difícil e quase saí do grupo, mas, um trem da alegria passou pelo meu blog e me entendeu e, me estendeu a mão com muito carinho, atenção e respeito. Ajudou na minha recuperação e reencontro da alegria.
Por todos esses motivos eu já participei de dois Amigos Secretos da Meiroca e já me considero parte integrante do próximo e espero que mais rapazes participem para que eles consigam espaço no meio das matracas que nós, meninas, somos.
Já estou com saudade do mural.
Para não perder o hábito, bjkª da Elza
FUUUUUUUUUUIIIIIIIIIIIIIIII
Primeiro do ano
Cachorro desconhecido. Foto obtida na net.Saio com o Baltazar. Encontro uma amiga com sua samoieda. Juntas andamos com nossos bichos, conversamos, encontramos outros cachorreiros e a manhã transcorreu tranquila, até eu chegar na porta do elevador do meu prédio.
Ainda estou esperando noticias, mas não acredito que a Nara venha para mim. O que sei é que ela foi para a casa da tal Claudia e por lá deverá permanecer até o retorno de alguém da familia. Lá ela terá companhia de outros animais e das pessoas que residem na casa. Por pior que seja, aposto que é melhor do que a solidão que enfrentou por 2 dias seguidos!
Posse responsavel deve ser o lema de quem quer animal em casa!
FELIZ ANO NOVO PARA TODOS!!!!!!!!!!!!!!!!
Bjkª. Elza
O Natal de Claudemira

- Chefe, onde eu ponho os presentes?
- Ah ... onde você quiser, Claudemira. Ali ...
- Chefe, presente a gente põe embaixo da árvore, disse ela rindo e não entendendo o embaraço dele.
- Não fazemos árvore aqui em casa.
Ela deixou os presentes num canto da sala para não atrapalhar o trânsito das demais pessoas.
- Chefe, sai uma cervejinha gelada?
- Sinto muito, minha cara, nós não bebemos álcool no Natal.
Sucos e refrigerantes a vontade e um balde de água fria nas pretensões daquela mulata fogosa e de seios fartos.
O jantar foi servido e Claudemira espantou-se por não ver aquele festival de iguarias sobre a mesa. Oraram antes de ser servido o bacalhau o que pareceu um absurdo naquela cabecinha de vento.
- Chefe, cadê os outros pratos? Eu não sou muito amiga de bacalhau, não!
Rindo, ele disse:
- Como não? Já vi você comer bacalhau lá no bar do Tião, perto do escritório! Esse é o único prato, minha cara!
- Chefe, comi bacalhau lá por outros motivos. Num gosto não! Disse ela revirando os olhos com malícia.
A sobremesa foi servida. Frutas frescas e secas, além de um pavê de chocolate.
Após a ceia, todos voltaram às conversas que não eram familiares à Claudemira e ela foi ficando incomodada. Ninguém trocou presentes, a música aos ouvidos dela continuavam fúnebres e os filhos se divertindo com os outros jovens.
Perto da meia noite a dona da casa se levantou e pegou a figura do Menino Jesus e levou ao presépio, colocou no berço de palha, acendeu uma lâmpada pequena que initava uma vela e orou. Convidou os demais para orar e iniciou rápida preleção sobre o sentido daquela festa.
- Devemos deixar que Jesus entre em nossos corações, na nossa casa, no nosso bairro, na nossa cidade e assim, até atingir todos os seres viventes, comemorando o dia de hoje, deixando as mágoas e as tristezas lá no passado. Nossa ceia foi perfeita, sem desperdícios, sem sobras, para nos lembrarmos que nosso Jesus nasceu em local simples, inóspito e frio. Não devemos esbanjar ou desperdiçar para comemorar o nascimento de Jesus. O melhor presente que você pode oferecer não é isto, nem aquilo, mas é a sua disposição de servir, é o seu acolhimento, é a sua bondade, é a sua ternura, é o seu amor.
O queixo de Claudemira caiu. Ela se sentiu estranha no meio daquele povo diferente que não entendia o que era o Natal e que ficava orando e falando bonito.
Após a manifestação da dona da casa ela se despediu, pegou os filhos e os presentes e foi embora para a casa de sua comadre que estava no meio da ceia, com tender, pernil, lombo de porco, chester, arroz com passas, muita cerveja e pagode. Comeu a não mais poder e distribuiu os presentes adquiridos para o chefe e esposa para a comadre e marido.
Divertiu-se até altas horas e no dia seguinte, de ressaca, ajudou a lavar os pratos e copos.
- Tive um Natal inesquecível! Conheci um negão musculoso e com uma linda tatuagem, lá ... !
Bjkª. Elza
Em tempo: Para quem não sabe, Claudemira é um personagem que criei para viver histórias diversas e, geralmente cheias de gafes e imprecisões. Trata-se de uma mulata metida a besta, que acha que sabe de tudo. É sem educação, fogosa, não se lembra que já passou dos 40 e que tem netos. Usa saias curtíssimas, decotes enormes, cabelos revoltos e maquiagem carregada.
Em tempo 2: a preleção a respeito do Natal e do significado foi retirada do blog Evangelizar, da Tetê, cujo link está ali ao lado.
Natal

Quando eu era menina o Natal era comemorado na casa de minhas avós. Um ano com a italiana Concetta e no outro com a brasileiríssima, Maria. Cidades diferentes e hábitos diversos.
O Pai de minha Mãe morreu em 26 de dezembro de 1959 e a partir daí a coisa ficou meio complicada e triste, mas com os anos, a dor diminuiu e o Natal voltou a brilhar. Aos poucos os avós foram se despedindo de nós e minha Mãe tornou-se a matriarca e competia a ela fazer a festa, a ceia e a decoradora da casa. Eu ajudava, até me casar.
Com a chegada da namorada do meu irmão e hoje, sua esposa há 35 anos, o Natal virou uma festança de roupas, presentes e muita farra. Deixou de ser aquela coisa intima e bonita para ser comercial e fútil. Alegre, todavia!
Fazia anos e mais anos que eu não apreciava o Natal. Sentia-me um peixe fora da água na festa que obrigatóriamente eu frequento. Desde que me casei meu Natal mudou. Meu marido não gostava de ir à casa de minha Mãe e sempre buscou me tirar de lá. Cedi, é claro!
Para mim, um sofrimento saber que os meus estavam juntos e eu, no meio de estranhos, com quem não tinha a menor ligação.
Os meus se despediram. Primeiro meu Pai e muitos anos depois, minha Mãe. Sobramos 3 irmãos sem muita liga por conta de fatos outros que não vem ao caso e estão, confusamente, contados no outro blog do Beagle, com link ali do lado.
Antes mesmo de minha Mãe ir-se eu me via no meio daqueles estranhos para comemorar o Papai Noel, já que, eles não tem a mais mínima religiosidade e nem ligam para o nascimento de Jesus.
O pior é que, na distribuição dos presentes eu via minha insignificância para eles. Cheguei a receber uma correntinha quebrada, que joguei na calçada, em frente ao prédio, tamanha a humilhação. Não me dessem nada!
Apesar disso, os anos foram passando, as encrencas para Natal e Ano Novo entre eles foram enormes e eu, de camarote, observando, sem dar palpite.
Minha toalha de Natal passou a ser requisitada, assim como meus préstimos culinários. Ora uma torta, ora o tender...
Nesse Natal eu resolvi não cozinhar. Sirvam-me, pensei comigo. Emprestei minha toalha, mais uma vez. Comprei uma torta numa doceira por aqui.
Preparei-me para receber um sabonete ou uma toalhinha de mão bordada, mas, de propósito, levei bons presentes. Sou humana e adoro provocar!
A surpresa maior veio do filho do meu marido que me presenteou com um livro. Por meio desse livro ele reconheceu que sou inteligente e bem informada. Ele mostrou que tem respeito pelo meu intelecto e algum carinho, já que se lembrou de mim. Por meio desse livro ele me demonstrou que não mais resiste à idéia de eu ter me casado com o Pai dele. Demonstrou que podemos conversar, o que acho ótimo!
Ele me presenteou com "Deu no New York Times" de Larry Rohter, Ed. Objetiva, que, por sinal, já comecei a ler.
A esposa me presenteou com outra correntinha de qualidade discutível, mas, desta vez, inteira. O que significa a correntinha? Tenho minha teoria, mas prefiro me calar.
Almocei com meu irmão no dia 25 e ele está muito frágil.
Como foi o Natal de quem o comemora?
Bjkª. Elza
Li no UOL
Cidade alemã 'proíbe Papai Noel'
Marcio DamascenoDe Berlim para a BBC Brasil
Uma pequena cidade no sul da Alemanha decidiu banir o Papai Noel da paisagem natalina. A câmara municipal de Fluorn-Winzeln, lugarejo com pouco mais de 3 mil habitantes localizado às margens da Floresta Negra, declarou a região uma "zona livre de Papai Noel".
Cidade da Alemanha decide criar uma "zona livre de Papai Noel"
O objetivo é prestigiar as tradições natalinas do país e São Nicolau
De acordo com o prefeito local, Bernhard Tjaden, o objetivo é preservar as tradições do Natal, segundo ele freqüentemente esquecidas nessa época do ano em favor do consumismo. A idéia é incentivar os cidadãos a substituir o "bom velhinho" pela figura histórica de São Nicolau. "O Papai Noel é um personagem artificial" argumenta Tjaden. "Ele não lembra em nada São Nicolau, que ajudava pessoas carentes e era um amigo das crianças", explica. CampanhaAs escolas e os comerciantes da região aderiram ao apelo, retirando as decorações com Papai Noel das vitrines e colando adesivos com um sinal de "proibido" em seus estabelecimentos. Cartazes com o rosto do personagem atravessado por uma faixa vermelha adornam não só o interior de lojas e repartições públicas, mas os avisos, que se parecem com uma placa de trânsito, foram pendurados também na fachada do prédio da prefeitura e até junto à sinalização que marca as entradas do município. Nas salas de aulas, professores ensinam às crianças o significado do Natal e contam histórias de São Nicolau, bispo de Mira no século IV, que serviu de inspiração para o ícone natalino. Os alunos são orientados a diferenciar o "original" da "cópia" e desenhos no quadro negro mostram as diferenças entre os trajes de ambos, destacando a mitra episcopal no lugar do gorro vermelho e o cajado substituindo o saco de presentes. A campanha "Zona livre de Papai Noel" foi criada por uma entidade assistencial ligada Confederação dos Bispos da Alemanha para resgatar São Nicolau como símbolo original das festas natalinas e combater o "consumismo" nas festas de fim de ano. A renda obtida na venda de cartazes, adesivos e outros produtos será destinada à entidades que prestam ajuda a crianças com doenças terminais. Esta é a primeira vez que a idéia é apoiada oficialmente pela administração de um município.
Engraçado ter lido essa noticia, pois, eu não fiz árvore de natal esse ano e meu papai noel que sempre fica numa poltrona está me incomodando.
Vou fazer um presépio esse ano, hoje, ainda.
Bjkª. Elza
Prato vazio

Pizza
SOS animais
Está tenso? Descanse, ora!

- Elzinha, eu comi um sanduiche na cama e deixei cair migalhas por todos os lados. Bebi uma cerveja e deixei o copo no chão e a lata suada sobre a mesa de madeira. Deitei de sapato. Tomei banho de banheira e cantei feito um louco, espalhei água pelo banheiro inteirinho. Fumei no quarto com a janela fechada. Larguei a toalha molhada sobre o colchão. Liguei a TV num programa de esportes e deixei o som bem alto. Andei pelado pelo quarto e depois dormi como um anjo! Sai de lá novinho em folha. Deixei todas as restrições que enfrento em casa limpas! Todas as tensões e preocupações ficaram na água que usei. Eu me soltei. Entrei e saí sozinho e os recepcionistas não entenderam nada.
Eu quase morri de tanto rir com a ênfase que ele dava a cada palavra. Cheguei a pensar em fazer o mesmo para sentir o prazer de não ter restrições além das paredes que me rodeariam. Ficou na vontade.
- A recepcionista me perguntou se eu estava esperando alguém. Disse que tirara o dia para relaxar e descansar, sozinha. Pedi desconto. Ela me deu 20%.
Enquanto eu ria, ela continuou:
Bjkª. Elza
Outras emoções
Reencontro com minhas amigas de infância parecia-me o ápice da recuperação de sentimentos e pensamentos, mas me enganei.
As recordações foram aflorando com o passar dos dias e outras pessoas do passado foram visitadas por meio das páginas do Orkut e nem sempre com retorno. Apesar disso, as fotos antigas foram retiradas dos baus e as imagens da adolescência resgatadas. Os sons de Neil Sedaka, Pat Boone, The Beatles e outros começaram a aparecer e muita risada despertou. Puro saudosismo.
O som do sino sempre nos acompanhou. Nós falávamos no sino da escola, tocado pelo Seu Marino a cada término e começo de aula dia após dia. Quando outra pessoa o tocava nós sabíamos a diferença. Sabíamos quando era o Mariano porque ele dava uma badalada a mais no final. De vez em quando um aluno não resistia à tentação e dava sua badalada naquele que deveria ser respeitado por nós. Ele, o sino, era do Seu Marino, o chefe da portaria da escola. Era único. Todas as escolas usam campainhas para separar as aulas. Lá, tinhamos o sino.
Meu irmão ouvia o sino das 7:45h e saía de casa correndo para entrar em aula às 7:50h, porque morávamos ao lado da escola. Entre cada aula duas badaladas com diferença de menos de 5 minutos. Ele marcava o final da jornada.
Era ele quem anunciava as provas, as horas vagas, as aulas de ginástica com Dona Ana; as aulas de canto como Maestro Callia e por aí afora. Ele quem silenciou quando nosso Diretor morreu.
O colégio busca seus ex-alunos porque completará 100 anos em 2011 e nos quer por perto. Juntamente com a associação dos ex-alunos promoveu confraternização por meio de churrasco, hoje.
Mesmo após minha saída dessa escola, pelo menos de 2 em 2 anos lá eu volto, para votar. Não ando por lá. Não visito classes e vejo aquele espaço desfigurado pela presença de estranhos andando pelos corredores, atravez das janelas.
Hoje, depois de 40 anos eu entrei naquele espaço como ex-aluna. Andei pelos corredores ainda iguais, limpos, espaçosos e tão familiares; desci aqueles degraus pequenos e baixinhos que levam ao pateo, enorme e belo. Mais belo porque foi criado lá no meio um canteiro com árvores e flores. Corri os olhos por todas as janelas como se conversasse com elas e me senti adolescente outra vez. O sino não estava lá. Talvez tenha sido retirado para evitar-se brincadeiras com ele, não sei.
Alguém teve o cuidado de gravar as badaladas do Seu Marino e soltou a gravação de surpresa, sem aviso e sem piedade.
Chorei de emoção naquela hora como estou chorando agora. Nunca pensara que aquele som pudesse despertar emoções tão fundas e belas.
Para completar, veio o Hino da escola. Já não sei a letra inteira, mas alguns pedaços eu cantei. Chorei, de novo.
Bjkª. Elza
Socorro aos necessitados

A Associação dos Advogados de São Paulo abriu espaços para recebimento de donativos para os catarineneses que estão em situação desesperadora. No anuncio ao lado também estão as contas bancárias que recebem doações. Cada um cede um pouco de si e Santa Catarina voltará a brilhar.
Recebi esse selino da miha amiga Rosamaria, cujo link está aí ao lado.
Obrigada, amiga. Estou muito orgulhosa dele.

Bjkª. Elza
TVA outra vez
É da TVA, certamente. Só perde para a Telefonica.
Nós compramos um novo aparelho de TV, desses modernos, cheios de letrinhas na especificação técnica. Nós pensávamos que esse aparelho era para transmissão digital, mas, quando fizemos contato com a TVA descobrimos que era TV de alta definição.
Na operadora nós temos um código de assinante que não é mais usado. Agora, para dificultar os atendentes querem o nº do telefone da assinatura e o CPF do titular ... Moro em condominio e não sei o nº do telefone e nem o CPF do marido... Apesar disso, consegui passar por diversas saias justas!
Aprendi, depois de passar por inúmeras atendentes que só sabem ler o manual, que são 3 sistemas de transmissão: analógico, digital e HD. Cada um tem um decodificador diferente e, cada um tem "pacotes" diferentes de canais. Claro que os preços são diferentes ...
Outra atendente lia para mim o manual, como se eu soubesse a respeito do que ela estava falando, e me perguntava se eu queria o pacote cheio ou não ... Como eu posso saber se o "pacote é cheio???" dizia eu... Fiquei com meu pacote cheio, isso sim, pois ela queria que eu dissesse os nomes dos canais do meu "pacote original"...
Outra atendente fez tamanha confusão com os preços que nossa conta, nesse primeiro mês ficaria em mais de R$ 400,00!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Esses diversos contados sempe permeados pelo indefectível:
- Senhora Elza, obrigada por aguardar ...
Cansei e deixei que meu marido resolvesse o problema, pois, quando estou irritada ele dá uma de bonzinho e fala com paciência e educação com esses atendentes mau treinados.
Meu marido fechou pacote com a TVA igual ao que tinhamos na TV analógica e solicitou o aparelho HD, o que me fora negado anteriormente sob as mais variadas desculpas.
Ele soube que para instalação do HD é cobrada taxa de R$ 49,90 para 50 cm de cabo.
- Que venha o cabo, disse ele.
A operação foi marcada para sábado de manhã.
O instalador chegou aqui com o aparelho digital, sem cabo HD e na maior cara de pau começou a transformação de nossa TV. Quando meu marido percebeu o erro ficou bravo, disse que ia chamar a polícia e daí para baixo... aos gritos ... O funcionário foi buscar o aparelho HD e não trouxe o cabo. Disse que na 2ª feira tudo seria normalizado, inclusive os canais de filmes que foram cortados.
Ontem à noite eu liguei mais de 10 vezes para a TVA para ser atendida.
Um atendente me jogou para o outro que me jogou para terceiro que me deu outro número de telefone que não atendia... Comecei de novo e um me jogou para outro que desligou na minha cara ... Uma atendente me deixou mais de 15 minutos na espera ouvindo anuncios ...
Foi assim das 20:30h até às 22:30h quando perdi as estribeiras e comecei a gritar. Eu queria falar com o gerente, com o superintendente, com o presidente essa droga de empresa... Gritei que não acreditava que essa droga de empresa fosse do mesmo grupo da Folha de São Paulo ... Invoquei o estatuto do idoso e os pagamentos corretamente efetuados... Chorei de raiva por precisar fazer esse escândalo para conseguir o que me é de direito porque o erro foi do atendente ... Implorei atenção porque a conta do telefone quem estava pagando era eu por erro do atendente que não anotou o pedido formulado pelo meu marido ...
Gritei tanto que fiquei rouca e consegui regularizar os canais de filmes injustamente cortados e obtive a promessa se instação do tal cabo amanhã, no horário comercial. O preço acabou acertado e ficou mais barato do que o valor apresentado ao meu marido e não sei o motivo. Os canais de filmes foram liberados na hora, durante o telefonema.
Por que o consumidor tem que passar por esse estres? Quem ganha com isso?
No passado, quando a TVA era a cabo, passados eles no meu prédio, outros não poderiam entrar por falta de espaço. Não sei qual é a tecnologia de hoje, mas sei que a net é a mesma droga, portanto, trocar de operadora e trocar de cheiro, como telefones celulares...
A conta é paga religiosamente, mas por que tenho que passar por esse sufoco, por esse desespero? Por que tenho que resolver na base do grito?
Adianta eu ir ao Procom e denunciar esse abuso? Adianta eu mover ação e pedir indenização por danos morais? Adianta eu contar essa vivência no blog?
Sem bjkª porque estou brava. Elza
Direitos e deveres
Isso significa que nem sempre o que desejamos é o que podemos ter. Muitas vezes desejamos algo que se choca com o bem comum, ou seja, com o direito de todos.
Além disso, para cada direito que temos, existe um dever correspondente.
Todos nós temos deveres que são muito mais importantes que nossos direitos, pois, se cumpridos, trarão paz social.
Estou apenas divagando sobre o tema. Não tenho nada de especial para dizer a não ser que, sem respeito ao próximo, sem respeito às leis, sem observância do que foi estatuido não tem sociedade de aguente.
Sociedade desde aquela no sentido mais amplo que se possa imaginar, até a simples, composta de duas pessoas sob o mesmo teto. Um respeita o outro e ambos vivem felizes? Não é bem assim, pois, felicidade não existe e respeito não é garantia de harmonia, mas ajuda.
Respeito é fundamental em todas as relações humanas, pois, demonstra não somente o grau de compreensão entre os viventes, mas a educação, a sofisticação de sentimentos, a humildade e o carinho pelo outro. Só quem tem carinho sabe respeitar e esse é o inicio do tão falado "amor". Para respeitar o outro não e preciso sofisticação intelectual ou formação acadêmica, não. Para respeitar o outro basta se respeitar e aceitar que o outro tem falhas, acertos, sentimentos, virtudes e defeitos, medos e por ai afora.
Para respeitar o outro basta não exigir dele aquilo que não se é.
Bjkª. Elza
Comer comer
- Marido, esse lagarto não ficará bom. É parte de uma peça grande ... Farei o que puder, mas essa carne é dura demais, comentei assim que ele chegou com a compra.
- Você corta as cebolas? Bem fininhas, certo? Em rodelas.
E meu marido cozinheiro ficou lá na cozinha chorando as pitangas e cortando cebolas. Exagerou na quantidade e quando vi, já estavam refogadas com a carne dentro.
- Eu ia fazer de outro jeito essa carne, falei sem graça.
Eu ia cozinha-la no vinagre, na pressão, por muito tempo, em fogo brando para ver se amaciava e depois a colocaria na metade da cebola que ele cortou.
O que está feito está feito e tentei salvar a tal da carne, mas não teve reza que a deixasse macia. Ele foi para BH e deixou a pedra comigo. MInha fiel escudeira e eu, mais do que depressa a metemos no processador. Virou menos que carne moida. Pensei que ela poderia servir para molho de macarrão e guardei no freezer.
- Bemmmmmmmmm, tou chegando com fome.
Lembrei da sopa de beringela que a Meire me ensinara no mural do amigo secreto e tratei de improvisar. A beringela com pimentões e cebolas já estava pronta e muito gostosa. Bati tudinho do liquidificador. Cozinhei 2 batatas e acrescentei ao creme. Coloquei numa panela com um pouco daquela carne e servi com torradas e enfeitada com cheiro verde. Ele adorou.
Sobrou carne e hoje, ele inventou sanduiche com ela: pão de forma, carne, queijo Santa Marta, alface e tomate. Uma delicia, mas estou sentindo o gosto da cebola na minha boca. Iéquete!
Além desse gosto amargo que não consegui tirar ao escovar os dentes, meu estômago está reclamando. Se eu tivesse leite de magnésia em casa tomaria uma colher, mas não tenho e não sairei agora. Veremos o que acontecerá.
Bjkª. Elza
Palestra de Brian Dyson (ex-presidente da Coca-Cola Co.)
lançadas no ar...
Essas bolas são: o trabalho, a família, a saúde, os amigos e o espírito.
O trabalho é a única bola de borracha. Se cair, bate no chão e pula para cima.
Mas as quatro outras são de vidro. Se caírem no chão, quebrarão e ficarão
permanentemente danificadas.
Entendam isso e assim conseguirão o equilíbrio na vida'.
Como?
Não diminua seu próprio valor comparando-se com outras pessoas.
Somos todos diferentes. Cada um de nós é um ser especial.
Não fixe seus objetivos com base no que os outros acham importante.
Só você tem condições de escolher o que é melhor para si próprio.
Dê valor e respeite as coisas mais queridas de seu coração.
Apegue-se a elas como a própria vida. Sem elas a vida carece de sentido.
Não deixe que a vida escorra entre os dedos por viver no passado ou no futuro.
Se viver um dia de cada vez, viverá todos os dias de sua vida.
Não desista enquanto ainda é capaz de um esforço a mais.
Nada termina até o momento em que se deixa de tentar.
Não tema admitir que não é perfeito.
Não tema enfrentar riscos. É correndo riscos que aprendemos a ser valentes.
Não exclua o amor de sua vida dizendo que não se pode encontrá-lo.
A melhor forma de receber amor é dá-lo.
A forma mais rápida de ficar sem amor é apegar-se demasiado a si próprio.
A melhor forma de manter o amor é dar-lhe asas.
Corra atrás de seu amor, ainda dá tempo!
Não corra tanto pela vida a ponto de esquecer onde esteve e para onde vai.
Não tenha medo de aprender. O conhecimento é leve.
É um tesouro que se carrega facilmente.
Não use imprudentemente o tempo ou as palavras. Não se pode recuperar uma palavra dita.
A vida não é uma corrida, mas sim uma viagem que deve ser desfrutada a cada passo.
Lembre-se:
Ontem é história.
Amanhã é mistério e
HOJE é uma dádiva. Por isso se chama 'presente'.
Se você quiser, passe este recado para as pessoas que
são importantes para você, porque segundo Brian sugeriu: 'apegue-se
às coisas que são queridas ao seu coração (entre elas os
amigos). Sem elas a vida carece de sentido'.
Preconceito
Elaborei defesa e juntei os documentos necessários.
Fui para a audiência, ontem às 13h40min no Forum Rui Barbosa, lá na Barra Funda.
As partes foram apregoadas com alguns minutos de antecedência.
Minha cliente e eu nos aproximamos da mesa. Sou muito polida e sempre peço licençapara me aproximar e me sentar.
Mais do que depressa e com muita gentileza o Juiz nos convidou a tomar nossos postos.
Conversei bastante com ele e com o digitador sobre carteira da OAB e comprovação do exercicio profissional. Conversa amena para preencher o tempo.
- Excelência, estou vendendo pelo peso e pelo preço que comprei a história que vou contar, disse eu.
Contei de uma advogada que destratou uma Juíza e lhe exigiu a apresentação da carteira de magistrado e acabou saindo da sala acompanhada de dois seguranças e com oficio à OAB para ser apurado o comportamento inconveniente.
O advogado do Autor chegou enquanto eu falava. Mal ajambrado, cabelos revoltos, foi sentando sem cumprimentar o Magistrado e disse:
- Pois eu presenciei um colega exigir a apresentação da carteira do juiz e o tal não era juiz coisa alguma. Saiu fugido!
O cliente dele não compareceu. Ausente o autor o processo vai para o arquivo, mas ele pode renovar a ação. É a lei! O Juiz, muito ponderado me perguntou se eu faria alguma proposta de acordo para evitar a renovação do processo. Fiz proposta apenas para agradar ao Juiz. O advogado nem respondeu. Era irrisória, de fato. Expliquei ao advogado porque fizera aquela proposta tão ínfima e minha cliente só faltou pular no meu pescoço e me dar um beijo estalado nas bochechas porque percebeu que o outro ficara acuado.
Por tratar-se de questão técnica, não deixarei qualquer esclarecimento, tá?
Como não houve acordo o Juiz ofereceu os documentos que estavam no processo para o advogado que não os queria. Disse que compareceria noutra data para buscá-los. O Juiz insistiu para o advogado levar os papéis já que possivelmente precisaria deles para mover outra ação e, finalmente conseguiu seu intento.
Pensei que a audência fosse ser encerrada ali, quando aconteceu o seguinte:
- Nordestino é assim mesmo! Comparece no escritório e pede para movermos ação. Vão para a terrinha e se esquecem de voltar. Disse o advogado do Autor.
- Doutor, isso é preconceito. Não é por ser nordestino ... tentou dizer o Juiz
- Advogo há 30 anos e estou acostumado a lidar com essa laia. Nordestino é assim mesmo, irresponsável e folgado. Depois que o processo vai apra o arquivo voltam chorando no escritório ...
- Doutor, o senhor está sendo preconceituoso e está me ofendendo. Eu sou nordestino e não sou irresponsável e nem folgado, retrucou o Juiz com sotaque que até então eu não notara.
A ata da audiência foi entregue e assinamos antes do tal advogado que, para finalizar a gafe diz:
- Doutor, o senhor é cearense?
Sai mais do que depressa da sala e não ouvi a resposta.
Nortista, nordestino, sulista, palmeirense, branco, negro ou oriental, gay, alto ou baixo não define o carater de ninguém; não indica a responsabilidade, a inteligência ou a dedicação da pessoa à vida. As palavras desse incauto advogado foram um choque para todos os que estavam na sala e tenho certeza que o juiz não era nordestino coisa alguma, mas aproveitou a situação e deixou o outro constrangido.
Todos temos que medir e repensar nossos preconceitos, pois, todos nós temos algum, de alguma forma.
Bjkª. Elza
Estou sem assunto

Thelma Louise
Minha gatinha querida
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