sexta-feira, outubro 04, 2013
Surpresa
Cheguei à sala dos advogados da Rua da Glória antes de minha colega, apesar do trânsito pesado, chuva e parada no bar para compra de 2 pães de queijo para nosso lanchinho enquanto debatíamos um processo.
Ela demorou para chegar e, na espera, fui efusivamente abraçada e beijada por um colega querido e que não via há tempos.
Alvaro me contou coisas tristes, como, por exemplo o final do escritório que tinha quase 70 anos; prisão de um colga muito estimado por crime sexual horroroso; falecimento de uns 3 ou 4 conhecidos, mas não ficou nisso o papo.
Contamos histórias e mais histórias de nossas proezas em mesa de audiência; discussões com juízes e vogais...
Coisas do arco da velha!
Pena que essas histórias e anedotário não possam ser compartilhados com os leigos. Só quem vive, ou, viveu a Justiça do Trabalho na época de ouro da Associação dos Advogados Trabalhistas entenderia nossas peripécias e daria muita risada conosco.
Faziamos malabarismos verbais e intelectuais em audiência para conseguir sentenças favoráveis num tempo em que todos se conheciam.
Os advogados conheciam-se e se falavam; sabíamos os nomes e as juntas de cada Juiz e muita vez, até os vogais eram conhecidos.
Muita decisão foi tomada após provocação mútua entre advogado e Juiz, com incontáveis convites para briga no meio da rua, como os meninos costumam resolver suas pendengas.
Os homens saiam após o expediente para beber e as togas e as becas ficavam nos gabinetes e nos escritórios. Poucas mulheres acompanhavam essas bebedeiras. Meu escritório era do outro lado da cidade e depois que eu atravessava o viaduto do Chá não voltava, nem para assistir à farra. Naquele tempo eu não bebia alcoolicos.
Senti muita saudade daquele tempo que não volta mais.
Senti muito prazer em ter vivido e participado da construção da Justiça do Trabalho e do coleguismo que existe entre nós, da velha guarda.
Nós nos ajudávamos, nos socorríamos. Era um grupo grande que se respeitava e se gostava.
Bons tempos!
Hoje é tudo diferente pois, a eletrônica entrou na nossa vida para valer. Nada de máquinas IBM elétricas com corretivo ou Remington manual que lascava as unhas e endurecia as articulações, mas rapidez e facilidades infinitas.
Qualquer hora falo mais sobre isso. Vou dormir pensando em todos os que conheci e nas boas risadas que dei naqueles tempos deliciosos.
O melhor e para encerrar: eu sabia que os tempos eram deliciosos e desfrutei de cada dia.
Elza
Ela demorou para chegar e, na espera, fui efusivamente abraçada e beijada por um colega querido e que não via há tempos.
Alvaro me contou coisas tristes, como, por exemplo o final do escritório que tinha quase 70 anos; prisão de um colga muito estimado por crime sexual horroroso; falecimento de uns 3 ou 4 conhecidos, mas não ficou nisso o papo.
Contamos histórias e mais histórias de nossas proezas em mesa de audiência; discussões com juízes e vogais...
Coisas do arco da velha!
Pena que essas histórias e anedotário não possam ser compartilhados com os leigos. Só quem vive, ou, viveu a Justiça do Trabalho na época de ouro da Associação dos Advogados Trabalhistas entenderia nossas peripécias e daria muita risada conosco.
Faziamos malabarismos verbais e intelectuais em audiência para conseguir sentenças favoráveis num tempo em que todos se conheciam.
Os advogados conheciam-se e se falavam; sabíamos os nomes e as juntas de cada Juiz e muita vez, até os vogais eram conhecidos.
Muita decisão foi tomada após provocação mútua entre advogado e Juiz, com incontáveis convites para briga no meio da rua, como os meninos costumam resolver suas pendengas.
Os homens saiam após o expediente para beber e as togas e as becas ficavam nos gabinetes e nos escritórios. Poucas mulheres acompanhavam essas bebedeiras. Meu escritório era do outro lado da cidade e depois que eu atravessava o viaduto do Chá não voltava, nem para assistir à farra. Naquele tempo eu não bebia alcoolicos.
Senti muita saudade daquele tempo que não volta mais.
Senti muito prazer em ter vivido e participado da construção da Justiça do Trabalho e do coleguismo que existe entre nós, da velha guarda.
Nós nos ajudávamos, nos socorríamos. Era um grupo grande que se respeitava e se gostava.
Bons tempos!
Hoje é tudo diferente pois, a eletrônica entrou na nossa vida para valer. Nada de máquinas IBM elétricas com corretivo ou Remington manual que lascava as unhas e endurecia as articulações, mas rapidez e facilidades infinitas.
Qualquer hora falo mais sobre isso. Vou dormir pensando em todos os que conheci e nas boas risadas que dei naqueles tempos deliciosos.
O melhor e para encerrar: eu sabia que os tempos eram deliciosos e desfrutei de cada dia.
Elza
segunda-feira, setembro 09, 2013
Recuperação
Felizmente ele está tão melhor que tomou coragem e deixou o home office.
Estou em casa, no silêncio amado, só com meus bichos me rodeando e a Maria no serviço.
Nada de telefone celular tocando sem parar, nada de voz alta me incomodando, nada de interrupções constantes para coisas bobas...
Recuperar-se de besteira feita por médico é mais difícil do que recuperar-se de doença do organismo.
Uma cardio disse que o inchaço que ele estava enfrentando era "normal" após a cirurgia e nada fez para conter a ascite que atacou meu marido.
Dessa ascite, muitas coisas ocorreram, desde visita a um geriatra que não soube o que fazer e nos encaminhou para 4 especialistas, até internação hospitalar de 1 mês e meio, com direito a 5 dias na UTI com o coração completamente descompensado e os rins quase falindo!
Minha vontade é de espancar aquela cardio incompetente!
Tivesse ela tomado as providências no início, quando ele foi vê-la com pequena retenção de líquido, nada disso teria ocorrido.
Ele voltou ao trabalho, hoje. Já está guiando um pouco e "desmamando" na marra. Preciso empurra-lo para sair de casa e enfrentar o mundo, mas eu entendo tanto receio.
Agora, quero aproveitar o silêncio e desenvolver meu trabalho, até ser chamada para buscar o bonitinho.
Bj. da Elza
Estou em casa, no silêncio amado, só com meus bichos me rodeando e a Maria no serviço.
Nada de telefone celular tocando sem parar, nada de voz alta me incomodando, nada de interrupções constantes para coisas bobas...
Recuperar-se de besteira feita por médico é mais difícil do que recuperar-se de doença do organismo.
Uma cardio disse que o inchaço que ele estava enfrentando era "normal" após a cirurgia e nada fez para conter a ascite que atacou meu marido.
Dessa ascite, muitas coisas ocorreram, desde visita a um geriatra que não soube o que fazer e nos encaminhou para 4 especialistas, até internação hospitalar de 1 mês e meio, com direito a 5 dias na UTI com o coração completamente descompensado e os rins quase falindo!
Minha vontade é de espancar aquela cardio incompetente!
Tivesse ela tomado as providências no início, quando ele foi vê-la com pequena retenção de líquido, nada disso teria ocorrido.
Ele voltou ao trabalho, hoje. Já está guiando um pouco e "desmamando" na marra. Preciso empurra-lo para sair de casa e enfrentar o mundo, mas eu entendo tanto receio.
Agora, quero aproveitar o silêncio e desenvolver meu trabalho, até ser chamada para buscar o bonitinho.
Bj. da Elza
sexta-feira, setembro 06, 2013
Como as coisas são
Faz quase um ano que estamos lutando pela saúde aqui em casa.
Foram três internações, muitos curativos e paciência de Jó para conseguir a quase vitória.
Estamos no limiar do sucesso e retorno à vida normal.
O que posso dizer é que estou cansada. Bastante cansada de me fazer de surda, por dias e dias. Só quem já tratou de um doente sabe o quanto ele consegue ser pesado e amargo, apesar da melhora visível.
São dias e dias engolindo o que não me pertence e avolumando meu perfil de tecido adiposo mole e feio...
São noites e noites pouco dormidas; mal dormidas e não dormidas.
Felizmente as lágrimas acabaram. O quadro não inspira medo e sim, cuidados nada especiais.
Só posso agradecer a todos que me apoiaram, acolheram, ouviram, explicaram, ajudaram de todas as formas possíveis, me deram colinho, e a quem muita vez me carregou no colo e deixou apenas marca de dois pés na areia....
Vou dormir o sono dos justos, hoje.
Os problemas de amanhã serão atacados amanhã.
Bj para quem me lê.
Elza
Foram três internações, muitos curativos e paciência de Jó para conseguir a quase vitória.
Estamos no limiar do sucesso e retorno à vida normal.
O que posso dizer é que estou cansada. Bastante cansada de me fazer de surda, por dias e dias. Só quem já tratou de um doente sabe o quanto ele consegue ser pesado e amargo, apesar da melhora visível.
São dias e dias engolindo o que não me pertence e avolumando meu perfil de tecido adiposo mole e feio...
São noites e noites pouco dormidas; mal dormidas e não dormidas.
Felizmente as lágrimas acabaram. O quadro não inspira medo e sim, cuidados nada especiais.
Só posso agradecer a todos que me apoiaram, acolheram, ouviram, explicaram, ajudaram de todas as formas possíveis, me deram colinho, e a quem muita vez me carregou no colo e deixou apenas marca de dois pés na areia....
Vou dormir o sono dos justos, hoje.
Os problemas de amanhã serão atacados amanhã.
Bj para quem me lê.
Elza
sexta-feira, agosto 23, 2013
Só posso agradecer
a todos os meus amigos virtuais que me apoiaram e me deram colinho numa hora tensa e difícil.
Palavras de incentivo, de carinho, de apoio me enriqueceram, me fortaleceram e me deram condições de desempenhar minhas obrigações.
Todos vocês fazem parte de minha vida. Cada um de vocês tem um pedacinho do meu coração e, o melhor de tudo, é que, cada um de vocês cuida muito bem desse pedacinho e por isso, o todo bate compassado e harmonioso.
Bjsssssssssssssssssssssssssss
Elza
Palavras de incentivo, de carinho, de apoio me enriqueceram, me fortaleceram e me deram condições de desempenhar minhas obrigações.
Todos vocês fazem parte de minha vida. Cada um de vocês tem um pedacinho do meu coração e, o melhor de tudo, é que, cada um de vocês cuida muito bem desse pedacinho e por isso, o todo bate compassado e harmonioso.
Bjsssssssssssssssssssssssssss
Elza
quarta-feira, agosto 21, 2013
Força
Ando muito cansada.
Durmo mal.
Como pior.
Engordo.
Lágrimas contidas.
Concentração prejudicada.
Doenças do stress presentes.
Paciência se esgotando.
Esforço e dedicação reconhecidos.
Faz mais de um ano que venho na luta.
A mais inglória levou-me o irmão.
A mais gloriosa está curando meu marido.
Em alguns momentos desacorçoei.
Noutros, eventuais, chorei no ombro de uma amiga.
Perdi o sono.
Estou aqui.
Obrigada a todos.
Durmo mal.
Como pior.
Engordo.
Lágrimas contidas.
Concentração prejudicada.
Doenças do stress presentes.
Paciência se esgotando.
Esforço e dedicação reconhecidos.
Faz mais de um ano que venho na luta.
A mais inglória levou-me o irmão.
A mais gloriosa está curando meu marido.
Em alguns momentos desacorçoei.
Noutros, eventuais, chorei no ombro de uma amiga.
Perdi o sono.
Estou aqui.
Obrigada a todos.
segunda-feira, julho 08, 2013
Antes do feriado
Meu marido descobriu um restaurante na rua Aurea, Vila Mariana, que faz comida do sul do MS. Chama-se SOBARIA. Comida japonesa de Okinawa.
Todo entusiasmado resolveu me apresentar aos petiscos e lá fomos nós com a fome instalada.
Pedi uma porção de mandioca frita e cerveja, para começar.
Ele pediu um prato de macarrão de arroz com frango e muito caldo. Pedi pintado no urucum.
A mandioca demorou mas chegou, encharcada e a cerveja gelada demais a ponto de nem fazer espuma.
Conversando, o tempo passou e o macarrão do marido chegou. Ele comeu e não gostou.
Falei para ele que, se meu prato não chegasse até ele terminar, eu não o queria mais.
Saímos sem que eu tivesse almoçado. Fiquei na mandioca frita...
Quem é amador não pode anunciar serviço no jornal, bolas!
Até outra vez. Elza
Todo entusiasmado resolveu me apresentar aos petiscos e lá fomos nós com a fome instalada.
Pedi uma porção de mandioca frita e cerveja, para começar.
Ele pediu um prato de macarrão de arroz com frango e muito caldo. Pedi pintado no urucum.
A mandioca demorou mas chegou, encharcada e a cerveja gelada demais a ponto de nem fazer espuma.
Conversando, o tempo passou e o macarrão do marido chegou. Ele comeu e não gostou.
Falei para ele que, se meu prato não chegasse até ele terminar, eu não o queria mais.
Saímos sem que eu tivesse almoçado. Fiquei na mandioca frita...
Quem é amador não pode anunciar serviço no jornal, bolas!
Até outra vez. Elza
terça-feira, junho 11, 2013
Preocupação
Marido ficou doente.
Acompanho esse mal desde o começo, oferecendo apoio e incentivo.
Depois de 15 dias no hospital ele recebeu alta, mas apareceu um sintoma novo e preocupante. Ele se recusa a voltar ao hospital.
Lavei minhas mãos.
Minha responsabilidade vai até onde a vontade dele fala mais alto.
Elza
Acompanho esse mal desde o começo, oferecendo apoio e incentivo.
Depois de 15 dias no hospital ele recebeu alta, mas apareceu um sintoma novo e preocupante. Ele se recusa a voltar ao hospital.
Lavei minhas mãos.
Minha responsabilidade vai até onde a vontade dele fala mais alto.
Elza
segunda-feira, maio 27, 2013
Sono
Algo está acontecendo comigo e nem imagino o que possa ser. Tenho um sono que não acaba. Deitei por volta das 23 horas e acordei às 10:30!
Peguei o relégio e olhei sem prestar atenção e me disse: são 7h. Posso dormir mais um pouco.
Ouvi barulho no apartamento e levantei apra ver do que se tratava e quase morri de susto ao ver a hora e a Maria com o serviço prá lá de muito adiantado.
Muita pressão faz isto, não é?
Elza
Peguei o relégio e olhei sem prestar atenção e me disse: são 7h. Posso dormir mais um pouco.
Ouvi barulho no apartamento e levantei apra ver do que se tratava e quase morri de susto ao ver a hora e a Maria com o serviço prá lá de muito adiantado.
Muita pressão faz isto, não é?
Elza
domingo, maio 26, 2013
Domingo
Na maior preguiça do mundo saí da cama hoje, às 9h. Por mim estaria deitada até agora. Tomei o desjejum e fui para a feira.
Feira é um negócio à parte na minha vida. Adoro ir à uma dessas com todos aqueles legumes, folhagens, frutas, queijos, peixes, frangos e o que mais se pensar expostos nas bancas bem montadas.
Adoro a gritaria dos vendedores.
Adoro quendo um desconhecido me oferece um pedaço de fruta e me chama de menina.
Comprei o que estava na listinha, pois, sou exagerada e ainda tenho frutas da semana passada aqui.
Passei na banca de ovos e amarrei um papinho com a mulher que me serve. Semana passada ela fez uma festinha para a neta e tratei de perguntar como foi.
Na banca de frutas todos perguntam por meu marido, pois, antes de adoecer era ele quem fazia a feira.
Vi os tomates holandeses que amo de paixão. Tratei de comprar uma bandejinha. Pequeninos, devem estar muito doces.
Na banca de queijos a Judite estava de bom humor e veio conversar coigo. Quer saber do meu marido. Ela ficou viuva faz uns 2 anos. O Guiseppe teve o fígado transplantado e não resistiu. Uma tristeza.
A banca de peixe estava lotada, mas consegui boas postas de cação, para atender ao pedido do meu doentinho.
Deixei as compras em casa e saí com o Baltazar. Andamos bastante, mas, por mim, sem parar, eu teria andado o dobro. Muita necessidade de gastar energia. Ele para em todos os postes, todos os matinhos e não pode ver um cachorro que já me puxa para dar a cheiradinha básica.
Voltamos para casa e guardei as compras.
Cadê as mixiricas? Eu sei que é mexirica, mas não gosto da forma correta. Voltei à feira e encontrei duas amigas queridas. Conversamos um pouquinho, peguei minhas mixiricas e retornei, desesperada para me sentar num lugar e ficar por horas a nada fazer.
Marido saiu do banho e fiz os curativos nas pernas dele.
Ele pediu comida no restaurante Vecchia Roma.
Já comemos, já dei ordem na cozinha e cá estou, a escrever tontices, para recomeçar a usar meu blog querido.
Vou tirar minha soneca, agora. Fui.
Elza
Feira é um negócio à parte na minha vida. Adoro ir à uma dessas com todos aqueles legumes, folhagens, frutas, queijos, peixes, frangos e o que mais se pensar expostos nas bancas bem montadas.
Adoro a gritaria dos vendedores.
Adoro quendo um desconhecido me oferece um pedaço de fruta e me chama de menina.
Comprei o que estava na listinha, pois, sou exagerada e ainda tenho frutas da semana passada aqui.
Passei na banca de ovos e amarrei um papinho com a mulher que me serve. Semana passada ela fez uma festinha para a neta e tratei de perguntar como foi.
Na banca de frutas todos perguntam por meu marido, pois, antes de adoecer era ele quem fazia a feira.
Vi os tomates holandeses que amo de paixão. Tratei de comprar uma bandejinha. Pequeninos, devem estar muito doces.
Na banca de queijos a Judite estava de bom humor e veio conversar coigo. Quer saber do meu marido. Ela ficou viuva faz uns 2 anos. O Guiseppe teve o fígado transplantado e não resistiu. Uma tristeza.
A banca de peixe estava lotada, mas consegui boas postas de cação, para atender ao pedido do meu doentinho.
Deixei as compras em casa e saí com o Baltazar. Andamos bastante, mas, por mim, sem parar, eu teria andado o dobro. Muita necessidade de gastar energia. Ele para em todos os postes, todos os matinhos e não pode ver um cachorro que já me puxa para dar a cheiradinha básica.
Voltamos para casa e guardei as compras.
Cadê as mixiricas? Eu sei que é mexirica, mas não gosto da forma correta. Voltei à feira e encontrei duas amigas queridas. Conversamos um pouquinho, peguei minhas mixiricas e retornei, desesperada para me sentar num lugar e ficar por horas a nada fazer.
Marido saiu do banho e fiz os curativos nas pernas dele.
Ele pediu comida no restaurante Vecchia Roma.
Já comemos, já dei ordem na cozinha e cá estou, a escrever tontices, para recomeçar a usar meu blog querido.
Vou tirar minha soneca, agora. Fui.
Elza
quinta-feira, maio 23, 2013
JF estou aqui
Meu amigo JF perguntou por onde eu andava.
Eu queria manter o silêncio, mas a pergunta foi instigante demais.
Estou aqui, meu caro, cuidando do maridinho doente.
Estou me esmerando como companheira, enfermeira, cuidadora e tentando advogar nos intervalos.
Ele está bem melhor e, amanhã passarei o dia na Justiça.
Bj querido amigo. Venha sempre e me cutuque, pois, só assim virei aqui para escrever alguma coisa. Já amei muito esse blog.
Elza
Eu queria manter o silêncio, mas a pergunta foi instigante demais.
Estou aqui, meu caro, cuidando do maridinho doente.
Estou me esmerando como companheira, enfermeira, cuidadora e tentando advogar nos intervalos.
Ele está bem melhor e, amanhã passarei o dia na Justiça.
Bj querido amigo. Venha sempre e me cutuque, pois, só assim virei aqui para escrever alguma coisa. Já amei muito esse blog.
Elza
sexta-feira, fevereiro 01, 2013
Li no Estadão
Mensalão, ainda:
Procurador deve enviar a SP denúncia de Valério contra Lulla
Alguém acredita que essa denuncia será apurada?
Alguém acredita que esse desdedado será acusado de alguma coisa?
Nasci ontem, sabe...
Elza
Procurador deve enviar a SP denúncia de Valério contra Lulla
Alguém acredita que essa denuncia será apurada?
Alguém acredita que esse desdedado será acusado de alguma coisa?
Nasci ontem, sabe...
Elza
quarta-feira, janeiro 30, 2013
Pergunta intrigante
- Doutora, diga-me uma coisa, a senhora aprendeu mais com seus erros ou com seus acertos?
Foi essa pergunta que um jovem advogado me fez no balcão de uma das varas do trabalho de São Paulo, ontem.
Eu sei a resposta, e você?
Bjs. Elza
sexta-feira, dezembro 21, 2012
Sentimentos
Dia lindo. Céu azul com poucas nuvens. Brisa deliciosa. Cachorro aos meus pés e gata sobre a mesa me acompanhando. Maria varrendo a casa e as férias se avizinhando. Presentes de Natal comprados. Arrumação da casa pronta. Torta de sorvete para a ceia encomendada. Já falei com todos os que admiro e amo. Marido saudável e de bom humor está bastante companheiro.
Então, por que essa tristeza? Uma coisa misturada com saudade, com vontade de chorar, num misto de arrependimento e esperança que não sei explicar?
De repente, um desejo de ir ao cemitério e olhar aquela lápide com os nomes de meus pais. Para quê? Eles não estão lá!
Ambos estão na minha memória, no meu DNA, nas minhas atitudes. O que foi sepultado lá era a materia e não o espírito. A matéria eu não posso ver ou tocar.
Sinto falta de armar a árvore de Natal imensa que minha Mãe trazia para casa. Era eu quem colocava os enfeites, os laçarotes, embrulhava os presentes e os arrumava no chão.
Era eu quem escolhia a toalha para a ceia e colocava a mesa com toda pompa e circunstância. Eu lustrava os cristais para ve-los brilhando sobre a mesa. Usava os pratos de gala e os talheres da sala de jantar.
Minha Mãe e a empregada faziam o tender e meu Pai ajudava, pois, era ele quem buscava as frutas e o sorvete.
Ele colocava em envelopes dinheiro para cada um de nós, com cartõezinhos especiais. Amarrava na árvare dias antes da ceia e ficava nos provocando a respeito do valor destinado para cada um.
Na véspera, cada irmão chegava com a familia e agregados e a casa se iluminava. Todos falavam ao mesmo tempo e os presentes era dispostos embaixo da árvore para a distribuição após a ceia.
Todos ajudavam. Uns pegavam o gelo, outros a bebida, os salgadinhos era colocados sobre a mesa de centro e o cheiro de comida invadia a sala.
Fotos eram tiradas e as crianças fazia uma enorme algazarra em volta da árvore e se entupiuam de refrigerantes.
Aos poucos começávamos a falar sobre o Natal e o significado daquela reunião. Lambravamos dos ausentes, ou por estarem com seus familiares mais próximos ou porque já haviam passado para outra vida. Essa era nossa oração.
Cantavamos musicas de Natal e minha Mãe me chamava para ajudar a colocar a comida à mesa. As cunhadas vinham ajudar e todos reunidos, comiamos com muita alegria.
Meus irmãos, muito cheio de gracejos, faziam a alegria da mesa.
Após a ceia, os presentes eram abertos e os envelopes desvendados. Muita risada. Muitos abraços. O espírito está lá, junto de nós e acompanhava meus irmãos e suas familias para casa.
Eu arrumava a sala e deixava a mesa semi pronta para o almoço do dia seguinte. Todos voltariam para dar continuidade à festa. Outros agregados poderiam chegar e participar da nossa confraternização.
É disso que estou saudosa. Sinto falta desse ambiente caloroso, sem brigas, sem inveja, sem maldade. Sinto falta de estar entre os meus.
Hoje sou só. Não tenho familia para reunir o que me deixa com aquele sentimento estranho, misto de saudade, arrependimento, solidão e não sei mais o quê.
Faz anos que frequento festas alheias e nenhuma aquece meu coração.
Elza
Então, por que essa tristeza? Uma coisa misturada com saudade, com vontade de chorar, num misto de arrependimento e esperança que não sei explicar?
De repente, um desejo de ir ao cemitério e olhar aquela lápide com os nomes de meus pais. Para quê? Eles não estão lá!
Ambos estão na minha memória, no meu DNA, nas minhas atitudes. O que foi sepultado lá era a materia e não o espírito. A matéria eu não posso ver ou tocar.
Sinto falta de armar a árvore de Natal imensa que minha Mãe trazia para casa. Era eu quem colocava os enfeites, os laçarotes, embrulhava os presentes e os arrumava no chão.
Era eu quem escolhia a toalha para a ceia e colocava a mesa com toda pompa e circunstância. Eu lustrava os cristais para ve-los brilhando sobre a mesa. Usava os pratos de gala e os talheres da sala de jantar.
Minha Mãe e a empregada faziam o tender e meu Pai ajudava, pois, era ele quem buscava as frutas e o sorvete.
Ele colocava em envelopes dinheiro para cada um de nós, com cartõezinhos especiais. Amarrava na árvare dias antes da ceia e ficava nos provocando a respeito do valor destinado para cada um.
Na véspera, cada irmão chegava com a familia e agregados e a casa se iluminava. Todos falavam ao mesmo tempo e os presentes era dispostos embaixo da árvore para a distribuição após a ceia.
Todos ajudavam. Uns pegavam o gelo, outros a bebida, os salgadinhos era colocados sobre a mesa de centro e o cheiro de comida invadia a sala.
Fotos eram tiradas e as crianças fazia uma enorme algazarra em volta da árvore e se entupiuam de refrigerantes.
Aos poucos começávamos a falar sobre o Natal e o significado daquela reunião. Lambravamos dos ausentes, ou por estarem com seus familiares mais próximos ou porque já haviam passado para outra vida. Essa era nossa oração.
Cantavamos musicas de Natal e minha Mãe me chamava para ajudar a colocar a comida à mesa. As cunhadas vinham ajudar e todos reunidos, comiamos com muita alegria.
Meus irmãos, muito cheio de gracejos, faziam a alegria da mesa.
Após a ceia, os presentes eram abertos e os envelopes desvendados. Muita risada. Muitos abraços. O espírito está lá, junto de nós e acompanhava meus irmãos e suas familias para casa.
Eu arrumava a sala e deixava a mesa semi pronta para o almoço do dia seguinte. Todos voltariam para dar continuidade à festa. Outros agregados poderiam chegar e participar da nossa confraternização.
É disso que estou saudosa. Sinto falta desse ambiente caloroso, sem brigas, sem inveja, sem maldade. Sinto falta de estar entre os meus.
Hoje sou só. Não tenho familia para reunir o que me deixa com aquele sentimento estranho, misto de saudade, arrependimento, solidão e não sei mais o quê.
Faz anos que frequento festas alheias e nenhuma aquece meu coração.
Elza
sábado, dezembro 08, 2012
Coisas de Maria
Conversando com minha amiga Daniela, ficamos sabendo que nossas secretárias do lar são Maria, assim como tantas outras.
As Marias são fantásticas e aos poucos vou contando as histórias delas.
Minha casa está bem cuidada e ela ama os bichos. Cuida do Baltazar e brinca com ele; escova a Thelma e não se esquece da pasta para ajudar a empurrar os pelos que ela come. Cuida de mim e do maridão como se fosse nossa mãe. É comum ela me perguntar o que teremos para o jantar antes de eu tomar o café da manhã. Tenho vontade de jogar o litro de leite nela, mas, me contenho!
A minha Maria chegou me contando que dera uma surra no filho mais velho porque ele não queria ir para a escola. Fiquei uma fera com ela. Isso não é forma de educar. Expliquei, conversei e demonstrei que batendo ela não conseguiria melhor desempenho do garoto, então com 12 anos. Fiquei intrigada por saber que ele não ia para a escola e ficava em casa, quietinho, vendo televisão.
- Maria, traga o garoto aqui que quero conversar com ele.
- Menino, porque vc não quer ir para a escola? O que acontece lá que vc não gosta? Os meninos ficam zoando vc? Vc sabe ler e escrever? Vc entende o que os professores falam?
Pedi para ele ler um texto para mim e percebi a enorme dificuldade dele. Não consegui maiores detalhes.
- Maria, para mim esse menino é DISLEXICO. Ele tem dificuldade de aprendizagem e lê mal. Ele não consegue acompanhar a turma e tem vergonha. Se ele fosse sem vergonha, fugia da escola e ficava na rua. Ele vai para casa.
Ofereci para ela o endereço da Associação dos dislexicos e ela não procurou.
A escola arrumou uma psicóloga para o garoto que, depois de 3 meses diagnosticou: DISLEXIA e, por consequencia, imaturidade.
Estou em tratativas com uma faculdade pra cuidar dele no ano próximo e Maria está toda feliz.
- Dona Elza, a Senhora deveria ser psicóloga!
Puro chute!
A Maria, da Daniela, chegou muito preocupada e disse:
- Doutora, a médica disse que preciso operar a "prosta".
- Maria, você tem 3 filhos e menstrua, de modo quem com certeza você não precisa ser operada da prostata!
- Mas a médica falou, Doutora!
- Deixe-me verificar seus exames, disse Dani, que é médica. Ô Maria, vc tem OVÁRIO POLICISTICO e precisa opera-lo! Não tem "prosta" coisa alguma!
Claro que virou piada e Daniela falou para o marido que Maria precisava operar a "prosta":
- O quê?????????????? Temos um travecão em casa sem sabermos?
Bjs e até a próxima.
As Marias são fantásticas e aos poucos vou contando as histórias delas.
Minha casa está bem cuidada e ela ama os bichos. Cuida do Baltazar e brinca com ele; escova a Thelma e não se esquece da pasta para ajudar a empurrar os pelos que ela come. Cuida de mim e do maridão como se fosse nossa mãe. É comum ela me perguntar o que teremos para o jantar antes de eu tomar o café da manhã. Tenho vontade de jogar o litro de leite nela, mas, me contenho!
A minha Maria chegou me contando que dera uma surra no filho mais velho porque ele não queria ir para a escola. Fiquei uma fera com ela. Isso não é forma de educar. Expliquei, conversei e demonstrei que batendo ela não conseguiria melhor desempenho do garoto, então com 12 anos. Fiquei intrigada por saber que ele não ia para a escola e ficava em casa, quietinho, vendo televisão.
- Maria, traga o garoto aqui que quero conversar com ele.
- Menino, porque vc não quer ir para a escola? O que acontece lá que vc não gosta? Os meninos ficam zoando vc? Vc sabe ler e escrever? Vc entende o que os professores falam?
Pedi para ele ler um texto para mim e percebi a enorme dificuldade dele. Não consegui maiores detalhes.
- Maria, para mim esse menino é DISLEXICO. Ele tem dificuldade de aprendizagem e lê mal. Ele não consegue acompanhar a turma e tem vergonha. Se ele fosse sem vergonha, fugia da escola e ficava na rua. Ele vai para casa.
Ofereci para ela o endereço da Associação dos dislexicos e ela não procurou.
A escola arrumou uma psicóloga para o garoto que, depois de 3 meses diagnosticou: DISLEXIA e, por consequencia, imaturidade.
Estou em tratativas com uma faculdade pra cuidar dele no ano próximo e Maria está toda feliz.
- Dona Elza, a Senhora deveria ser psicóloga!
Puro chute!
A Maria, da Daniela, chegou muito preocupada e disse:
- Doutora, a médica disse que preciso operar a "prosta".
- Maria, você tem 3 filhos e menstrua, de modo quem com certeza você não precisa ser operada da prostata!
- Mas a médica falou, Doutora!
- Deixe-me verificar seus exames, disse Dani, que é médica. Ô Maria, vc tem OVÁRIO POLICISTICO e precisa opera-lo! Não tem "prosta" coisa alguma!
Claro que virou piada e Daniela falou para o marido que Maria precisava operar a "prosta":
- O quê?????????????? Temos um travecão em casa sem sabermos?
Bjs e até a próxima.
quinta-feira, novembro 29, 2012
tenho surdez seletiva, esporádica e conveniente
Nada como viver a vida e aprender com os fatos corriqueiros, não é?
Aprendi a não discutir com ninguém.
Meu irmão dizia que não adianta explicar para quem não vai entender.
Quem não vai entender? Quem perguntou e gerou uma discussão.
Ninguém conseguia tirar meu irmão do sério. Ele não discutia com ninguém. Quando necessário, ele usava de lógica e derrubava o outro.
Muito forte essa postura, mas conveniente.
Eu aprendi a ser surda por conveniência, já que não domino a lógica.
Fale o que quiser que eu só ouço o que me interessa.
Ela é seletiva, por óbvio e, o mais interessante é que é esporádica.
De um momento para outro passo a ouvir, até o canto do passarinho.
Junto dessa surdez maravilhosa, me ocorre lapsos de burrice aguda.
Isso mesmo, não consigo entender o que está sendo dito, especialmente quando se trata de provocação.
Já contei daquele motorista que queria passar na minha frente e foi desastrado nas 4 tentativas e acabei na frente dele? Pois então, bonito, numa BMW toda charmosona, ficou irritado e me chamava de vó, dizia que eu era mal amada e tentou me tirar do sério me chamando de velha.
Fiquei surda diante dos disparates e burra, muito burra. Enviei beijinhos soprados para ele. Sorria como uma verdadeira imbecil e continuei a enviar beijinhos para ele.
Ah ... como é boa a maturidade. A sabedoria me dá muita paz.
Bjs. Elza
Aprendi a não discutir com ninguém.
Meu irmão dizia que não adianta explicar para quem não vai entender.
Quem não vai entender? Quem perguntou e gerou uma discussão.
Ninguém conseguia tirar meu irmão do sério. Ele não discutia com ninguém. Quando necessário, ele usava de lógica e derrubava o outro.
Muito forte essa postura, mas conveniente.
Eu aprendi a ser surda por conveniência, já que não domino a lógica.
Fale o que quiser que eu só ouço o que me interessa.
Ela é seletiva, por óbvio e, o mais interessante é que é esporádica.
De um momento para outro passo a ouvir, até o canto do passarinho.
Junto dessa surdez maravilhosa, me ocorre lapsos de burrice aguda.
Isso mesmo, não consigo entender o que está sendo dito, especialmente quando se trata de provocação.
Já contei daquele motorista que queria passar na minha frente e foi desastrado nas 4 tentativas e acabei na frente dele? Pois então, bonito, numa BMW toda charmosona, ficou irritado e me chamava de vó, dizia que eu era mal amada e tentou me tirar do sério me chamando de velha.
Fiquei surda diante dos disparates e burra, muito burra. Enviei beijinhos soprados para ele. Sorria como uma verdadeira imbecil e continuei a enviar beijinhos para ele.
Ah ... como é boa a maturidade. A sabedoria me dá muita paz.
Bjs. Elza
sábado, novembro 24, 2012
Duvida
Por que o caso Eliza Samudio ficou tão importante?
Quem foi essa garota? Uma mocinha pobre que saiu do interior e engravidou de um goleiro inexpressivo, mas que jogava num time grande.
Ela era a chamada Maria Chuteira e ele, um jovem de origem humilde que ganhou muito dinheiro e não sabia o que fazer com ele, mas não queria sustentar o filho que gerou.
Os requintes de crueldade descritos por um menino, que foi assassinado, chocaram a todos nós. Todavia, o corpo de Eliza não foi encontrado e os requintes de crueldade não foram comprovados.
Por que esse crime tomou as manchetes dos jornais? Será que para tentar encobrir as condenações do mensalão?
Elza
Quem foi essa garota? Uma mocinha pobre que saiu do interior e engravidou de um goleiro inexpressivo, mas que jogava num time grande.
Ela era a chamada Maria Chuteira e ele, um jovem de origem humilde que ganhou muito dinheiro e não sabia o que fazer com ele, mas não queria sustentar o filho que gerou.
Os requintes de crueldade descritos por um menino, que foi assassinado, chocaram a todos nós. Todavia, o corpo de Eliza não foi encontrado e os requintes de crueldade não foram comprovados.
Por que esse crime tomou as manchetes dos jornais? Será que para tentar encobrir as condenações do mensalão?
Elza
terça-feira, outubro 23, 2012
Do Amor III
Eu já disse que não sei o que o amor.
Acho, também, que não sei amar.
Apesar disso, tenho sentimentos que chamo de amor, por pura IGNORÂNCIA.
Penso comigo que não basta dizer "te amo" como eu ouço nos filmes americamos.
Do nada e sem pertencer ao contexto, alguém diz para alguém "eu te amo".
Acho que amar é mais do que uma declaração simples e vazia.
Penso que amar é um ato que tem diversas nuances, inclusive envolvimento e comprometimento com o outro.
Para mim, quem ama cuida, estimula, protege, ampara, compartilha.
Não é porque ama que tem que ficar junto, mas tem que dar noticias. Tem que respeitar as fragilidades do outro e, antes de mais nada, se respeitar sempre e sempre.
Amar não pode ser apenas um verbo.
Dizer que ama é vazio, oco e sem sentido se não há atitude amorosa.
Ouvir esse "eu te amo" a qualquer momento é besteira. Vale mais um gesto de proteção, um dar-se, ou sei lá o quê, do que uma frase fácil e digerivel.
Por que estou falando tanto em amor?
Simples, estou me sentindo mal amada por pessoas que eu pensei que me tivessem em boa conta. Pessoas que se reunem sem mim, pessoas que se comunicam entre si e nunca tem tempo para mim; pessoas que fazem parte do meu sangue e que esqueceram meu telefone.
Minha ficha caiu de repente, pois, eu não sabia desse relacionamento íntimo deles e da minha exclusão.
Uma bomba explodiu dentro do meu coração e ele está aos pedaços.
O pior é que uma dessas declarações vazias e sem sentido chegou a mim e me deixou revoltada o que só piorou minha mágoa.
Amor se conquista e fui incapaz.
Elza
sábado, outubro 20, 2012
Do amor II
Conversando com um amigo o esclarecimento para minha angustia chegou: familia nós não escolhemos, amigos, sim.
Ele me disse que só gosta de quem gosta dele.
Dificil, para mim.
Eu gosto.
Impossivel viver de retornos, mas também não quero sofrer pela falta deles.
Muitos anos passados precisei emparedar meus sentimentos por uma pessoa que deveria ser a mais importante da minha vida. Sofri muitissimo.
Estou vivendo a segunda etapa desse processo. Desta vez as pessoas não tem a mesma importância.
Ninguém disse que viver seria fácil.
Elza
Ele me disse que só gosta de quem gosta dele.
Dificil, para mim.
Eu gosto.
Impossivel viver de retornos, mas também não quero sofrer pela falta deles.
Muitos anos passados precisei emparedar meus sentimentos por uma pessoa que deveria ser a mais importante da minha vida. Sofri muitissimo.
Estou vivendo a segunda etapa desse processo. Desta vez as pessoas não tem a mesma importância.
Ninguém disse que viver seria fácil.
Elza
quarta-feira, outubro 17, 2012
Do amor
Amor eu não sei o que é.
Sei que parece um sentimento misturado com tristeza, alegria, do qual se espera felicidade constante e inatingível.
Amor não se pede, não se compra e nem se empresta. Para que ele não pereça deve ser alimentado com fortes doses de carinho, respeito; compreensão e paciência.
Estou falando em amor e não no sentimento que leva um casal a se unir, pois, nesse sentimento também está envolvido o desejo físico.
Falo no amor de irmãos, entre pais e filhos, entre tios e sobrinhos; entre primos e assim por diante. Sempre pensei que esse amor fosse incondicional e espontâneo.
A inocente aqui pensou, durante muitos anos, que bastava serem primos para se gostarem e se tratarem bem; tios e sobrinhos se gostavam do nada; irmãos eram unidos e únicos.
Balela!
Amor é conquista diária, é dação sem fim.
No entanto, não existe reciprocidade e não é verdade que só é possível amar quem nos ama.
Quando se ama há respeito e dedicação ao ser amado. Sem respeito não há amor. Sem demonstrações de querer bem também não há amor que resista.
Não estou deprimida, apenas acabei de desistir de três pessoas que eu amo e que não me amam.
Demorou muitos anos para eu perceber que essas pessoas não me apreciam e estou um tanto triste. Tenho dificuldade de lidar com a rejeição, e com a verdade de ser desconhecida e desnecessária para essas pessoas, especialmente porque ainda não as deixei de amar.
Vamos em frente. Nada como um dia atras do outro.
Elza
domingo, setembro 02, 2012
Bolo de maçã
Faz tempo que venho lutando para fazer um bolo bonito e gostoso.
Errava feio!
Ora ficava cru, ora torrava, ora batumava ...
Nada de acertar.
Até bolo de caixinha eu consegui errar!!!
Como sou razoavelmente inteligente, tratei de analisar o que estava acontecendo e concluí que minha assadeira é pequena para massa de bolo e que estava colocando o forno em tempeatura errada.
Fiz a seguinte receita:
3 ovos
2 xícaras de açúcar
2 xícaras de farinha de trigo
1 1/2 xícaras de óleo
1 colher de fermento para bolo
1 pitada de sal
Uva passa e canela ( se quiser) Não coloquei
Quando estava colocando a massa na forma despejei um tanto numa forma menor e a maior parte na forma de furo no meio.
Outra coisa, aqueci muito bem o forno antes de iniciar o processo de assar e, deixei o forno quente para o bolo crescer e depois baixei a temperatura para 180ºC.
Meu bolo ficou perfeito e é muito saboroso.
Elza
Errava feio!
Ora ficava cru, ora torrava, ora batumava ...
Nada de acertar.
Até bolo de caixinha eu consegui errar!!!
Como sou razoavelmente inteligente, tratei de analisar o que estava acontecendo e concluí que minha assadeira é pequena para massa de bolo e que estava colocando o forno em tempeatura errada.
Fiz a seguinte receita:
Bolo de maçã
3 maçãs vermelhas3 ovos
2 xícaras de açúcar
2 xícaras de farinha de trigo
1 1/2 xícaras de óleo
1 colher de fermento para bolo
1 pitada de sal
Uva passa e canela ( se quiser) Não coloquei
Descascar as maçãs e colocar as cascas no liquidificador com
os ovos e o óleo; à parte, misturar os
ingredientes secos; picar as maçãs, juntar ao creme obtido no
liquidificador.
Misturar tudo e levar para assar em forma untada.
Pode ser também forma
de buraco.Quando estava colocando a massa na forma despejei um tanto numa forma menor e a maior parte na forma de furo no meio.
Outra coisa, aqueci muito bem o forno antes de iniciar o processo de assar e, deixei o forno quente para o bolo crescer e depois baixei a temperatura para 180ºC.
Meu bolo ficou perfeito e é muito saboroso.
Elza
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Elza Maria sempre em busca de respostas. Paradoxal, curiosa, inteligente, crítica, observadora, sentimental, habilidosa, amorosa, sensível, disciplinada e um montão de outras coisas. Ser humano normal, comum, mediano, mas que gosta de escrever e está no quarto blog.
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