Sexta-feira, Março 02, 2012
Surpresa
Nunca imaginei que aquela iniciativa de juntar as colegas de ginásio depois de 45 anos separadas poderia gerar o movimento caloroso e constante que gerou.
O destino colocou 3 das 4 colegas que residem fora de São Paulo, ao memo tempo, na cidade.
Coincidentemente, recebi e.mail de uma, que pouco frequenta nossas reuniões, me pedindo para marcar alguma coisa, pois, ela estava com saudade.
Conversei com as "estrangeiras" e marquei uma pizzada.
Avisei, sem maiores cuidados às demais, que no dia 29, às 20h estaríamos na pizzaria e quem quisesse ir era bem vinda. Caso pudesse me avisar, melhor, pois, eu reservaria mesa.
Marquei sem grandes cuidados, sem organização e sem contar com a maioria. O calor muito forte, meio de semana, todas ou quase trabalham...
Dezessete colegas foram e 4 avisaram de última hora que impedimentos houve e não compareceram.
Uma, que nem se manifestou, apareceu e disse que ficaria "só um pouquinho", acabou saindo junto com o bando, depois de comer, o que nos surpreendeu, dados os problemas estomacais que ela desenvolveu ao longo da vida! No dia imediato passou por uma endoscopia ...
Outra que avisou que "daria uma passadinha" ficou, comeu, bebeu, fotografou, e se divertiu até o fim!
Meus "macaquinhos" do sótão estão soltos e felizes da vida. O encontro foi delicioso e todas se divertiram muito, inclusive eu. Do meu ponto de vista essa pizzada foi a reunião mais alegre e descontraída de todas. Eu designei data e local. Não me dei ao trabalho de consultar ninguém, como fiz das outras vezes.
Na pizzaria, eu escolhi as pizzas que foram servidas.
Algumas me chamam de Mamma e eu sei porque. Escolho, determino, aparto desentendimentos, acolho os chororos ...
No final, o gerente da casa mandou de presente para nós uma torta holandesa deliciosa.
Cheguei em casa antes da meia-noite, feliz e descontraída. Contente comigo e com o grupo.
Ver a turma reunida mais uma vez me enche de realização, pois, não fosse aquele encontro com a Clô, dentro da escola, por causa de eleições para governador de Estado, nada disso teria acontecido.
Aquele encontro me permitiu entrar nas memórias remotas e redescobrir a adolescente dentro de mim; aguçou minha capacidade de olhar as pessoas como elas de fato são; permitiu-me desenvolver novas amizades a partir de antigos conhecimentos. Não digo que foi resgate, mas tem sido um reviver de emoções e uma descoberta de novas sensações.
Alguma colega me disse que eu sempre fui divertida e irônica. Outra me disse que sempre tive olhar arguto e preciso, mas que eu tinha um enorme defeito: falava o que via! Aos poucos descubro como cada uma me via e, confesso, estou encantada.
Assim que eu carregar meu telefone, baixo as fotos e escolho uma bem bonita para colocar aqui. Essa foi batida pela filha da dona da casa. Estou bem no meio, no chão, de blusa vermelha.
Bjs. Elza
O destino colocou 3 das 4 colegas que residem fora de São Paulo, ao memo tempo, na cidade.
Coincidentemente, recebi e.mail de uma, que pouco frequenta nossas reuniões, me pedindo para marcar alguma coisa, pois, ela estava com saudade.
Conversei com as "estrangeiras" e marquei uma pizzada.
Avisei, sem maiores cuidados às demais, que no dia 29, às 20h estaríamos na pizzaria e quem quisesse ir era bem vinda. Caso pudesse me avisar, melhor, pois, eu reservaria mesa.
Marquei sem grandes cuidados, sem organização e sem contar com a maioria. O calor muito forte, meio de semana, todas ou quase trabalham...
Dezessete colegas foram e 4 avisaram de última hora que impedimentos houve e não compareceram.
Uma, que nem se manifestou, apareceu e disse que ficaria "só um pouquinho", acabou saindo junto com o bando, depois de comer, o que nos surpreendeu, dados os problemas estomacais que ela desenvolveu ao longo da vida! No dia imediato passou por uma endoscopia ...
Outra que avisou que "daria uma passadinha" ficou, comeu, bebeu, fotografou, e se divertiu até o fim!
Meus "macaquinhos" do sótão estão soltos e felizes da vida. O encontro foi delicioso e todas se divertiram muito, inclusive eu. Do meu ponto de vista essa pizzada foi a reunião mais alegre e descontraída de todas. Eu designei data e local. Não me dei ao trabalho de consultar ninguém, como fiz das outras vezes.
Na pizzaria, eu escolhi as pizzas que foram servidas.
Algumas me chamam de Mamma e eu sei porque. Escolho, determino, aparto desentendimentos, acolho os chororos ...
No final, o gerente da casa mandou de presente para nós uma torta holandesa deliciosa.
Cheguei em casa antes da meia-noite, feliz e descontraída. Contente comigo e com o grupo.
Ver a turma reunida mais uma vez me enche de realização, pois, não fosse aquele encontro com a Clô, dentro da escola, por causa de eleições para governador de Estado, nada disso teria acontecido.
Aquele encontro me permitiu entrar nas memórias remotas e redescobrir a adolescente dentro de mim; aguçou minha capacidade de olhar as pessoas como elas de fato são; permitiu-me desenvolver novas amizades a partir de antigos conhecimentos. Não digo que foi resgate, mas tem sido um reviver de emoções e uma descoberta de novas sensações.
Alguma colega me disse que eu sempre fui divertida e irônica. Outra me disse que sempre tive olhar arguto e preciso, mas que eu tinha um enorme defeito: falava o que via! Aos poucos descubro como cada uma me via e, confesso, estou encantada.
Assim que eu carregar meu telefone, baixo as fotos e escolho uma bem bonita para colocar aqui. Essa foi batida pela filha da dona da casa. Estou bem no meio, no chão, de blusa vermelha.
Bjs. Elza
Terça-feira, Fevereiro 28, 2012
Vejo por aí
Saio com o Baltazar quase todos os dias do ano e ando pelas calçadas passarinhadas do meu bairro à toa, sem rumo e muitas vezes sem lenço, sem documento ou telefone celular.
Observo as lojas que são fechadas e são reformadas e depois reabertas.
Sei os pontos em que não adianta montar negócio algum, pois, micados.
Acabo conhecendo pessoas que também passeiam cachorros e obtenho noticias às vezes velhas, mas nem por isso menos importantes.
Noutro dia soube que uma senhora muito linda e simpática suicidou-se. Fiquei muito chocada, embora eu suspeitasse que esse havia sido seu fim há mais de três anos.
Fiquei sabendo que a dona da loja é dona do imóvel e resolveu viver do aluguel que lhe dá mais renda e prazer.
Aquela senhorinha está em sérias dificuldades financeiras e devendo para toda a familia porque seu imóvel ainda não foi desocupado pelos sem teto.
Aquela outra sofreu acidente de automóvel na estrada. Quebrou diversos ossos, teve parada respiratória e cardiaca. Sobreviveu depois de meses de cirurgias e internações. Ficou viuva em decorrência desse evento. Nova, bonita e hoje, só tem o cachorro por companhia.
E assim eu converso e fico sabendo das coisas. Nem preciso perguntar. As pesoas estão muito sós e carentes. Conversam e contam suas particularidades para uma perfeita estranha com a maior naturalidade!
Meu bairro me encanta.
Bjs. Elza
Observo as lojas que são fechadas e são reformadas e depois reabertas.
Sei os pontos em que não adianta montar negócio algum, pois, micados.
Acabo conhecendo pessoas que também passeiam cachorros e obtenho noticias às vezes velhas, mas nem por isso menos importantes.
Noutro dia soube que uma senhora muito linda e simpática suicidou-se. Fiquei muito chocada, embora eu suspeitasse que esse havia sido seu fim há mais de três anos.
Fiquei sabendo que a dona da loja é dona do imóvel e resolveu viver do aluguel que lhe dá mais renda e prazer.
Aquela senhorinha está em sérias dificuldades financeiras e devendo para toda a familia porque seu imóvel ainda não foi desocupado pelos sem teto.
Aquela outra sofreu acidente de automóvel na estrada. Quebrou diversos ossos, teve parada respiratória e cardiaca. Sobreviveu depois de meses de cirurgias e internações. Ficou viuva em decorrência desse evento. Nova, bonita e hoje, só tem o cachorro por companhia.
E assim eu converso e fico sabendo das coisas. Nem preciso perguntar. As pesoas estão muito sós e carentes. Conversam e contam suas particularidades para uma perfeita estranha com a maior naturalidade!
Meu bairro me encanta.
Bjs. Elza
Sábado, Fevereiro 18, 2012
Carnaval
Já gostei de carnavel. Ia aos bailes do clube e cantava e dançava sem parar, movida a guaraná.
Com o tempo, a farra deixou de me agradar e nunca mais me interessei. Nem pela TV eu apreciava ver as escolas de samba.
Por curto período de tempo assisti algumas escolas do Rio e gostei.
O tempo passa e tudo está como na última vez que perdi meu precioso tempo para assistir a um desfile: letras das músicas incompreensíveis; batuque ensurdecedor, mulheres peladas ou semi-nuas; penas e mais penas por todos os lados; passistas com o mesmo passo; carros alegóricos imensos e cheios de luzes ...
Tanto aqui em São Paulo como no Rio, o princípio é o mesmo e a chatice, também.
Não vejo inovação. Não vejo o povo se divertir. Não vejo espontaneidade nessas escolas de samba.
Em Salvador a coisa ficou estranha. Os turistas colocam um abadá e saem correndo atras de trios elétriocos pelas ruas, sem conhecer as músicas e sem saber sambas ou dançar axé. Todos protegidos por cordões de seguranças. Em volta do cordão de seguranças, do lado de fora dele, o povo anda e bebe e beija.
Suor e mau cheiro não faltam.
No Recife e em Olinda a organização não chegou e não acabou com o carnaval do povo. Os baianos estão migrando para lá, já que a secretaria de turismo acabou com o que era divertido em Salvador.
Fico aqui no meu canto fazendo pão, lendo e estudando um pouco. Tomo meu sol lá no canto do prédio e espero que essa folia acabe logo para que eu recupere o ritmo de minha vida.
Divirtam-se.
Elza
Com o tempo, a farra deixou de me agradar e nunca mais me interessei. Nem pela TV eu apreciava ver as escolas de samba.
Por curto período de tempo assisti algumas escolas do Rio e gostei.
O tempo passa e tudo está como na última vez que perdi meu precioso tempo para assistir a um desfile: letras das músicas incompreensíveis; batuque ensurdecedor, mulheres peladas ou semi-nuas; penas e mais penas por todos os lados; passistas com o mesmo passo; carros alegóricos imensos e cheios de luzes ...
Tanto aqui em São Paulo como no Rio, o princípio é o mesmo e a chatice, também.
Não vejo inovação. Não vejo o povo se divertir. Não vejo espontaneidade nessas escolas de samba.
Em Salvador a coisa ficou estranha. Os turistas colocam um abadá e saem correndo atras de trios elétriocos pelas ruas, sem conhecer as músicas e sem saber sambas ou dançar axé. Todos protegidos por cordões de seguranças. Em volta do cordão de seguranças, do lado de fora dele, o povo anda e bebe e beija.
Suor e mau cheiro não faltam.
No Recife e em Olinda a organização não chegou e não acabou com o carnaval do povo. Os baianos estão migrando para lá, já que a secretaria de turismo acabou com o que era divertido em Salvador.
Fico aqui no meu canto fazendo pão, lendo e estudando um pouco. Tomo meu sol lá no canto do prédio e espero que essa folia acabe logo para que eu recupere o ritmo de minha vida.
Divirtam-se.
Elza
Domingo, Fevereiro 12, 2012
Familia
Como é bom estar entre as pessoas de meu sangue, a quem amo tanto.
Como é bom ser chamada para comemorar o aniversário de uma querida.
Como é bom ser lembrada para conhecer a bebê recem nascida.
Como é bom quebrar a rotina e passar algumas horas com outros queridos.
Falamos de tudo e de nada. Rimos e nos divertimos apenas porque estamos juntos.
Só quem já perdeu e reencontrou os seus próximos pode avaliar a sensação de paz e de segurança que advem desses encontros.
Procuro falar o mínimo e ouvir ao máximo as vozes e os risos.
Guardo no fundo de minha alma e trancados na minha memória os sons e a sensação deliciosa de pertencer a um clã.
O meu cantinho é só meu e repleto de fotos e lembranças dessas pessoas importantes.
Elza
Como é bom ser chamada para comemorar o aniversário de uma querida.
Como é bom ser lembrada para conhecer a bebê recem nascida.
Como é bom quebrar a rotina e passar algumas horas com outros queridos.
Falamos de tudo e de nada. Rimos e nos divertimos apenas porque estamos juntos.
Só quem já perdeu e reencontrou os seus próximos pode avaliar a sensação de paz e de segurança que advem desses encontros.
Procuro falar o mínimo e ouvir ao máximo as vozes e os risos.
Guardo no fundo de minha alma e trancados na minha memória os sons e a sensação deliciosa de pertencer a um clã.
O meu cantinho é só meu e repleto de fotos e lembranças dessas pessoas importantes.
Elza
Domingo, Fevereiro 05, 2012
Mais uma vez CAPEMI
Pessoas queridas que visitam esse blog quase abandonado,
Estou estarrecida com o que recebo de mensagens a respeito desse golpe que se espalhou pelo Brasil. Já recebi mensagens de diversos Estados da nação e a estratégia é sempre a mesma:
um aerograma informa que o incauto tem dinheiro para receber em razão de um processo, mas, para levantar o dinheiro tem que depositar as "custas" e despesas com advogado.
A pessoa deposita e nunca mais ouve falar no grupo. Os telefones cedidos são desligados e tudo desaparece...]
Além disso, o que está ocorrendo é o USO INDEVIDO DE NOMES DE PESSOAS SÉRIAS e direitas, que não participam do golpe e se veem envolvidas nesse estelionado. A quadrilha usa nomes verdadeiros de advogados, sendo que esses, NÃO ESTÃO ENVOLVIDOS COM A FALCATRUA.
Cuidado!
Ao receber esse aerograma vá à Delegacia de Policia mais próxima e faça lavrar Boletim de Ocorrência!
JAMAIS DEPOSITE O DINHEIRO SOLICITADO!
Abç. Elza
Quinta-feira, Dezembro 22, 2011
Feliz Vida
NÃO VOU LHE DESEJARUM FELIZ ANO NOVO. Não vou desejar que nesse ano encontre paz e felicidade permanentes. Não vou desejar que supere todas as suas metas e vença todos os desafios, encontre alegria no amor, fique rico e seja sempre a pessoa mais lindae simpática do planeta (mas vou desejar saúde. Porque com saúde não se brinca). Não vou desejar que 2012 seja o melhor ano de todos os anos de sua vida. 365 dias é muito pouco para todas as conquistas, todos os desafios e tudo o mais que deseja fazer, ser e ter. Esse ano, quero desejar outra coisa. Desejo que se lembre de todas as conquistas que teve. Que olhe para trás e veja tudo o que foi aprendido, se lembre de todas as pessoas que apoiaram e quem você foi em todas essas situações. Que determine a vida que quer levar. De repente não é a que está levando agora, a que seus pais querem que leve. Ou seu amor. Ou seus amigos. Ou sua comunidade. Pare e pense na vida que você quer ter. Escolha as pessoas que lhe acompanharão. Aquelas que agregam, que lhe dão apoio em todos os momentos. Escolha as que querao seu lado e querem estar ao seu lado. Descubra o que lhe dá prazer e trabalhepara que seja constante em seu dia-a-dia.Faça o que você ama e ame o que faz. Reconheça as características pessoais que não gosta e aprenda a mudá-las (ou aceitá-las). Você pode ser uma pessoa melhor todos os dias. Por que quem você quer ser já está dentro de você. Então, procure. Insista e não desista. Sim, um ano inteiro é muito pouco para tantos desejos. Então, vamos lá. Procure dentro de você a força que precisa. Suspire fundo. Comece. Agora. Sua vida está esperando. Feliz vida para você.
Sábado, Outubro 29, 2011
CAPEMI E OUTROS ESTELIONATOS
Fico boquiaberta com a quantidade de comentários que o post sobre a CAPEMI recebe. O golpe continua a ser disseminado pelo País.
Pessoas e pessoas recebem aquela ridícula carta com informações absurdas e mentirosas sobre processos inexistentes, e POR PURA GANÂNCIA, caem no golpe. Nem se preocupam em conferir os dados e, depois de perderem seu rico e suado dinheiro, dão o caso por perdido e fica o dito pelo não dito!
Esse é o país das pessoas espertas e que não abrem mão de dinheiro fácil, seja lá a origem que tiver.
Elza
Pessoas e pessoas recebem aquela ridícula carta com informações absurdas e mentirosas sobre processos inexistentes, e POR PURA GANÂNCIA, caem no golpe. Nem se preocupam em conferir os dados e, depois de perderem seu rico e suado dinheiro, dão o caso por perdido e fica o dito pelo não dito!
Esse é o país das pessoas espertas e que não abrem mão de dinheiro fácil, seja lá a origem que tiver.
Elza
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Perfil
Elza Maria sempre em busca de respostas. Paradoxal, curiosa, inteligente, crítica, observadora, sentimental, habilidosa, amorosa, sensível, disciplinada e um montão de outras coisas. Ser humano normal, comum, mediano, mas que gosta de escrever e está no quarto blog.
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