domingo, junho 15, 2014
Esse abandono é que me mata
Coitado desse blog.
Está aqui, sozinho, abandonado, sem movimento, apenas esperando que eu o acione para escrever para meus amigos.
Ele nem imagina que os amigos cansaram de vir aqui e encontrarem mensagem velha e ultrapassada e acabaram por desistir. Fizeram muito bem.
Enquanto o jogo da França come solto na TV, nessa malfadada Copa do Mundo, com meu marido cochilando na frente, cansei de fazer quabra-cabeça pelo Google; Baltazar dorme enrolado aqui pertinho e Thelma Louise escondeu-se por aí. Estou com frio.
Esse frio vem de dentro; da desesperança; do medo; da angustia incontrolável; da enorme vontade de enfiar a cabeça num lugar escuro para não ver o que está acontecendo com meu marido.
Inchado a ponto de o rosto ficar deformado; lábio inferior caído; pés muito escuros e com bolhas que parecem espinhas, de tamanhos variados.
A sede que ele sente é imensa e acredito que seja da doença. Ele não pode tomar água, mas não consegue se controlar e tenho dó de cercear.
A divisão interna aparece. Enquanto me acho irresponsável por não coibir o consumo de água, não sei como coibir. Ele implora como criança para tomar água e negar é a coisa mais difícil que existe!
Não consigo nem chorar, mas o medo é imenso.
Elza
Está aqui, sozinho, abandonado, sem movimento, apenas esperando que eu o acione para escrever para meus amigos.
Ele nem imagina que os amigos cansaram de vir aqui e encontrarem mensagem velha e ultrapassada e acabaram por desistir. Fizeram muito bem.
Enquanto o jogo da França come solto na TV, nessa malfadada Copa do Mundo, com meu marido cochilando na frente, cansei de fazer quabra-cabeça pelo Google; Baltazar dorme enrolado aqui pertinho e Thelma Louise escondeu-se por aí. Estou com frio.
Esse frio vem de dentro; da desesperança; do medo; da angustia incontrolável; da enorme vontade de enfiar a cabeça num lugar escuro para não ver o que está acontecendo com meu marido.
Inchado a ponto de o rosto ficar deformado; lábio inferior caído; pés muito escuros e com bolhas que parecem espinhas, de tamanhos variados.
A sede que ele sente é imensa e acredito que seja da doença. Ele não pode tomar água, mas não consegue se controlar e tenho dó de cercear.
A divisão interna aparece. Enquanto me acho irresponsável por não coibir o consumo de água, não sei como coibir. Ele implora como criança para tomar água e negar é a coisa mais difícil que existe!
Não consigo nem chorar, mas o medo é imenso.
Elza
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Elza Maria sempre em busca de respostas. Paradoxal, curiosa, inteligente, crítica, observadora, sentimental, habilidosa, amorosa, sensível, disciplinada e um montão de outras coisas. Ser humano normal, comum, mediano, mas que gosta de escrever e está no quarto blog.
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4 comentários:
Ai Elza,
fico triste por vocês, sei o que é o marido sentir sede e a gente ter que negar porque é pior para ele, a gente morre por dentro, a cada minuto um pouquinho. Não sei a doença que teu marido tem, mas não importa, só os dados que você passou aqui neste post, dá pra a gente sentir o sufoco. Olha menina, não esquece de ti, você não pode cair, lembre-se disso. Escreva, lance suas mágoas para fora de seu corpo, tudo é válido para a gente recarregar as baterias e enfrentar a guerra. Mas saiba de antemão... acredite, um dia a paz virá. Mas por enquanto, aguente firme, procure alguma distração, alivie sua mente. Se eu pudesse, estaria aí com você, segurando sua mão. Sei o que é doença, já caminhei nessa estrada. Bjs
Marli
Blog da Marli
Elza, querida amiga blogueira. Numa situação dessas, bem que a gente gostaria de dizer as palavras certas de consolo. Só que não existe receita para isso. Força, amiga! Do lado de cá, fazemos parte da corrente positiva, na torcida para que logo tudo se resolva e a tranquilidade volte para vocês.
Abração.
Marly, cara amiga, obrigada pelas palavras. Senti um calor vindo do seu lado e aqueceu meu coração. Bj. Elza
JF, meu caro, que saudade! Que bom que vc me lê, ainda. São poucos os amigos daquela era fabulosa de troca de mensagens e muito movimento nos blogs, que sobraram no blog. Muitos migraram para o facebook. Não sei de onde vem a força necessária para levar esse momento difícil, mas ela está aqui, presente e me segurando. Bjs
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