quarta-feira, fevereiro 13, 2008

PostHeaderIcon Explicações para meus amigos

Acho muito estranho esse período, chamado de experiência, porque quem o propõe fica analisando o outro. nos mais mínimos detalhes e de lambuja, observa a competência.

Quem faz a proposta de passar por período de experiência também está sendo testado, mas nem sempre se lembra do fato.

Tudo isso eu disse, porque fui convidada para trabalhar no escritório de um amigo. Desde o primeiro dia a sócia foi reticente, resistente e demonstrou que não estava de acordo. Ela propôs um período de "namoro" no qual eu desenvolveria alguns trabalhos para eles, sem compromisso de estar lá nas instalações e recebendo como "free".

Aceitei e ela permaneceu muda por mais de 2 meses.

Ele me chamou para desenvolver dois trabalhos importantes e, para tanto, fiquei interna, no escritório, por 4 dias seguidos.Nesse período ele entrou na sala e disse que queria que eu ficasse.

A sócia é daquele tipo invasivo que se intromete na conversa alheia, fala alto e não demonstra a menor cordialidade. Manipuladora, manda e desmanda nele.

Nesses 4 dias tive a experiência de como seria a relação: bastava ele sair do escritório e ela demonstrava que me queria pelas costas. Ela procurou e achou um meio de me descartar quando ele viajou no carnaval: retirou o serviço que ele me passara e colocou um ponto final na questão. Nem considerou que eu receberia por aquele serviço e que me retirara renda!

Quando ele voltou, me procurou e eu disse que a mensagem da sócia tinha sido muito clara e que meu papel não é de desagregar nem de criar problemas. Contei superficialmente os atos dela e, ele insistiu para que eu fosse lá conversar com ele. Usou essa expressão:
- AINDA dá para conversar com você?

Eu deveria ter dito que não iria. Deveria ter agradecido o convite e encerrado o período de prova, mas, meu desejo de encontrar meu lugar é tão grande que me tirou a frieza e a perspicácia.

A idiota aqui, ainda tinha um fio de esperança de conseguir harmonizar o ambiente.

Antes de ir, telefonei para confirmar e quem atendeu foi o estagiário. Pedi que dissesse ao meu amigo, que estava numa ligação, que me chamasse e, em menos de 5 minutos, ELA, A SÓCIA me ligou nos seguintes termos:
- Aqui é a Doutora ..... pode dizer!
- Quem quer falar comigo é ele...

Outro erro... eu deveria ter dito a ele que não iria porque a moça invadira seara alheia, metera-se numa conversa nossa e que eu não nasci para fazer papel de idiota. Contudo, fui!

Daí para frente foi erro sobre erro.

Ele me disse que eu entendera tudo errado e que a sócia, de fato, me apreciava muito! Ela não fechara qualquer porta para mim... e o estagiário aboletado na cadeira da sala que fora destinada...

Eu deveria ter rido e agradecido muito o papelão que eu estava fazendo. Deveria ter pedido desculpas pela vergonha que eu estava passando por fazer papel de imbecil de carteirinha!

Senti-me péssima e precisei de muitos dias e muitas conversas com diversas pessoas lindas, como a Mariela e a Barbara, além do meu marido, é claro, das mensagens de encorajamento e de carinho de todos os que aqui vieram, para chegar ao meu lugar e me tornar eu mesma, forte e alegre.

Nos poucos dias em que lá estive pude observar alguns erros primários que ela comete na administração do escritório, que ele não está vendo porque encostou o corpo e ela, porque não tem humildade de aceitar ajuda e crítica. É muito jovem e inexperiente, apesar de sócia.

Na verdade, ela jamais me colocou num período de prova. Ela me rejeitou desde o primeiro momento.

Ele também não me pôs em período de prova. Ele me quis desde o começo.

Quem os pôs em prova fui eu que aceitei fazer uns "free" para conhecer o andamento do escritório. Entendi que não posso trabalhar com eles, não só pela resistência de moça ou pela desorganização do espaço, mas também porque eles pagam pouco. Trabalham muito e recebem pouco porque tem medo de conversar com o cliente e pedir aumento de honorários. Estão mal dimensionados e ela prefere contratar uma pessoa menos experiente do que usar do conhecimento e da tarimba ...

Fiquei triste porque tenho que começar a procurar meu espaço, mas, ficou muito claro para mim o que não posso aceitar.

Vamos à luta, meu povo. Há de ter um lugar para mim nesse mundão, ora!

Bjkª da Elza

3 comentários:

Sonia H. disse...

Oi, Elzinha,

Nossa Mãe. É com cada tipo que a gente cruza nessa vida, né.
Mas é verdade o que você disse no final do teu post: há de existir um lugar para você nesse mundão. Existe sim. O desafio é descobrir... sei que não é fácil pois ainda estou buscando o meu também.
Beijos,
Sonia

Anunciação disse...

Vamos à luta,Elzinha!Força!Imagina se essa enojada e esse sem fibra vão te deixar cabisbaixa!Um beijo!

Nóis disse...

Bom, agora entendi um pouco a situação... minha esposa estava passando pela mesma coisa...
Digo estava porque se saiu, foi procurar seu espaço. O que falei pra ela, falo pra você: Haverá sim, em espaço para você e ele que te encontrará.

A oportunidade surge pra quem está preparado... não acredito em sorte nesses casos.

até.

Thelma Louise

Thelma Louise
Minha gatinha querida

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Elza Maria sempre em busca de respostas. Paradoxal, curiosa, inteligente, crítica, observadora, sentimental, habilidosa, amorosa, sensível, disciplinada e um montão de outras coisas. Ser humano normal, comum, mediano, mas que gosta de escrever e está no quarto blog.

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