terça-feira, julho 03, 2012
Reclamando comigo - desabafo
Não aprovo o que está sendo feito.
Não concordo em prolongar a vida de uma pessoa de maneira forçada e artificial.
Não aceito essa tortura lenta gradual e contínua naquele corpo doente, ferido, que já perdeu o controle de si mesmo numa cama curta para sua altura.
A insanidade e a confusão mental tomaram conta de quem deveria ser cuidadora do paciente. A cuidadora e responsavel por ele age de forma incoerente e obtusa. De pessoa inteligente e capaz transformou-se, por causa da dor, em ser inacessível, tapado e até perigoso. Ao mesmo tempo que tem planos pessoais para depois do passamento e, já decidiu pela cremação e ausência de velório, chega na beira da cama, acorda o paciente e diz para ele que o levará para casa.
Deixa de usar de sua capacidade de parar com essa tortura e permite que o paciente receba carga absurda de medicamentos que não tem qualquer efeito sobre aquele corpo, ou está cega e surda e não ouve o que o médico diz?
Interpreta o que lhe é dito como pode, na sua confusão mental?
Tornou-se obsessiva e ilógica. Diz para o paciente que morrerá junto dele e, ao mesmo tempo, que ele está melhor...
Eu não posso fazer nada. Ela está com o cunhado e 2 filhos e, aparentemente, todos tem esperanças, apesar do que o médico disse. Eles me contaram o que o médico falou e, não entenderam nada.
Isso me põe louca. Já vi isso acontecer por ocasião do passamento de meu Pai. Na véspera dele se desligar, o grupo estava fazendo planos para comemorar o Natal com ele em casa... ninguém se liga na realidade e isso me consome! Estou doente de angustia por não poder fazer nada. O doente não é meu, embora, eu seja irmã.
Qualquer atitude minha resultará num rompimento final de algo que é tênue e sutil.
Os envolvidos nessa perversidade agem como se o paciente fosse sair daquela maldita UTI andando e sorrindo e contando piadas e isso está acabando comigo.
Tudo tem limite. Tudo tem inicio, meio e fim.
Pai Amado, luz, por favor, envie muita luz para o cuidador e que ele entenda que não adianta manter o corpo aqui, sem a menor dignidade e com dores.
Pai Eterno, eu peço luz, muita luz para o doente e para que o corpo físico possa descansar enquanto o corpo espírital se eleva.
Elza
Não concordo em prolongar a vida de uma pessoa de maneira forçada e artificial.
Não aceito essa tortura lenta gradual e contínua naquele corpo doente, ferido, que já perdeu o controle de si mesmo numa cama curta para sua altura.
A insanidade e a confusão mental tomaram conta de quem deveria ser cuidadora do paciente. A cuidadora e responsavel por ele age de forma incoerente e obtusa. De pessoa inteligente e capaz transformou-se, por causa da dor, em ser inacessível, tapado e até perigoso. Ao mesmo tempo que tem planos pessoais para depois do passamento e, já decidiu pela cremação e ausência de velório, chega na beira da cama, acorda o paciente e diz para ele que o levará para casa.
Deixa de usar de sua capacidade de parar com essa tortura e permite que o paciente receba carga absurda de medicamentos que não tem qualquer efeito sobre aquele corpo, ou está cega e surda e não ouve o que o médico diz?
Interpreta o que lhe é dito como pode, na sua confusão mental?
Tornou-se obsessiva e ilógica. Diz para o paciente que morrerá junto dele e, ao mesmo tempo, que ele está melhor...
Eu não posso fazer nada. Ela está com o cunhado e 2 filhos e, aparentemente, todos tem esperanças, apesar do que o médico disse. Eles me contaram o que o médico falou e, não entenderam nada.
Isso me põe louca. Já vi isso acontecer por ocasião do passamento de meu Pai. Na véspera dele se desligar, o grupo estava fazendo planos para comemorar o Natal com ele em casa... ninguém se liga na realidade e isso me consome! Estou doente de angustia por não poder fazer nada. O doente não é meu, embora, eu seja irmã.
Qualquer atitude minha resultará num rompimento final de algo que é tênue e sutil.
Os envolvidos nessa perversidade agem como se o paciente fosse sair daquela maldita UTI andando e sorrindo e contando piadas e isso está acabando comigo.
Tudo tem limite. Tudo tem inicio, meio e fim.
Pai Amado, luz, por favor, envie muita luz para o cuidador e que ele entenda que não adianta manter o corpo aqui, sem a menor dignidade e com dores.
Pai Eterno, eu peço luz, muita luz para o doente e para que o corpo físico possa descansar enquanto o corpo espírital se eleva.
Elza
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Elza Maria sempre em busca de respostas. Paradoxal, curiosa, inteligente, crítica, observadora, sentimental, habilidosa, amorosa, sensível, disciplinada e um montão de outras coisas. Ser humano normal, comum, mediano, mas que gosta de escrever e está no quarto blog.
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2 comentários:
Oi, Elza. Entendo sua posição de querer abreviar uma situação sem solução. Mas, por outro lado, acho que não dá para condenar a posição daqueles que ainda têm um restinho de esperança, mesmo sendo uma esperança impossível. É difícil, mas procure manter serenidade, amiga. Essa aflição pode ser prejudicial a você.
Abração.
JF, adoro meus amigos. Vocês conseguem me dizer o que preciso ouvir. Várias pessoas já tinham me dito o que vc escreveu, JF, mas só agora eu consegui entender. Claro, me acalmei, né? A dor continua doendo, mas a angustia está aliviada. Obrigada meu caro. Bj para vc, para a Nina e para o super beagle Ed Wood, tb.
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