sábado, junho 30, 2012
Falando comigo, ainda
Já chorei.
Já me desesperei.
Já me acalmei.
Meu irmão está nas últimas. Terminal, nada mais pode ser feito para mante-lo nesse mundo.
Entendo e aceito, mas, a tristeza que me toma é intraduzivel em palavras.
Preciso estar forte e inteira para ajudar minha cunhada e meus sobrinhos.
Juliana já pediu ajuda para o depois.
Minha cunhada me avisou que vai desabar e que precisará de muita ajuda.
Rodrigo parece que está noutra galaxia e não consegue aceitar que o Pai está se desligando de nós.
Cada um tem a reação que pode. Cada um lida com a dor como consegue.
Eu estava durona e entendendo tudo, mas, algo que foi dito abriu a torneira das lágrimas e chorei, me desesperei, reclamei, pedi orações e fiz tudo o que estava ao meu alcance .
A psicóloga do hospital me explicou a dor que eu sentia e a partir daí, achei o caminho para vivenciá-la sem desmoronar, sem me quebrar e me me partir e sem entrar em depressão.Entendi que a dor era de raiva, de frustração e de medo. Já consigo lidar com ela, mas, estou triste, muito triste.
Inteira, todavia.
Um dia de cada vez. Hoje estou assim e ele está vivo, na UTI.
Amanhã é outro dia e quem sabe o que possa acontecer?
Elza
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Elza Maria sempre em busca de respostas. Paradoxal, curiosa, inteligente, crítica, observadora, sentimental, habilidosa, amorosa, sensível, disciplinada e um montão de outras coisas. Ser humano normal, comum, mediano, mas que gosta de escrever e está no quarto blog.
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2 comentários:
Elza.
É difícel demais. Não sei, diretamente, o que seja isso, mas sei o que a Nina passou, na época grávida da Lu, quando faleceu seu único irmão. Pense apenas no que, neste momento, é melhor para ele. E guarde as lembranças dos bons momentos que vocês passaram juntos.
Abração, minha amiga. Continuo orando por ele e por você.
Bj. JF. Só hoje pude vir aqui.
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