domingo, setembro 28, 2014
Conversa
- Bem, não estou entendendo porque a Regina me liga de 2 a 3 vezes por dia, aqui no hospital para saber como estou e saber se você está aqui. Ela já está me tirando do sério.
Meu marido me disse isso várias vezes nesses dias de hospitalização que já vai para uma semana.
- Quer saber o que houve? Noutro dia, ela ligou em casa e começou a fazer mil perguntas para a Maria. Maria não soube responde-las.
- Você falou com ela?
- Falei. Disse o mínimo, mas expliquei que você estava com a saúde delicada e ficaria vários dias no hospital. Fui fria, mas educada. Não tenho nada contra ela, mas não me conformo com o tratamento que vc recebe da família.
- E ela? perguntou meu marido.
- Comentou que encontrou sua sobrinha no mercado e contou para ela que vc estava no hospital. Perguntou se alguém da casa de sua irmã ligara aqui.
- Meu bem, me desculpe, mas ... na hora saiu e não deu tempo de morder a língua... Explodi na cara dela: se nem o filho e nem a nora ligam para obter notícias, vc acha que da irmã dele alguém se interessaria?
- Não julgue, disse-me ela.
- Não estou julgando ninguém. Não tenho essa pretensão.
- Entendi, respondeu meu marido. Essa Regina é terrível! Ela blinda a filha dela e assim, minha nora continua a egoísta de sempre. Arruma desculpas para meu filho não me ligar e nem me procurar... Ela quer o neto só para ela. Nas poucas vezes que consegui sair sozinho com ele, as recomendações que recebi pareciam uma bíblia...
- Pois então, ela liga e passa a noticia para os demais. O neto ligou duas vezes e seu filho também tem procurado por vc, não é?
- Verdade eles tem me telefonado, mas, ela está com culpa no cartório! disse meu marido.
- Também acho, respondi. No dia em que conversei com ela, o seu neto ligou e seu filho, também, e de São Luiz do Maranhão... coincidência?
- É, mas minha nora não me ligou nenhuma vez...
- Pudera! Ela não foi visitar a sogra dela quando ficou doente. Disse que não tinha obrigação de cuidar da mãe do marido dela. Por que se interessaria pelo Pai do marido dela? Ela nem fala com o próprio pai e não sabe o que é família!
E assim, continuo sozinha nessa busca por saúde. Eu fico dividida entre o hospital, cuido dos nossos bichos e tento trabalhar na minha profissão.
Minha amiga Arlete andou de ambulância com ele, de novo. Eu? Atrás, com o carro, para não precisar dar a volta em São Paulo de taxi, em plena madrugada... Cadê o filho, a nora, ou a sogra chamada Regina para me ajudar?
Ele está muito melhor. Ganhou qualidade de vida e deverá estar em casa na 3ª ou na 4ª feira.
Fui.
Meu marido me disse isso várias vezes nesses dias de hospitalização que já vai para uma semana.
- Quer saber o que houve? Noutro dia, ela ligou em casa e começou a fazer mil perguntas para a Maria. Maria não soube responde-las.
- Você falou com ela?
- Falei. Disse o mínimo, mas expliquei que você estava com a saúde delicada e ficaria vários dias no hospital. Fui fria, mas educada. Não tenho nada contra ela, mas não me conformo com o tratamento que vc recebe da família.
- E ela? perguntou meu marido.
- Comentou que encontrou sua sobrinha no mercado e contou para ela que vc estava no hospital. Perguntou se alguém da casa de sua irmã ligara aqui.
- Meu bem, me desculpe, mas ... na hora saiu e não deu tempo de morder a língua... Explodi na cara dela: se nem o filho e nem a nora ligam para obter notícias, vc acha que da irmã dele alguém se interessaria?
- Não julgue, disse-me ela.
- Não estou julgando ninguém. Não tenho essa pretensão.
- Entendi, respondeu meu marido. Essa Regina é terrível! Ela blinda a filha dela e assim, minha nora continua a egoísta de sempre. Arruma desculpas para meu filho não me ligar e nem me procurar... Ela quer o neto só para ela. Nas poucas vezes que consegui sair sozinho com ele, as recomendações que recebi pareciam uma bíblia...
- Pois então, ela liga e passa a noticia para os demais. O neto ligou duas vezes e seu filho também tem procurado por vc, não é?
- Verdade eles tem me telefonado, mas, ela está com culpa no cartório! disse meu marido.
- Também acho, respondi. No dia em que conversei com ela, o seu neto ligou e seu filho, também, e de São Luiz do Maranhão... coincidência?
- É, mas minha nora não me ligou nenhuma vez...
- Pudera! Ela não foi visitar a sogra dela quando ficou doente. Disse que não tinha obrigação de cuidar da mãe do marido dela. Por que se interessaria pelo Pai do marido dela? Ela nem fala com o próprio pai e não sabe o que é família!
E assim, continuo sozinha nessa busca por saúde. Eu fico dividida entre o hospital, cuido dos nossos bichos e tento trabalhar na minha profissão.
Minha amiga Arlete andou de ambulância com ele, de novo. Eu? Atrás, com o carro, para não precisar dar a volta em São Paulo de taxi, em plena madrugada... Cadê o filho, a nora, ou a sogra chamada Regina para me ajudar?
Ele está muito melhor. Ganhou qualidade de vida e deverá estar em casa na 3ª ou na 4ª feira.
Fui.
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Elza Maria sempre em busca de respostas. Paradoxal, curiosa, inteligente, crítica, observadora, sentimental, habilidosa, amorosa, sensível, disciplinada e um montão de outras coisas. Ser humano normal, comum, mediano, mas que gosta de escrever e está no quarto blog.
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