domingo, junho 22, 2008

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- Por favor, minha filha, traga-nos uma garrafa de água sem gas, gelada e três copos. Depois fazemos o pedido.

- Quero só um chá.
- Vou da capuccino com canela e uma torta.
- Também quero um capuccino, com croissant e manteiga. Sem canela, disse eu.
- Tem algum doce sem gluten? Perguntei demais, não é? Então eu quero um cheese cake light.

Depois da emoção do encontro, dos abraços apertados e das referências de tantos anos avivadas, nós nos sentamos numa doceira, fizemos os pedidos e ocupamos a mesa por mais de quatro horas. Tomamos várias garrafinhas de água.

Nós somos amigas desde sempre. Quase nos conhecemos na maternidade, como dizem os engraçadinhos de plantão. Fomos colegas de classe no ensino fundamental e perdemos contato, mas conservamos o querer bem, as boas lembranças.

Orkut me aproximou de uma que, por sua vez, encontrou a terceira não sei como e nos reunimos no sábado, ontem, que foi meu dia de sem teto, sem cachorro, sem gata e sem marido.

Tive que fazer uma segunda aplicação de veneno para matar brocas e, mais uma vez, desocupei o apartamento. Dormi, junto com a gripe, no apartamento do meu irmão mais novo. A gata passeou de ônibus e dormiu com a Maria, minha assistente técnica. Baltazar restou hospedado no hotel do Raul. Meu marido pipa está no México.

Assim, sem lenço e sem documento, sem freios, sem amarras, fiquei no papo com minhas amigas de adolescência e, encerramos a noite no apartamento da única que tem marido em casa. Comemos pizza, tomamos vinho, ouvimos boa música e rimos.

O tempo não é existe, não é mesmo? Para nós se passaram alguns bons anos sem que nos víssemos, mas, em comparação ao tempo do universo, talvez tenham sido alguns segundos. As minhas amigas são as mesmas meninas que conheci. Tem os mesmos gestos, os mesmos sorrisos, as mesmas reações, as mesmas posturas corporais.

A diferença que senti é que nós perdemos a pressa e somos mais cultas. Temos conteúdo intelectual mais sólido, mais tranquilo e falamos com serenidade a respeito de temas que já foram difíceis.

Para mim o tempo não passou. Apesar dos casamentos, filhos e vidas vividas, a essência delas me é familiar e é com ela que eu lido. Todas temos histórias alegres e tristes para contar, mas, no fundo, somos as mesmas meninas que tiveram experiências semelhantes no mesmo período. Nós nos reconhecmos como fraternidade, como familia, o que é mais empolgante.

Claro que sou a chorona da turma... Sou pisciana, certo? No meio da festa, enquanto o único marido presente tocava bossa nova ao piano, meu marido pipa me liga do México dizendo que me queria por lá. Chorei. As meninas me abraçaram. Solucei. Fiquei de nariz vermelho por longo tempo.

Chorei de alegria, como há muito não fazia.

Cheguei de mansinho no apartamento de meu irmão e demorei a pegar no sono. Emoções remexidas ...

Para completar esse final de semana que teria tudo para ser triste, acabei almoçando com meu irmão na casa da sogra dele e foi muito bom!!!

Thelma Louise está aqui do meu lado e Baltazar pulando no meu braço pedindo para brincar.

Meu marido já me ligou 3 vezes do México, hoje.

Bjkª. Elza

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Thelma Louise

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Elza Maria sempre em busca de respostas. Paradoxal, curiosa, inteligente, crítica, observadora, sentimental, habilidosa, amorosa, sensível, disciplinada e um montão de outras coisas. Ser humano normal, comum, mediano, mas que gosta de escrever e está no quarto blog.

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