quarta-feira, novembro 15, 2006

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Thelma veio para mim em janeiro de 2006, com um pouco mais de 2 meses de vida. Chegou e passou dois dias escondida atrás do fogão. Miava como uma doida e não saia de lá nem com reza brava. Consegui retira-la daquela fortificação e lhe ofereci uma caminha, nova, aconchegante, linda. Rejeitou e se escondeu numa mesa que está na lavanderia. Ficou lá a noite toda. Comia e bebia, por que os sinais apareciam na areia, no comedouro e no bebedouro. Baltazar tentou se aproximar e ela, resistiu aos encantos dele. Expunha as unhas e gritava ao mais leve gesto dele, que, latia sem parar. Consegui demontrar que meu colo era um local seguro. Segurava-a de tal forma que o Baltazar chegava e a cheirava sem parar e sem risco de ter o olho furado por aquelas garrinhas fininhas e ariscas. Aos poucos, ela se acalmou e iniciou suas entradas pela casa para tomar seus espaços. Conquistou seus cantos e marcou o território com seu modo gentil. Apossou-se do Baltazar e o higieniza nas orelhas; higieniza minhas mãos e se higieniza sem parar. Da rejeição absoluta que sofreu, de início, pelo cachorreiro mor da casa, passou a desfrutar da paixão sem limites e da entrega absoluta. Dormem juntos.
Ela é feliz. Sei por que ela demonstra. Anda com o rabo empinado e assim que me assento nalgum sofá ela vem e se deita do meu lado e se espalha pelo meu colo. Enfia a cabecinha sob minha mão para ganhar afagos. Ronrona e responde quando a chamo. Demonstra seus desejos por gestos e tipos de miados. Tornou-se minha terceira sombra.
Provoca o Baltazar sempre que pode e eles brincam.
Thelma preencheu uma lacuna na minha vida, pois, jamais tive uma irmã ou uma filha. Sempre convivi com machos do meu lado. Irmãos, marido, Gaspar e Baltazar! De repente, uma coisinha linda que tem hormônios como os meus, que me entende e a quem eu entendo convive sob meu teto e sob minha responsabilidade ... Nossas brincadeiras são leves e tranquilas e ficamos muito tempo conversando e trocando confidências.
Ela foi visitar a irmã Louise, da mesma ninhada, em sua morada transitória até chegar em mim. Ambas se estranharam por que esqueceram-se uma da outra. Coisas de bichos, acredito eu. Nesse primeiro aniversário elas não se encontraram. Para quê, se não sabem que são irmãs e que já sofreram pela separação? Cada uma tem o cheiro de seus convivas, de suas comidas, de seus espaços. Thelma tem um cão e Louise estranha essa realidade, eu penso.
Thelma nem sabe que já completou um aninho de vida. Não avalia os riscos que correu por ter sido abandonada e nem imagina a sorte que teve por ser acolhida, tratada e acarinhada pela Barbara e seus companheiros de trabalho. Ganhou esse lindo nome, lá.
Encomendei presentes parecidos para ambas, mas, ainda não ficaram prontos. Em alguns dias serão postados.
Posso ficar aqui horas e horas contando as graças da Thelma e acho que já falei demais, até.
Contudo, quero deixar registrado que não me arrependi nenhum segundo por ter seguido meu impulso assim que vi o anuncio colocado na net sobre essas meninas abandonadas e que assim que olhei para a foto dela, meu coração já bateu descompassado e feliz.
Barbara, esse aniversário é também o seu. Você possibilitou que ambas as meninas chegassem aqui, sãs, salvas e lindas. Feliz aniversário Thelma & Louise. Feliz aniversário Barbara, cujo link não posso colocar no texto.

Louise à esquerda e Thelma à direita.

Bjkª da Elza

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Thelma Louise

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Elza Maria sempre em busca de respostas. Paradoxal, curiosa, inteligente, crítica, observadora, sentimental, habilidosa, amorosa, sensível, disciplinada e um montão de outras coisas. Ser humano normal, comum, mediano, mas que gosta de escrever e está no quarto blog.

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