Dia internacional da Mulher
O simples fato de a mulher ter recebido um dia internacional só para si pode ser considerado avanço na luta pela valorização?
Sinceramente, não penso assim, pois, desde que esse dia foi instituiído, as mulheres do oriente médio não deixaram a burca e as meninas chinesas continuam a ser vendidas como escravas; as adolescentes africanas ainda tem extirpados os clitoris e por aí afora.
No entanto, sou ocidental. Nunca vi uma burca ao vivo e a cores; não fui vendida como escrava e tenho todos os meus apetrechos femininos e por isso engrosso a corrente pela valorização da mulher e em especial, a brasileira.
Acredito que somos produto do nosso meio e nossa origem não é das mais edificantes. Quem veio povoar essa terra de ninguém? Prostitutas e degredados. Gente sem moral, sem educação, sem limites, sem escrúpulos. Gente que veio para cá para não morrer nas prisões de Portugal. Gente que não tinha a menor formação moral, religiosa ou política. Analfabetos, mortos de fome, sujos e corruptos foram os primeiros habitantes dessa terra.
Esse povo, ao se deparar com os nativos nús e ingenuos, com ele se miscigenou.
Mais tarde, esse povo miscigenado acabou por misturar-se a outro povo nú e ignorante que veio para cá como se não fosse humano pelo fato de ser negro. O que temos? Essa panela de pressão formada por povo pardo que não aceita sua negritude; um povo parvo porque não tem origem ou não sabe de onde veio, habitando esse imenso país chamado Brasil.
Numa conversa com uma jovem amiga, surpreendi-me com uma colocação belíssima: nosso povo tem origem em povos que andavam nus e por isso a exposição do corpo para nós é natural. Povos que ouvem batuques e que rebolam sem inibição.
Pouca roupa, grandes decotes, exposição dos íntimos são apenas demonstração da desinibição e da ingenuidade, da ignorância e ausência de pudor de nosso povo. Talvez as pessoas que se exibem com tanta naturalidade não tenham sequer a idéia do quanto fazem mal a si e do quanto prejudicam outras, mais recatadas. Estou no terreno das hipóteses, apenas.
Observação: Os homens também se expõem. Tambpém ousam, mas a midia prefere as mulheres. O poder do dinheiro ainda veste calças e eles se deliciam com a nudez.
Gostaria de ter resposta para essas perguntas que me atormentam: por que as mulheres se desvaorizam tanto? Por que se expõem? Por que rebolam e requebram e atraem os machos lúbricos com tanta veemência? Por que ensinam suas filhas a rebolarem e requebrarem esde pequenas? Por que expõem os corpos, nem sempre bonitos e harmoniosos com tanta facilidade? Por que tem tantos filhos indesejados?
Acredito que muitas respostas estejam exatamente na nossa origem: prostitutas e degredados que se misturaram a povos nus e ignorantes. Ignorância gera ignorância. Povo ignorante, analfabeto e não politizado não exige, não cobra. Aceita a corrução como coisa da vida. Aceita a invasão do bem comum porque também é invasor e nem sabe disso.
Nós, mulheres ocidentais, com consciência, temos obrigação de instruir e orientar jovens que conosco convivam, desde as filhas, sobrinhas e amigas delas, como empregadas de todas as espécies. Compete a nós, que conseguimos sair o paternalismo e do tacão do sapato do marido, para obter crescimento pessoal e respeito próprio, o incentivo à valorização da mulher.
Devemos mirar os exemplos das mulheres que se destacaram nessa vida sem exposição da pele do corpo, sem rebolar, sem usar da sexualidade como apelo para ser reconhecidas. Estou falando de Lygia Fagundes Telles, Cora Coralina, Dorina Nowill, Rachel de Queiroz e tantas outras que nos honraram por terem sido brasileiras. Mulheres anônimas que deram seus bens e seu tempo para acompanharem combatentes nos campos de batalha, como Dª Elisa de Arruda Botelho; outras, que lutaram por ideais como Anita Garibaldi e tantas que me escapam.
Podemos falar também nas batalhadoras sem nome que dirigem taxis, ascendem elevadores, tocam teares, lubrificam veículos e por aí afora...
É tão possível ser mulher digna que basta pegar qualquer livreto e plano de saúde e verificar a quantidade de médicas que temos nos dias de hoje. Praticamente a totalidade dos professores é do sexo feminino e no judiciário, também as saias e os sapatos altos tem se destacado e muitas tornam-se presidentes dos Tribunais, com louvor.
Claro que existem degraus imensos para nós subirmos e sermos tratadas como seres de primeira linha, mas, não será com batuque e rebolado que vamos conseguir respeito e salários dignos.
Deixei de postar o selinho da blogagem coletiva devido minha crassa e conhecida igorância.
Bjkª. Elza O OUTRO BLOG DO BEAGLE ADERIU À POSTAGEM COLETIVA.





